ESTÂNCIA DA POESIA CRIOULA
ESTÂNCIA DA POESIA CRIOULA
OS QUATRO BRAÇOS DA CRUZ
Neste 2026 comemora-se os
400 anos da chegada dos padres jesuítas ao Rio Grande do Sul dando origem as
primeiras fundações de povos missioneiros. Entre diversos questionamentos muitas
pessoas se perguntam sobre o significado dos quatro braços da Cruz Missioneira,
ou Cruz de Lorena.
PRIMEIRAS
REPRESENTAÇÕES
Encontram-se
representações da cruz dupla em La Ferrasie, na Dordonha e em Las Batuecas, na
Espanha, desde a era pré-histórica.
Na interpretação de
alguns, o montante vertical é um meridiano e localiza o Norte e o Sul; a barra
horizontal mais curta, representa o solstício de inverno, e a mais longa, o de
verão; o conjunto simboliza, portanto, o percurso do sol durante um ano.
A
CRUZ DUPLA NA HISTÓRIA
É em Jerusalém que se
identificam os primeiros vestígios da cruz dupla. Desde o século IV é sob a
forma da cruz dupla que são representadas as relíquias da Cruz Verdadeira
utilizada na Paixão de Cristo, reencontrada por Santa Helena sobre o Monte das
Oliveiras. Esta representação foi adotada porque seria o símbolo do poder dos
Patriarcas de Jerusalém, guardiões da Cruz Verdadeira.
A mesma figura se
encontra sobre todos os túmulos de Patriarcas, de Byzance até o Monte Athos, em
Attica e a partir dessa região difundiu-se na Rússia, onde foi chamada “Cruz
Russa” e na Hungria, onde se tornou “Cruz de Hungria”, passando a ser um
emblema da realeza. A cruz dupla chegou ao Ocidente com o comércio de
relíquias, à época dos merovíngios. No século VI, o Imperador de Byzance,
Justino II ofereceu uma relíquia a Santa Radegonde. Chegando a Tours dentro de
um magnífico relicário esmaltado esta relíquia foi festejada com euforia por
uma multidão entusiástica ao som do hino “Vexila Regis prodeunt”, composto
especialmente pelo poeta Fortunat e está, atualmente, guardada na Igreja da
Santa Cruz de Poitiers. Existem relicários semelhantes, cada qual mais
ricamente adornado, em muitas partes da Europa e, naturalmente, na França, em
Eymoutiers na Haute-Vienne.
Também conhecida como
“Cruz de Santo Eloi” ou de “São Luis da Santa Capela”, este símbolo está
relacionado às Cruzadas e, até mesmo, atribuem-lhe poderes mágicos. Sua forma
serviu de modelo para a planificação de belas igrejas e catedrais: na Inglaterra,
em Lincoln, Rochester ou Worcester e na França, como é o caso das igrejas da
Abadia de Cluny, de Saint Benoît no Loire, e Saint Quentin.
A cruz dupla aparece
também nas moedas e nas insígnias dos cruzados, iniciando com os Templários,
desde que estes foram constituídos como Ordem pelo Patriarca de Jerusalém,
Guarimond, em 1119. Deu-se o mesmo com a Ordem dos Hospitaleiros do Espírito
Santo ou de Saint Géréon, na Palestina e depois com a Ordem da Cruz de Anjou.
A
CRUZ DE ANJOU
Em 1241, o bispo Thomas de
Hierapetra, em Creta, doou uma relíquia da Verdadeira Cruz de Cristo, que teria
pertencido anteriormente a Gervais de Comène, patriarca de Constantinopla, a
Jean de Allaye, cavaleiro angevino que retornava ao seu país, de volta da Terra
Santa. Jean de Allaye doou-a, por sua vez, para a Abadia Bernardina de La
Boissière, em Anjou. Esta relíquia, é feita de uma madeira dura, provavelmente
cedro e composta de três ramos: um vertical com 28 cm, e dois atravessados, um
com 8 cm e o outro com 11 cm. Em 1357 foi colocada sob a proteção dos Jacobinos
de Angers e durante a Guerra dos Cem Anos, em 1379, guardada em segurança no
Castelo de Angers por Luis I de Anjou que criou, nesta ocasião, a ordem de
cavalaria, “Ordem da Cruz de Anjou”. Ao fim da Guerra dos Cem Anos, em 1456, a
relíquia retornou para a Abadia de La Boissière. Em 1790, foi transferida para
o Hospício dos Incuráveis, de Baugé e escapou miraculosamente às destruições
revolucionárias. Em Heráldica, a Cruz de Anjou é negra e a Cruz de Hungria é
branca.
