PERGUNTA AOS ESTRATEGISTAS:
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REPONTANDO DATAS - 21 OUT
Morre José Hernandez
OS DEZ MANDAMENTOS DO POETA
Hoje, 20 de outubro, se comemora extraoficialmente no Brasil o Dia do Poeta. Tal data foi escolhida em homenagem ao surgimento do Movimento Poético Nacional, em 20 de outubro de 1976, na casa do escritor Paulo Menotti Del Picchia, em São Paulo.
Não me considero um poeta. Sou um fazedor de versos. Poeta, para mim, dentro da seara gauchesca, foram um Aureliano de Figueiredo Pinto, Um Apparício Silva Rillo, um Jayme Caetano Braun.
Neste sentido, certa feita, escrevi um texto sobre o assunto que intitulei Os Dez Mandamentos do Poeta, os quais repasso aos leitores deste blog:
1 - Jamais se autoproclame "poeta". Este adjetivo tem que partir de quem aprecia teus versos.
2 - Fuja do lugar comum na escolha dos temas. Escrever o que já foi escrito dezenas se vezes é uma mensagem requentada.
3 - Use vocabulário adequado ao tema proposto. Palavras mirabolantes numa temática simples não combinam.
4 - Se a poesia for metrificada, não extrapole ou encurte os versos. Conte o tempo como se fosse musicar.
5 - Se a poesia for rimada procure palavras que realmente combinem. Não force a rima tipo "grande" com "sangue".
6 - Se o poema for de rima branca não transforme poesia em prosa.
7 - Fuja das rimas pobres e banalizadas como: lucho/gaúcho; grande/expande; sul/azul... a riqueza de vocabulário caracteriza os grande poetas.
8 - Em concursos de poesias procure temas abrangentes evitando cantigas particulares como homenagens a familiares.
9 - Não escreva de modo industrial, como se estivesse cumprindo metas. Se a inspiração não veio, espere o momento certo.
10 - Não busque na Inteligência Artificial auxílio para seus escritos. Não falsifique seus sentimento.
Por: Léo Ribeiro de Souza
ESTAMOS DE VOLTA
DE ALMA LAVADA (E ENXAGUADA)
Buenas caros leitores deste periódico gaudério. Após dois dias afastados estamos de volta tapados de saudade.
Muitos amigos e amigas estranharam a minha religiosidade pois confundiram meu retiro com algo ligado aos movimentos de igreja a qual respeito mas não sou um devoto assíduo embora, na minha adolescência, eu tenha feito o tradicional EMAUS que é o encontro de jovens com a mensagem cristã. Hoje, falo com Deus a minha maneira.
Então, peço perdão a quem entendeu mal minhas justificativas de me ausentar durante dois dias.
Contudo, não deixei de fazer um retiro espiritual, ou seja, estive na Meca dos gaúchos, no Taj Mahal gaudério, no Vaticano pampeano. Passei três dias entre campo e galpão, entre assado e bebida, entre animais e natureza, enfim, entre música e amigos. Era o que eu precisava para me reenergizar depois de um ano intenso que ainda nem chegou ao seu final.
Nossa concentração foi no interior do município de Bom Jesus na Fazenda Nossa Senhora da Conceição, divisa com Santa Catarina. De noite se avistava o luzeiro de São Joaquim. Frio de renguear cusco.
Abaixo algumas chapas deste reencontro comigo mesmo.
BOM JESUS
Foto: Léo Ribeiro
Caros leitores deste mensageiro terrunho. Após 16 anos de postagens diárias e ininterruptas, sem férias e com escala 7 por 7, neste final de semana estaremos longe deste contato com vocês. Mas o motivo é plausível.
Estarei em um retiro espiritual aonde é proibido qualquer aparelho eletrônico que tenha contato com o mundo da internet.
Este ano tem sido intenso e preciso me reenergizar, recuperar o ânimo, fortalecer-me física e mentalmente. Para tanto nada melhor do que um reencontro com meu sempre Bom Jesus.
Até segunda, meus amigos e amigas.
PARABÉNS GORGS
DOIS "JJ" QUE SUCUMBIRAM
AS BRINCADEIRAS MUDARAM
ENTÃO TÁ. EMPATAMOS!
