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terça-feira, 1 de junho de 2010

NOSSA TERRA - ALVORADA


O município, antes 3° Distrito de Viamão, chamado de Passo do Feijó, emancipou-se no dia 17 de setembro de 1965, conforme a lei estadual nº 5026, e o nome de Alvorada, acredita-se que seja uma referência ao seu povo constituído em sua maioria por trabalhadores que acordavam nas primeiras horas da manhã para trabalhar na capital do Rio Grande do Sul (Porto Alegre). Entre as primeiras sesmarias concedidas do Sul, estão as de Cristóvão Pereira de Abreu, concedida em 23 de junho de 1775. Mais tarde esta mesma sesmaria foi entregue a João Batista Feijó, em 5 de maio de 1776. Seria este o marco inicial da origem do povoamento da cidade de Alvorada.

O povoamento se dá pelas famílias vindas de Laguna, que se estabeleceram em Viamão. Com o passar do tempo, após o conhecimento da região, começaram também a ocupar áreas vizinhas. Nas propriedades existiam tambos de leite e cultivo de hortifrutigrangeiros. Serviam ao comércio, a economia de subsistência e alimentação dos animais. Os principais produtos cultivados eram: melão, melancia, aipim, mandioca, batata-doce, e outros. O meio utilizado como transporte das mercadorias eram as carretas. Era o único veículo que poderia atravessar as campinas da fronteira do planalto. Oriundos da beira da lagoa das Barros e de outras localidades, vinham carroções de quatro rodas puxados por parilhas de cavalos, que traziam melado, rapadura e carvão.

Com o aumento da população e a afluência de carreteiros na região, surgiram as primeiras casas de comércio. Eram armazéns estabelecidos ao longo da estrada. Constituíam-se de prédios de madeira com chão batido, ali vendia-se o fumo, a cachaça, o arroz e miudezas, transformando-se em ponto de parada obrigatória para os carreteiros. Dentre estas casas, as mais importantes eram: o armazém do Sr. Anibal e os armazéns dos Srs. Lothario e Frederico Dihl. As embarcações vinham de vários lugares pelo Rio Gravatai, muitas paravam no Passo das Canoas, devido a dificuldade de acesso por via fluvial a Porto Alegre e redondezas, surgindo então a necessidade de uma estrada que facilitasse um deslocamento mais eficaz.

Com a construção da estrada que liga Gravataí a Cachoeirinha e Porto Alegre, o Passo das Canoas foi desativado. O início da educação deu-se através da contratação de professores, que as famílias de maior poder aquisitivo efetuavam. Eles fixavam residência na fazenda que os contratava. Alguns desses proprietários proporcionavam o ensino não só aos seus filhos, mas também às crianças das redondezas.

Os loteamentos iniciaram por volta de 1940, tendo como uma de suas principais causas, o crescimento populacional das cidades vizinhas. Um dos primeiros loteamentos feitos no Passo do Feijó, foi o da Vila Passo do Feijó. O loteamento foi aberto por um russo que dividiu as terras em pequenos terrenos. Surgiam os loteamentos da Vila São Pedro e sucessivamente outros. Com 72,9 km2, e área urbana legal de 52 Km2 o município, em extensão, é um dos menores do Estado.

De lá para cá, muitas histórias foram escritas pelas mãos de cada cidadã e cada cidadão de Alvorada. Histórias de gauchismo, visto que Alvorada é um município de destaque na Primeira Região Tradicionalista. Histórias de trabalho, de superação, de esperança e de solidariedade. Histórias de um povo que acorda cedo e vai trabalhar, histórias de uma gente guerreira, que não desiste de seus sonhos e, cada vez que é perguntado sobre suas origens, estufa o peito e diz com orgulho: -"Sou de Alvorada, a Capital da Solidariedade".