RETRATO DA SEMANA


Para quem começou este blog há 16 anos atrás com 40, 50, acessos diários, terminar o mês de junho com 99.429 acessos (somente no dia 01 já tivemos 10.040 visitas) só aumenta nossa responsabilidade. Continuamos peleando apenas pelo prazer de ser mais um guardião da cultura regional gaúcha.

sábado, 24 de abril de 2010

35 CTG


Completa hoje 62 anos de existência nosso mais antigo e tradicional Centro de Tradições Gaúchas do Rio Grande do Sul. O 35 CTG.

Fundado em 24 de abril de 1948, época em que, através do Grupo dos Oito comandados por João Carlos D'Ávila Paixão Côrtes, o tradicionalismo, oficialmente, dava seus primeiros passos, o 35 CTG organizava-se como instituição social voltada para o resgate e preservação de nossa cultura, tendo como primeiro patrão o poeta Glaucus Saraiva.

Sua história remonta a pioneirismo, lutas, algumas derrotas e muitas, muitas vitórias. O 35 CTG virou um ponto de referência gaudéria para os gaúchos de costumes interioranos e para os desgarrados da querência que se aninharam pela capital.

O 35 CTG foi guarida das almas crioulas de todo o Estado. Por ali se tomava um mate, um trago, se falava em tosa, em doma, em erguer uma taipa, enfim, no campeirismo deixado para trás mas que trazia, de a cabresto, a potranca saudade, caborteira e queixo-duro.

Naquele recanto sagrado do 35 CTG, através da música, da dança, da harmonia pampeana, como uma religião, o tradicionalismo foi se solidificando. Quantos artistas de renome brotaram daquelas "quarta-gaudéria"? Quantas pessoas vieram alicerçar o gauchismo vindas daquele santuário de costaneiras?

Não se pode falar em tradicionalismo sem mencionar algumas legendas riograndenses bem como não se pode renegar jamais que o berço, a fonte, o nascedouro do espirito gaúcho, teve como um de seus inspiradores o nosso galpão rude encravado como um moirão cultural nas entranhas de um novo tempo, no coração de todos os gaúchos.

Parábens, 35 CTG.