Ontem pela manhã me larguei, a galopito, pras bandas do shopping Barra Sul, aqui na capital dos gaúchos, para comprar um notebook novo, em face de que o meu antigo já estava batendo as bielas e, por lá, de acordo com os noticiosos, estava um preço de acordo com o meu ordenado, ou seja, bem baixo.
Cheguei no Barra e fui barrado. Dei com as fuças na cancela. Ocorre que este shopping tem um horário diferenciado e parecem lagarto, só saem da toca com sol alto. Às 11 da madrugada, mais precisamente.
Pois bueno. Fui fazer hora no supermercado Big (no meu tempo um armazém assim era chamado de Secos e Molhados) que abre mais cedo.
Olha daqui, olha dali e fui parar nos CDs para bombear se tinha algo de novo no mercado discotecário de minha terra. Muita reculuta, muita regravação... até que vi o CD do Xirú Missioneiro (foto acima) intitulado Do Garrão do Pampa. Tenho todos os CDs do Xirú Missioneiro e do Mano Lima, embora não conheça nenhum destes dois artistas pessoalmente.
Comprei a mercadoria e lhes digo. Se não é o melhor é um dos melhores deste cantor da terra vermelha das missões. Os outros trabalhos deste taura tem uma característica (pelo menos para o meu gosto): Metade das músicas são muito boas, campeiras, de linguagem que o peão de estância gosta e conhece, e a outra metade das composições tem uma jocosidade um tanto pesada e que não me agrada.
Este CD não! É especial de primeira, do começo ao fim. De ontem pra hoje já escutei umas trinta vezes. Letras "véias" cuiudas que retratam com fidelidade o viver campesino dos gaúchos do interior. Até vou comprar outro igual para poder furar um de tanto escutar...