GANHEI DO MANO LIMA
O grande cantor Mano Lima é reconhecido pela autenticidade não só de seus trabalhos musicais mas também pelo seu modo de ser. Sou seu fã.
Contudo, acho que nesta chapa que tiraram de mim passeando no meu patinete lá por São Chico de Paula e que viralizou na internet, eu ganhei dele.
O meu retrato foi utilizado nesta montagem do site Gaúcho e Xucro.
O pessoal sempre arranja tempo para uma chacota kkkkk
NOSTALGIA NÃO TEM DIA
A TRADIÇÃO NÃO DÁ PALANQUE
Muitos amigos e amigas que acompanham nosso blog (que eu prefiro chamar de Chasqueiro Eletrônico) me questionam por que não faço referência as eleições recentemente findas. Querem saber minha opinião sobre muitos candidatos, principalmente daqueles ligados a cultura regional gaúcha.
Quero deixar registrado que, como todo cidadão tenho minhas preferências políticas embora não seja atrelado a exigências partidárias. Voto na pessoa que, se for do meu vínculo político, melhor (sou filiado ao MDB há mais de meio século e tive a honra de ter minha ficha abonada por dois ilustres políticos do naipe que hoje não se vê mais, ou seja, Paulo Brossard e Pedro Simon. Por este partido fui candidato a vice-prefeito de São Francisco de Paula).
Quanto as recentes eleições deixo claro que sinto muito não termos mais representantes das tradições gaúchas na Assembleia. E isto se deve por que tradicionalista não vota em tradicionalista. Com a rara exceção de Luiz Marenco (que agora não se reelegeu) estamos há muito tempo acéfalos neste segmento.
Tivemos exemplos de diversos candidatos que tinham ligação exclusivamente com nossa cultura e não se elegeram sendo os mais clássicos deles os apresentadores Antônio Augusto Fagundes e Vilmar Romera que, embora com a Televisão no costado, não obtiveram sucesso.
Agora temos deputados eleitos com gosto pela tradição como é o caso de Eduardo Loureiro, Santini, Pompeu de Matos e outros, mas nenhum deles tem sua vida ligada exclusivamente a divulgar os costumes do Rio Grande do Sul.
É triste mas é verdade: A tradição Gaúcha não dá palanque a ninguém.
BENTO MANOEL RIBEIRO
NÃO FOI O ÚNICO VIRA-CASACAS
Ontem, 04 de outubro, envolvido com os resultados das urnas, deixamos de postar nosso tradicional Repontando Datas, o que fazemos agora com um complemento.
Na data do dia 04 de outubro, no ano de 1836, Bento Gonçalves foi derrotado na Ilha do Fanfa (Guerra dos Farrapos). Na ocasião morreu Cabo Rocha, o primeiro soldado Republicano a entrar em Porto Alegre no dia 19 de setembro de 1835, o mesmo que combateu e feriu o Visconde de Camamu, da guarda imperial, no combate da ponte da Azenha.
Na Ilha do Fanfa quem derrotou Bento Gonçalves foi Bento Manoel Ribeiro, o "melancia" da guerra, ou seja, verde por fora e vermelho por dentro, pois trocou quatro vezes de lado na revolução.
Mas com certeza não foi o único vira-casacas.
Por gostar muito da história e pesquisar sobre a revolução, fiquei sabendo que no cemitério municipal de São Francisco de Paula foi descoberta uma lápide solta que provavelmente tenha sido de um revolucionário.
Bingo.
Segundo estudos o "proprietário" de tal lápide é José Ignácio da Silva Ourives (1806-1880) chefe político e militar imperial durante a Guerra dos Farrapos que, posteriormente, consolidou sua influência local como coronel e comandante superior da Guarda Nacional.
Durante o conflito (1835-1845) ele operou como major das forças imperiais na região de Santo Antônio da Patrulha.
Segundo relatos da época Ourives teria começado na revolução ao lado dos rebeldes farroupilhas mas, em função de sua violência e caráter, teria sido expulso das forças republicanas aonde regimentou alguns parceiros de mesmo naipe e alinhou-se ao império.
Portando, Bento Manoel Ribeiro não teria sido o único "melancia" deste período histórico.
RINCÃO DOS TOUROS
Patrimônio Cultural Imaterial de Bagé