A Cruz de Anjou foi
reconhecida como Cruz de Lorena, apenas no século XV, graças a René I de Anjou,
o Bom, Duque de Lorena de 1431 a 1453 que a difundiu pelos seus estados. Seu
neto, René II, Duque de Lorena de 1473 a 1508, utilizou-a para atestar ser herdeiro
direto de Godofredo de Bulhões e, portanto, do Reino de Jerusalém e para
justificar suas pretensões sobre o Reino da Hungria, como herdeiro da Rainha
Joana II. René II escolheu como divisa para seu selo real : “Rinatus Dei Gratia
Hungria Ierusalem et Siciliae Rex.” “René pela graça de Deus, rei de Hungria,
de Jerusalém e da Sicília.”
SIGNIFICADOS
DA CRUZ DE LORENA
A Cruz de Lorena,
simbolizava que os Duques de Lorena eram duplamente cristãos: por serem
príncipes de um Estado cristão e como os conquistadores de Jerusalém.
• É uma representação
cristã de uma cruz comum de suplício com a tabuleta de inscrição, escolhida
como símbolo da Paixão de Cristo.
• É uma afirmação do
poder dos Patriarcas do Oriente nos tempos de perseguições e da resistência da
Fé contra todos os ataques.
• É um símbolo das
Cruzadas e da Cavalaria e, portanto, sempre da resistência e da honra da Fé.
• É um símbolo dos
direitos dos duques de Lorena sobre seus diversos estados e de suas pretensões
sobre os reinados de Jerusalém e da Hungria.
• É um símbolo da
resistência da Lorena e do direito de permanência dos seus habitantes em sua
terra, contra todos os seus inimigos.
Na Batalha de Nancy,
contra Carlos O Temerário que nela perdeu a vida, René II de Anjou fez suas
tropas portarem a cruz dupla para se distinguirem dos borgonhenses, que
ostentavam a Cruz de Santo André.
O SIMBOLISMO CRISTÃO
DA DUPLA TRAVESSA
O símbolo da cruz, uma
trave vertical com uma transversal, representa a Paixão de Cristo e o
instrumento de tortura sobre o qual Jesus foi crucificado. Então por que se
juntou a esta uma transversal menor? Era costume dos romanos escrever em uma prancheta
(chamada titulus ou superscriptio) e colocá-la sobre a cabeça do crucificado
com o seu nome e o motivo de sua condenação. Assim foi colocada sobre a cabeça
de Jesus a prancheta com a inscrição “I.N.R.I”: Iesus Nazarenus, Rex Iudaecorum
(Jesus de Nazareth Rei dos Judeus)! Pilatos usou este costume, para humilhar e
ridicularizar um pouco mais o povo colocando em subentendido à expressão
"rei dos judeus", ou "aquele que se pretendia...". Nessa
ocasião, em resposta aos protestos do povo, depois do “eu lavo as minhas mãos”,
ele pronunciou a famosa frase: " o que está escrito está escrito!".
Esta prancheta nominativa
teria se desenvolvido, na segunda travessa horizontal da cruz dupla, pois, os
romanos costumavam repetir a inscrição em latim, grego e hebraico nos títulos,
o que torna o texto, longo o suficiente para justificar a utilização de um
pedaço de madeira com um bom tamanho.
Os historiadores se
esforçam para comprovar como verdadeira a relíquia de Santa Helena mantida na
Basílica Santa Cruz, em Roma. Encontrada por acaso em 01 de Fevereiro de 1492,
dentro de uma caixa de chumbo escondida em um nicho da igreja, a relíquia seria
um grande pedaço da tabuleta da "Verdadeira Cruz" descoberta por
Santa Helena no Calvário em 326 .
Desde essa época, a cruz dupla aparece nas armas das cidades que pretendem demonstrar o seu apoio à Lorena. Ela também servirá como símbolos dos restabelecimentos católicos durante muitos anos.
