RETRATO DA SEMANA

RETRATO DA SEMANA
Viaduto Otávio Rocha, Porto Alegre. Década de 30. Saudades de um tempo que eu não vivi.

sábado, 21 de agosto de 2010

BEM MAIS QUE UMA ESTÁTUA


Todos sabem que a Feira do Livro de Porto Alegre, este ano em sua 56ª Edição, é um evento dos maiores no gênero na América Latina e dá grande visibilidade aos escritores e, principalmente, ao Patrono da Feira. É uma honraria que todos os envolvidos com a arte da escrita ambicionam.

Pois no dia 5 de agosto, saiu no Correio do Povo, a lista dos Patronáveis da 56ª Feira do Livro de Porto Alegre. Os nomes indicados são: Airton Ortiz, Jane Tutikian, Juremir Machado da Silva, Luís Augusto Fischer e Paixão Côrtes.

No mesmo Correio do Povo, no dia 18, Juremir Machado,um dos indicados, publicou que ele estava concorrendo contra uma “estátua” (insinuando que, o que Paixão Côrtes fez de importante, foi servir de modelo para a Estátua do Laçador) menosprezando todo o trabalho que o maior folclorista deste Estado já produziu.

Vindo de quem vem, tal comentário não deve ser levado a sério, em face de que a mola propulsora deste "jornalista" sempre foi falar mal das tradições gaúchas.

Não vou aqui, nesta postagem, mencionar tudo o que João Carlos D’Avila Paixão Côrtes, um ícone de nossa cultura, escreveu ou fez em matéria de pesquisa, de preservação folclórica, de autenticidade plena, elevando o nome do Rio Grande a patamares que, mesmo com duas vidas, estes desafetos conseguiriam.

Menos mal que a grande maioria de nossa gente do sul não olha para este trabalho com olhos de ciúme e reconhece em forma de homenagens e afetos a importância deste gaúcho octogenário. Neste fim de semana o Festival Moenda, de Santo Antônio da Patrulha, presta uma linda e merecida homenagem ao Paixão.

Para mim, e se eu fosse da Comissão encarregada da escolha do Patrono da 56ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre, o nome de quem se acha concorrendo contra uma “estátua” já estaria descartado. Não é denegrindo os concorrentes, mas edificando suas virtudes, que se ganha o reconhecimento.

Pensamos da mesma forma, meu mano, escritor sãoborjense Israel Lopes