RETRATO DA SEMANA


Para quem começou este blog há 16 anos atrás com 40, 50, acessos diários, terminar o mês de junho com 99.429 acessos (somente no dia 01 já tivemos 10.040 visitas) só aumenta nossa responsabilidade. Continuamos peleando apenas pelo prazer de ser mais um guardião da cultura regional gaúcha.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

VOLTEANDO DATAS - CERCO A SÃO BORJA

RESISTÊNCIA DE SÃO BORJA À INVASÃO PARAGUAIA

10 de Junho de 1865

Eram 10 horas da manha, do dia 10 de junho de 1865, quando as tropas paraguaias iniciavam a tão anunciada invasão.

Os paraguaios chegando à beira do Uruguai, no lado argentino, colocaram nágua as canoas, quando estavam fazendo a primeira travessia, o Major José Rodrigues Ramos, com seus comandados, descarregaram fogo contra os paraguaios, atingindo vários, que foram levados abatidos pelo Rio Uruguai.

Este episódio marcou o primeiro protesto missioneiro contra a invasão.

Com a carga certeira e inesperada dos samborjenses, ditos, “guardas nacionais”, os paraguaios retrocederam. Embora a coragem e a imtrepidez dos pelotões de Vila de São Borja, não foi possível evitar o desembarque, pois eram cerca de 400 paraguaios, contra 50 brasileiros.

Com o apoio da artilharia os paraguaios desembarcaram em território brasileiro, e enfrentaram o nosso reduzido contingente, que não foi inteiramente sacrificado, graças a chegada em tempo do 22º Corpo Provisório, comandado pelo Tenente-Coronel Nóbrega.

Os paraguarios invadiram a Vila de São Borja em diversos pontos, somando certa de 3.000 homens, do exercito paraguaio, contra a brava Companhia do Major Ramos e do 22º Corpo Provisório do Tenente Coronel Nóbrega.

Apesar do número superior dos inimigos, os defensores da Vila de São Borja não diminuíram seu ânimo, eis que, as famílias achavam-se, ainda, na Vila e era preciso lhes dar tempo para sair. A honra dos lares seria defendia, a qualquer preço. A meia légua que há entre a Vila de São Borja e as barrancas do Uruguai seria defendida, palmo a palmo.

Estava a força inimiga a avançar, quando ao chegar, no lugar onde está “A Cruz Grande”, surge então, inopinadamente, o 1º Batalhão de Voluntários da Pátria, capaz de fazer frente aos invasores, e os contendo, dando tempo assim, para que as famílias saíssem da Vila à salvo dos paraguaios.

A fuga dos habitantes de Vila de São Borja, marca a página mais triste da história de São Borja. Na fuga formou-se extenso cortejo que desfilava para estrada geral. Rodavam cerca de trezentas carretas, fora o grande número de pessoas a pé e a cavalo.

Com a fuga da população, o exercito paraguaio efetuou o saque de tudo que havia de valioso, inclusive os objetos pertencentes a Igreja.

O resultado da batalha foi que o 1º Batalhão Voluntários da Pátria teve 7 mortos e vinte e nove feridos e dos Guardas Nacionais morreram 15 e foram feridos 35.

Já os paraguaios perderam 100 homens e tiveram 100 feridos.

Nota: Não esquecendo nunca que foi neste episódio da resistência de São Borja na Guerra do Paraguai que surgiu o personagem Leocádio Francisco das Chagas, que já foi fruto de referência em postagem de nosso blog.

Fonte e Colaboração: Claudio Caetano Vieira