- A TRADIÇÃO GAÚCHA SE TORNARÁ UMA DOUTRINA!
Antes de mais nada quero dizer
que sou um profundo admirador e respeitador de todas as religiões. Gosto de
pesquisar e estudar sobre ritualísticas, credos, etc... e sou católico não
praticante.
Hoje em dia, temos uma grande
variação religiosa, mas as oito maiores religiões existentes e seus números de
adeptos, são estas: 1º Cristianismo (aprox. 2,2 bilhões de adeptos); 2º Islamismo
(aprox. 1,6 bilhões de adeptos); 3º Hinduísmo (aprox. 900 milhões de adeptos);
4º Religião tradicional chinesa (aprox. 400 milhões de adeptos); 5º Budismo
(aprox. 376 milhões de adeptos); 6º Sikhismo – monoteísta - (aprox. 20 milhões
de adeptos); 7º Judaísmo (aprox. 15 milhões de adeptos) e 8º Espiritismo
(aprox. 13 milhões de adeptos).
Mas o que precisa para ser criada
uma religião?
Em primeiro lugar e o fundamental
em todas as religiões é que se creia em algum DEUS. Na
maioria delas ocorreu, também, a presença de um profeta, um messias que veio
divulgar a “palavra” de seu respectivo Deus. Foi assim com Jesus, Maomé, Buda,
Allan Kardec e muitos outros.
Outro requisito básico para uma
religião ser criada é o tempo. Não se faz uma religião da noite para o dia. É
um processo lento e trabalhoso. O cristianismo, por exemplo, começou a manifestar-se
300 anos após a morte de Jesus.
Podem me chamar de “loco”, de herege,
mas ouso dizer que, ao longo do tempo, a tradição gaúcha vai tornar-se uma doutrina,
quiçá, uma religião.
Se tenho a liberdade de escolher
o meu Deus e que na verdade pode ser o Deus de qualquer pessoa, posso dizer que tenho um Deus para minha doutrina gaúcha e que no fim
das contas, será o mesmo Deus dos catarinenses, dos brasileiros, de todo o
mundo.
E o nosso Messias? Por paradoxal
que seja nosso profeta não seria uma pessoa, mas sim um grande movimento, uma revolução
transformada em guerra. Pode parecer contraditório, mas foi uma peleia graúda,
que durou dez anos, que nos conduziu a esta devoção, a este culto ás nossas
tradições. Não dizem por aí que somos o único povo no mundo a comemorar uma
derrota? Pois nosso Messias é a Guerra dos Farrapos. É a nossa catapulta que
impulsiona esse apego as coisas do Sul.
Nossos templos? Os galpões!
Nossos Oratórios? Os Fogos-de-Chão!
Nossa Água Benta? O Chimarrão!
Nossas Leis? Os bons costumes
herdados
Nossa liturgia? Os poemas regionalistas
Nossos cânticos? Os de louvor ao Rio Grande
Nossa liturgia? Os poemas regionalistas
Nossos cânticos? Os de louvor ao Rio Grande
Não teremos santos, anjos ou
demônios e os apóstolos desta doutrina serão cada gaúcho e cada prenda que
carregue na alma o respeito as tradições e o orgulho de ter como bandeira o
pavilhão rio-grandense.
Será uma doutrina sem muitas
regras, regulamentos, normas de condutas, pois cada seguidor desta filosofia
trará, dentro de si, aonde andar, a consciência do correto, do justo, do
honesto, da devoção aos ancestrais e onde todos os gaúchos, tradicionalistas, nativistas, regionalistas, enfim, rio-grandenses de alma, estarão unidos na defeza e na preservação cultural de nossa terra.
A cultura africana não se confunde com sua religiosidade?
Com certeza não verei isto tudo,
mas anotem aí: - A tradição gaúcha se tornará uma doutrina!