TERTÚLIA MAÇÔNICA DA POESIA CRIOULA
ATENÇÃO - FALTAM 8 DIAS
As inscrições encerram-se em 31 de julho
Inscreva seu poema pelo e-mail:
tertulia@fraternidadegaucha.com.br
Regulamento e Fichas de Inscrições estão site:
www.fraternidadegaucha.com.br
Avaliadores da Tertúlia Maçônica
FESTIVAL VIRADA - DEPOIS DAS ÁGUAS
O Festival Virada - Depois das Águas, que findou ontem (22) na Casa do Gaúcho, em Porto Alegre, após percorrer 5 cidades que foram atingidas pelas enchentes de 2024, com certeza foi o maior evento festivaleiro deste ano de 2026. Excelentes ajudas de custo pagas antecipadamente, hotéis e transportes a disposição dos que trabalharam no evento bem como aos organizadores, bons prêmios aos vencedores, enfim, um primor de organização. Falo isso numa forma de agradecimento por ter sido avaliador em uma das etapas (Gramado) e também como reconhecimento a Caminha Produções pelo trabalho desenvolvido.
O resultado abaixo extraí do Blog do Jairo Reis, Ronda dos Festivais, o grande canal de comunicação voltado para a comunidade nativista do Rio Grande do Sul.
O Festival da Virada -
Depois da Águas, mostra competitiva de canções inéditas, que promoveu etapas
classificatórias em cinco das tantas cidades gaúchas atingidas pela enchente de
2024, foi finalizado na noite de ontem, quarta-feira, 22 de julho, na Casa do
Gaúcho, em Porto Alegre, com a apresentação de15 (quinze) musicas
finalistas. A comissão avaliadora da
última etapa, formada por Adriana Sperandir, Fabrício Harden, João Bosco Ayala,
Telmo Jaconi e Vaine Darde, definiu a seguinte premiação:
PRIMEIRO LUGAR: TAPERAS
Ritmo: Canção
Letra: Leonardo Quadros
Melodia: Guilherme
Castilhos
Interpretação: Vinícius
Brum
Violão: Leonardo Quadros
Violão: Guilherme
Castilhos
Violão: Érlon Péricles
Flauta: Texo Cabral
Viola: Gustavo Brodinho
Contrabaixo: Cássio Castilhos
SEGUNDO LUGAR: MENINA DOS TEUS OLHOS
Ritmo: Toada Milonga
Letra: Sandro Souza
Melodia: Sandro Souza
Interpretação: Cairon
Silva
Violão e Vocal: Sandro
Souza
Violão Aço e Vocal:
Gustavo Ortácio
Contrabaixo e Vocal:
Gustavo Brodinho
Teclados: Calil Souza
MELHOR TEMA AMBIENTAL: A
INSÔNIA DA AMAZÔNIA
Ritmo: Milonga
Letra: Dilan Camargo
Melodia: Everson Maré
Interpretação: Alex
Moreira, Robledo Martins e Everson Maré.
Acordeon: Geovane Marques
Violão: Everson Maré
Contrabaixo: Ricardo
Silva
Percussão: Matt Thofehrn
Flauta: Gil Soares
MELHOR INTÉRPRETE: ARIANE
WINK
Música: Desculpa.
MELHOR INSTRUMENTISTA:
DANIEL ZANOTELLI
Instrumento: Sax
Música: Aquarela do Amanhã
MELHOR LETRA: MENINA DOS TEUS OLHOS.
Autor: Sandro Souza
MELHOR MELODIA: TAPERAS
Autor: Guilherme Castilhos
Festival da Virada -
Depois das Águas
Produção: Caminha
Produções Artísticas e Pandorga Produtora Cultural
Patrocínio: Petrobras
Realização: Lei Rouanet e Ministério da Cultura
RECURSOS IMPRESSIONANTES
Essa tal de Inteligência Artificial, para quem sabe lidar com ela, é algo impressionante.
Quando falo em "saber lidar" me refiro não somente a tecnologia bem como ao uso adequado da mesma, ou seja, para o bem ou para o mal.
