RETRATO DA SEMANA


O retrato não é de Paris, Londres, ou alguma nação escandinava. É São Chico de Paula, meu "ermão". Foto: Marcelo Cosma.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

ME CHAMEM DE “LOCO”, MAS LHES CONTO:



- A TRADIÇÃO GAÚCHA SE TORNARÁ UMA DOUTRINA!


 Antes de mais nada quero dizer que sou um profundo admirador e respeitador de todas as religiões. Gosto de pesquisar e estudar sobre ritualísticas, credos, etc... e sou católico não praticante.

Hoje em dia, temos uma grande variação religiosa, mas as oito maiores religiões existentes e seus números de adeptos, são estas: 1º Cristianismo (aprox. 2,2 bilhões de adeptos); 2º Islamismo (aprox. 1,6 bilhões de adeptos); 3º Hinduísmo (aprox. 900 milhões de adeptos); 4º Religião tradicional chinesa (aprox. 400 milhões de adeptos); 5º Budismo (aprox. 376 milhões de adeptos); 6º Sikhismo – monoteísta - (aprox. 20 milhões de adeptos); 7º Judaísmo (aprox. 15 milhões de adeptos) e 8º Espiritismo (aprox. 13 milhões de adeptos).

Mas o que precisa para ser criada uma religião?

Em primeiro lugar e o fundamental em todas as religiões é que se creia em algum DEUS. Na maioria delas ocorreu, também, a presença de um profeta, um messias que veio divulgar a “palavra” de seu respectivo Deus. Foi assim com Jesus, Maomé, Buda, Allan Kardec e muitos outros.

Outro requisito básico para uma religião ser criada é o tempo. Não se faz uma religião da noite para o dia. É um processo lento e trabalhoso. O cristianismo, por exemplo, começou a manifestar-se 300 anos após a morte de Jesus. 

Podem me chamar de “loco”, de herege, mas ouso dizer que, ao longo do tempo, a tradição gaúcha vai tornar-se uma doutrina, quiçá, uma religião.

Se tenho a liberdade de escolher o meu Deus e que na verdade pode ser o Deus de qualquer pessoa, posso dizer que tenho um Deus para minha doutrina gaúcha e que no fim das contas, será o mesmo Deus dos catarinenses, dos brasileiros, de todo o mundo.   

E o nosso Messias? Por paradoxal que seja nosso profeta não seria uma pessoa, mas sim um grande movimento, uma revolução transformada em guerra. Pode parecer contraditório, mas foi uma peleia graúda, que durou dez anos, que nos conduziu a esta devoção, a este culto ás nossas tradições. Não dizem por aí que somos o único povo no mundo a comemorar uma derrota? Pois nosso Messias é a Guerra dos Farrapos. É a nossa catapulta que impulsiona esse apego as coisas do Sul.

Nossos templos? Os galpões!
Nossos Oratórios? Os Fogos-de-Chão!
Nossa Água Benta? O Chimarrão!
Nossas Leis? Os bons costumes herdados
Nossa liturgia? Os poemas regionalistas
Nossos cânticos? Os de louvor ao Rio Grande

Não teremos santos, anjos ou demônios e os apóstolos desta doutrina serão cada gaúcho e cada prenda que carregue na alma o respeito as tradições e o orgulho de ter como bandeira o pavilhão rio-grandense.

Será uma doutrina sem muitas regras, regulamentos, normas de condutas, pois cada seguidor desta filosofia trará, dentro de si, aonde andar, a consciência do correto, do justo, do honesto, da devoção aos ancestrais e onde todos os gaúchos, tradicionalistas, nativistas, regionalistas, enfim, rio-grandenses de alma, estarão unidos  na defeza e na preservação cultural de nossa terra.

A cultura africana não se confunde com sua religiosidade?

Com certeza não verei isto tudo, mas anotem aí: - A tradição gaúcha se tornará uma doutrina!