PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO GAÚCHA DE LAÇO
Há poucos dias atrás foi criada a Federação Gaúcha de Laço, sendo eleito como primeiro mandatário o agropecuarista Cleber Vieira (foto). Nosso blog, em uma entrevista com seu Presidente, traz aos seus leitores alguns posicionamentos desta nova entidade.
Blog: Muitas pessoas desejam
saber quem é o tradicionalista Cléber Vieira, Presidente da Federação Gaúcha de Laço. Poderia fazer um breve histórico sobre sua pessoa?
Cleber Vieira: Cleber Vieira, agropecuarista
e comerciante, casado, 3 filhos, 57 anos, presidente do Sindicato Rural de
Porto Alegre desde 2005, onde pegamos um sindicato falido com 20 associados,
hoje temos sede (linda) e 900 associados (sem receita pois sindicatos vivem de
arrecadação do ITR e POA não tem ITR), mentor e realizador do rodeio Nacional
Cidade de Porto Alegre e Fepoagro (Feira Agropecuária da Produção de Porto
Alegre), construtor de tudo o que tem na parte campeira e pista de provas do
Parque Harmonia (sem dinheiro publico amigos), criador de ovinos e cavalo
crioulo, esporte predileto. Há 57 anos LAÇO, um dos 1º a fazer acampamento
farroupilha no harmonia, organizador do desfile no ano de 2000 e 2001, diretor
campeiro da 1ª/RTMTG 2000/2001, e por ai vai, meu amigo. Diversos serviços prestados para
nosso tradicionalismo, muitos de a cavalo e laço na mão, há anos.
Blog: Por quais motivos foi
criada a Federação Gaúcha de Laço?
Cleber Vieira: Criamos por exigência dos
gaúchos laçadores, pois estamos acéfalos de representantes neste esporte
tradicional. Há muito, queremos sim dar um norte sem fugirmos do tradicional e
fazer do ato de laçar um esporte o que é de fato, mas não de direito, além de
facilitar com a federação a vida dos nossos rodeios com projetos direcionados a
ajudar os realizadores sem cobranças absurdas, mas com respeito e coordenação
ouvindo e sendo ouvido por todos e não por uma minoria repressiva.
Blog: Como será estruturada, de
forma organizacional e regimental, a Federação?
Cleber Vieira: Estrutura física e
organizacional teremos que montar, mas não será difícil pois estamos com o RS
ao nosso lado, organizaremos com representantes em todo o estado o que já vamos
começar, regimentar com foco na legalidade, regulamentando no proposto do
direito tanto na área contábil como fiscal. Temos, na diretoria eleita,
representantes de vários municípios do estado.
Blog: Alguns tradicionalistas alegam que a
Federação de Laço poderá desvirtuar a verdadeira tradição, como por
exemplo em relação a indumentária. Isto pode acontecer?
Cleber Vieira: Não, não irá acontecer isto,
primamos por indumentárias tradicionais, sem esquecermos que temos muito em
comum com os países do prata e em muito nossas indumentárias se aproximam e
levando em conta que nosso Estado foi colonizado por varias etnias temos a
fronteira, serra, as missões e o litoral com peculiaridades comuns. Deveremos
respeitar suas indumentárias sem ser radical e ouvindo historiadores, mas no
geral manteremos o que hoje vivenciamos sem deixar de olhar para nossos antepassados.
É importante dar mais atenção a visitantes de outros estados respeitando suas
respectivas indumentárias, aceitando e respeitando sem a ira e sem acharmos que
somos só nós no mundo.
Blog: Uma das alegações
contrárias a Federação de Gaúcha de Laço é o caráter mercantilista que os novos
rodeios podem tomar. Existe esta preocupação?
Cleber Vieira: Os rodeios por si só se
moldaram e como esporte o laço é sem dúvida uma competição e vemos isto bem sem
e a ira dos outros, o gaúcho com seus costumes sempre foi um competidor saudável,
tanto no campo como na cidade e não vimos hoje nada de anormal em premiar uma
competição isto estimula faz crescer os eventos e não temos até o momento
desprestigio algum neste tipo de competição, ao contrario estimula as pessoas a
treinar, aperfeiçoar suas habilidades a arte á fazer melhor do que seu
companheiro da mais brilho, enaltece o competidor e vencedor, não temos o ranço
de ver jogatina nisto como outras entidades, muito pelo contrario cria
elementos de fomentar o comércio em prol do cavalo.
Blog: Quais as convergências, ou
divergências, em relação ao MTG?
Cleber Vieira: Como relação ao MTG,
respeitamos á "entidade MTG", mas não concordamos com muitas de suas
atitudes e regras que seus comandantes empregam nos últimos anos (nós e todo o
RS). Se o amigo perguntar no meio do cavalo, cavalgadas e rodeios, vai obter
uma rejeição de 90% (experimente fazer uma enquete em seu blog). Como uma
entidade representativa pode não ter por merecimento o respeito de seis
supostos comandados? Ora,
então temos que olhar para o lado e ver onde estão errando (se é que estão, na
visão deles não, nas dos gaúchos do cavalo sim,) onde estão sendo prepotentes (o
que o são e muito), assim não cometeremos os mesmos erros. Divergimos mas
respeitamos quem achar o contrario, e que fique como estão, os contrários venham
com nós, pois achamos que tem espaço para todos. O cavalo crioulo não encontrou
seu espaço? Nem por isto o MTG terminou. Sendo assim, amigos, respeitamos a
entidade não seus métodos elaborados por pessoas que passam e a entidade fica.
Finalizando:
Assim, amigos, criamos uma
entidade para agregar, Laço, Cavalgadas ou outro esporte que tenha o cavalo
como primordial sem deixar de ser tradicional do nosso amado Rio Grande do Sul,
de nossos costumes, representar, ajudar, facilitar e o mais importante
respeitar o direito individual das pessoas, ouvir, ser ouvido, sem ranço, sem
raiva, onde amigos poderão participar com amigos sem rotular de onde é ou de onde veio,
o esporte tradicional do laço ou cavalgadas é para fazer amizades e fortalecer
as existentes, rodeios e cavalgadas é reunião de famílias e amigos, local de
fazer amigos, receber ou ser recebido sem questionar se é daqui ou dali e sim
se é do cavalo! Se não for, bom ai sente e tome um mate porque aqui é lugar de
pessoas.
Foto: Blog G! - Repórter Farroupilha
Foto: Blog G! - Repórter Farroupilha