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segunda-feira, 17 de junho de 2013

DEFINITIVAMENTE, GARREI NOJO!



Mês desculpem os leitores mas estou sem ânimo para falar em tradicionalismo após os significativos acontecimentos do fim de semana. Não posso dar uma de avestruz ignorando o mundo em minha volta até porque os movimentos sociais que estão ocorrendo são deveras preocupantes.

Sempre fui contra a realização da Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil porque acho que antes destes eventos teríamos que olhar para nossos presídios, estradas, educação, segurança, fome, drogas, desemprego, corrupção e sei que há muitos que pensam como eu. 

Vejam o que diz, por exemplo, o ilustre professor Jorge Luiz Souto Maior, livre-docente da Faculdade de Direito da USP sobre os acontecimentos:
"Não há normalidade alguma em impedir, pela força, uma manifestação política, que era pacífica e não infringia nenhum dispositivo da Constituição brasileira. Até porque é mesmo necessário que a população brasileira, que gosta de futebol, mas que antes de tudo ama este país, tenha o direito de se indignar e de revelar as mazelas que giram em torno da Copa, sobretudo no que se refere à utilização do patrimônio público, o dinheiro do BNDES, do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do PIS/PASEP, para o financiamento das construções dos estádios, palcos de eventos privados na Copa e depois dela, mediante concessões

Não se podem transferir para a esfera pública urbana, com repercussão na ordem jurídica e nas relações sociais, a lógica financeira, vinculada aos interesses de alguns, e as diretrizes organizacionais de uma entidade privada estrangeira, como, ademais, já se evidencia. Verifique-se, a propósito, o quanto o Presidente da FIFA parece estar à vontade para ditar os rumos do Brasil. Na abertura do jogo de hoje o referido senhor chegou mesmo a suprimir, de forma constrangedora, a fala da Presidente Dilma ao dar “uma bronca” na torcida que estava no estádio."
Estive no jogo Brasil e França, aqui em Porto Alegre, pude conferir de perto e concordo, também, com o jornalista Juca Kfouri  quando este afirma que 
 
"houve uma elitização do futebol, pois este passou, definitivamente, a ser visualizado como um negócio altamente lucrativo, provocando, inclusive, um branqueamento dos torcedores. No estádio em Brasília não havia, em geral, pobres e negros. À população pobre foi reservado o resquício ditatorial de telões em praças públicas, com festejos típicos da estratégia pão e circo…"
Até mais, com indignação e tudo!