Tenho pouquíssimas fotos de meus pais. Naqueles tempos, lá na Aratinga, quando aparecia algum retratista, era motivo de festa.
Duas fotos deles que trago comigo são estas em preto e branco, sendo que a do meu pai já com as marcas do tempo.
Pois um amigo (Paulinho Gomes) que entende do riscado de IA, coloriu e ainda juntou os dois em uma mesma chapa. Sensacional.
Mil Gracias, Paulinho Gomes, por colorir lembranças e renovar minhas saudades.
DECLARADA A GUERRA DE BUGIOS
Ontem (20) começou
oficialmente as eleições de 2026 ao se abrir o prazo para as convenções
partidárias. A jornalista Rosane de Oliveira postou em sua coluna de Zero Hora uma
instrutiva matéria sobre como o eleitor deve preencher seu voto de maneira
correta sob a seguinte chamada: Já tem sua "colinha"? Veja a ordem de
votação na urna para as eleições
A jornalista adianta o passo a passo e a posição correta dos cargos na urna eletrônica para evitar anulações mostrando o que digitar e em qual sequência. Isso é muito importante para milhares de pessoas.
Como brincadeira ilustrativa eu diria que serviria muito bem ao Macanudo Taurino, personagem do
cartunista Santiago, como mostra a charge abaixo:
UMA PROSA A NÍVEL NACIONAL
A internet nos proporciona momentos entusiasmantes. Ontem a noite (19), proferimos um bate papo que, de inicio, era para a Grande Loja Maçônica do Estado de Rondônia. Ao cabo, foi aberta para todos os maçons brasileiros. Tinha Irmãos dos mais longínquos rincões.
Minha prosa foi sobre a influência da maçonaria na revolução farroupilha, tema sobre o qual tenho um livro editado. A duração seria de 2h mas foi para 2h e 30min. Quando findou as gravações a "palestra" continuou em of por mais 40min com mais de 80 pessoas presentes.
É impressionante como todos gostam de saber da nossa história.
O Venerável Mestre da ARLS Virtual Lux in Tenebris nº 47, Ir. Lucas do Couto Santana, convida os Irmãos de Potências Regulares e Reconhecidas para mais uma Sessão Virtual de Estudos , com uma palestra de grande relevância histórica e maçônica.
🔨 Ordem do Dia : Os Farrapos e a Maçonaria
🎙️ Palestrante : Ir. Léo Ribeiro
🗓️Data:19 de julho de
2026 (domingo)
🕢 Horario : 19h30
(Brasília) | 🕡 18h30 (Rondônia)
A SOBERBA CASTIGADA
É APENAS FUTEBOL
Mas e hoje? Torcer para quem já que nosso Brasil, ao perder para a Noruega, se livrou de um fiasco maior e nossos "voluntariosos" atletas e "competentes" diretores de futebol estão de férias pelos melhores recantos do mundo?
Que dúvida atroz.
A Espanha tem o melhor futebol, a Argentina tem Messi. E Messi come churrasco e toma chimarrão...
Os gaúchos brasileiros possuem uma forte identidade com os gauchos argentinos. Todos tem a mesma história, a mesma origem de filhos de índias com brancos que foram rejeitados pelas tribos e se criaram livres, sem patrão, soltos ao vento pelo bioma Pampa que vai da metade Sul do nosso Estado até a Patagônia, passando pelos hermanos uruguaios.
Mas os espanhóis tem aquele senso libertário, de busca de reconhecimento de províncias como Catalunha e o País Basco, ideais que alimentaram a Revolução Farroupilha.
Muitos falam do racismo argentino, o que é um fato deplorável, mas e a exterminação dos nativos de toda a América Central e México promovida pelos espanhóis, inclusive dos nossos índios Guaranis aqui do Rio Grande do Sul?
E a ditadura dos militares argentinos que, sem estrutura alguma, levaram a morte milhares de jovens sob o pretexto de recuperar as Malvinas?
E a ditadura de Franco que também exterminou quem pensasse diferente na Espanha?
Então, como falei no titulo desta postagem, é apenas futebol. Não podemos levar para o campo do caráter e da história bélica de cada povo
Como não sou de ficar em cima do muro eu já escolhi meu lado. Embora respeitando e tendo uma certa inveja da raça argentina (mesmo não gostando da falta de humildade) vou torcer por aquele time que apresentou o melhor futebol até aqui. Arriba, Espanha!
QUEM TEM, TEM MEDO!
Nestas noites de puro breu aqui pela praia, em virtude dos roubos de fios da minha rua, na madrugada de sexta para sábado ouvi gritos estranhos. Te juro que não eram uivos do vento ou barulhos do mar.
Estou sozinho por aqui pois a patroa está em São Paulo e lhes digo: Foi de arrepiar o sabugo.
Agora que voltou a energia e o cagaço passou me lembrei desta matéria que postei recentemente mas que sempre desperta curiosidades.
Viramos o século XXI e aqui pelo Rio Grande do Sul se acredita em Lobisomem. Tal mito é basicamente a crença que determinados homens podem se transformar em um monstro meio lobo meio homem.
Já na Grécia clássica se conhecia o Licantropo, literalmente lobo-homem. Deve-se aos gregos a expressão licantropia, usada para designar o fenômeno. Na Roma dos Césares, era o Versipélio, o Lobisomem latino.
O mito no Rio Grande do Sul sustenta que o sétimo filho homem de uma família será fatalmente Lobisomem - a menos que seja batizado pelo irmão mais velho. Há, também, uma forma folclórica de se transmitir o fado: quando um velho que é Lobisomem sente que ai morrer, ele fica sofrendo muito a alguém mais moço. E não consegue morrer antes disso. Se tem algum guri ou moço por perto ele simplesmente pergunta: "Tu queres?". O ingênuo normalmente acredita tratar-se de algum presente e responde: "Sim". Aí o velho morre feliz porque transmitiu o fado.
O homem que tem o fado de Lobisomem é sempre de raça branca, pelo duro (ou seja, não há Lobisomem negro, alemão ou gringo), magro, de olhos no fundo, dentes salientes e cara de cor amarelada, muito pálido. Quase sempre mora sozinho. Mais raramente vive com a mãe, uma velha muito estranha. Mais raramente ainda é casado e a mulher ignora o fato.
Mora sempre em um rancho o mais isolado possível, obrigatoriamente com um galinheiro nos fundos.
O fado do Lobisomem é uma cruz que ele carrega. Não fazendo mal a ninguém, ele é mais uma vítima do que um carrasco. Se é atacado, reage. E morde cachorros e até pessoas, mas se puder evitar isso ele evita. O lobisomem tem que cumprir o seu fado , que é correr nas sextas-feiras de lua cheia, da meia noite ao clarear do dia.
À meia-noite ele se rebolca no sujo das galinhas, rolando no chão e se transforma. Quando vai amanhecer ele retorna ao galinheiro, se rebolca novamente e volta a ser gente.
Durante sua ronda fatídica, se ele é ferido por arma branca, transforma-se e aí, já como homem, mostra o mesmo ferimento no mesmo lugar em que, como monstro, foi ferido. Se alguém atira sal nele enquanto Lobisomem, no outro dia, como homem, ele virá a casa da pessoa que atirou o sal, devolvendo um punhado, como se tivesse recebido por empréstimo.
Em cada cidade gaúcha correm histórias envolvendo o velho mito do Lobisomem. Cuidem-se, portanto.
Do livro: Mitos e Lendas do Rio Grande do Sul / Antonio Augusto Fagundes
TÁ FEIA A PEGADA
Peço perdão aos leitores deste periódico gaudério que estão acostumados a bombear desde cedo as nossas matérias pelo atraso da postagem de hoje (agora são 18:34).
Ocorre que ontem fui chamado pela vigilância que cuida do meu rancho na praia dizendo que a casa estava sem luz e, provavelmente, a reserva técnica do alarme não iria durar muito tempo. Então, peguei a condução e enveredei para o litoral.
Pois não é que os graxains, os mãos-peladas, os amigos do alheio roubaram todos os fios da rua para extrair o cobre e passar nos cobres?
Cheguei aqui e, para o mal dos pecados, estava (e estou) até sem internet. O que me salvou foi uma bodega aqui perto.
Aproveitando a vasa do bodegueiro, entre um trago e outro, estou fazendo esta postagem para não passarmos em branco.
REPONTANDO DATAS / 17 DE JULHO