RETRATO DA SEMANA


Que o acontecido com o dócil Orelha (massacre que serviu de diversão para adolescentes) sirva de alerta para dezenas de situações semelhantes de maus tratos aos animais. As penas são brandas para estes MARGINAIS.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

 

2026 - ANO MARIO QUINTANA


Presidente Airton Ortiz e sua diretoria

A Academia Rio-Grandense de Letras (ARL) instituiu 2026 Ano Mario Quintana, em homenagem aos 120 anos do seu nascimento. O ato foi assinado dia 29 pelo presidente do Sodalício, escritor Airton Ortiz, em cerimônia na sede da entidade.

Durante o ano, uma série de atividades será realizada, em todo o Rio Grande do Sul, pela ARL e demais entidades parceiras, em função da obra do poeta. A Academia publicará dois livros, um com depoimentos dos acadêmicos sobre Mario Quintana, e outro com ensaios sobre a obra do autor.

Além disso, haverá exposições, seminários e palestras sobre Mario Quintana. As instituições que desejarem participar do calendário oficial do Ano Mario Quintana devem entrar em contato com a Academia para terem suas atividades incluídas na programação.

 


 

VOCABULÁRIO CHUCRO

 

PARELHEIRO




PARELHEIRO é o cavalo
tratado para carreira.
a cancha reta ou cuadreira,
quem cuida é o compositor.
O que corre é o corredor,
no pago meridional.
E o jogo é franco e legal,
se respeita o julgador.

Nos versos do Dezidério
a poesia se desmancha:
"Os PARELHEIROS na cancha
foi só o tempo de virar,
ouviu-se o povo gritar
e a polvadeira subiu
e, amigos, o que se viu
foi coisa de admirar."

Versos: Jayme Caetano Braun
Gravura: Vasco Machado


 


ODE AS MÃOS DO BEM



 Poema de Vaine Darde, recitado por Romeu Weber 
com acompanhamento de Leny Nuñes

UM BELO DOMINGO A TODOS





sábado, 31 de janeiro de 2026

 


QUE RUMO VOCÊ TOMARIA?




Ontem os parceiros do Site Marcos Do Pampa fizeram uma bela brincadeira auxiliados pela IA para saber aonde o pessoal está indo neste fim de semana de dois grandes eventos no Estado. O Planeta Atlântida ou o Rodeio de Vacaria. 

Claro que, por ser um Site voltado para a cultura regional gaúcha 99,9% das resposta citaram o Rodeio.

Na verdade são acontecimento com públicos de perfis distintos. Fui em dois Planetas levar meus filhos ainda adolescentes, isto há mais de 25 anos e, embora não seja minha "praia", gostei do que vi.  

Quanto ao Rodeio, vou sempre que posso. Fui avaliador das declamações masculinas por 5 rodeios seguidos (10 anos) e dia 03 estamos subindo a serra novamente agora para avaliar o Concurso Inéditos de Poesias promovido pela Câmara de Vereadores. 

Portanto, penso que a foto ilustrativa deve ter sido tirada de dentro do meu carro, ou seja, pendendo para a direita do que indica a placa. 

Bom divertimento a todas as tribos. 


   

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

 



REPONTANDO DATAS / 30 DE JANEIRO


O Rio Grande comemora, com muita justiça, no dia de hoje, o nascimento do maior dos pajadores, ou seja, Jayme Caetano Braun, ocorrido num 30 de janeiro de 1924. Por tal motivo tal dia é considerado o Dia do Pajador Gaúcho. 


COMO SURGIU O "DIA DO PAJADOR GAÚCHO"



No dia 30 de janeiro do ano de 2000, durante o Rodeio Internacional de Vacaria, um grupo de pajadores e declamadores fizeram uma apresentação em homenagem a Jayme Caetano Braun que havia falecido em 8 de junho de 1999. 

O sucesso do evento foi tamanho que ao final, entusiasmado, Paulo de Freitas Mendonça foi ao microfone e proclamou que, a partir daquele momento, o dia 30 de janeiro seria O Dia do Pajador Gaúcho em reverência ao nascimento do poeta missioneiro. 

Em contato com Paulo Mendonça sobre o tema, o poeta, escritor e pajador nos confidenciou que somente ao chegar em casa percebeu a importância e a repercussão de suas palavras no palco. 

Para não deixar morrer aquela ideia em um momento de empolgação Paulo de Freitas Mendonça procurou na Assembleia Legislativa o deputado João Luiz Vargas, que topou a empreitada de tornar aquela data em algo oficial, através de Lei. O próprio Paulo ajudou a redigir as justificativas do projeto que, apresentado em plenário pelo deputado, foi aprovado por unanimidade e sancionado pelo então governador Olívio Dutra, conterrâneo de Jayme, tornando-se Lei.  

Momento da Sanção da Lei Nº 11.676, de 16 de outubro de 2001, instituindo o Dia do Pajador Gaúcho. A data foi ratificada pela Lei Nº 15.950, de 9 de janeiro de 2023.


No entanto muitos esquecem que, no mesmo dia e mês, no ano de 1903, nascia em São Borja o poeta Vargas Neto, considerado o Príncipe dos Poetas Tradicionalistas. É o Presidente de Honra da Estância da Poesia Crioula.   

Manoel do Nascimento Vargas Netto nasceu em 30 de janeiro de 1903. Advogado, Deputado Federal e Procurador do Estado do Rio de Janeiro. Durante oito anos foi Vice-Presidente do Comite Olímpico Brasileiro. Foi Membro Efetivo da Academia Riograndense de Letras. Obras Principais: Tropilha Crioula – versos gauchescos. Joá – poemas. Gado Chucro – versos gauchescos. Tu – versos. General Vargas – resenha. Poemas Farrapos – álbum de poesias.

retrato de Vargas Netto pintado por Portinari - 1941


Versos de Vargas Netto

Você pensa que é mentira,
Mas eu lhe digo que não,
Ouvindo falar nos pagos
Sinto dor no coração.

Diz que não chora o gaúcho,
Pois eu lhe garanto agora,
Fale dos pagos distantes
Vamos ver se ele não chora.

Quando me lembro, la pucha,
Da china que deixei lá,
Sinto um repucho por dentro
Que nem sei o que será.

É como um tirão “de atrás”,
Quando se pega a carreira,
Dum sovéu de três ramais
Atado numa tronqueira.

Não há gaúcho mais qüera
Que não conheça o tirão,
Porque essa história é tão velha
Que tem a idade do chão.



quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

 


O BIOMA PAMPA....


....VAI DE ONDE ATÉ ONDE? 


Cantado e decantado pelo cancioneiro gaúcho, no Sul do Brasil está o único bioma brasileiro restrito a apenas um Estado. Cerca de dois terços da área do Rio Grande do Sul são ocupados pelo Pampa: uma extensa área de campo natural. Nesta região forjou-se o "gaúcho gaudério".

O clima temperado, com temperaturas médias entre 13 °C e 17 °C, garante ao bioma características únicas. Uma delas é a presença de grandes campos de gramíneas (também conhecidas como capins, gramas ou relvas), com 450 espécies dessas plantas espalhadas pela região.

Esse cenário foi encontrado pelos primeiros seres humanos que habitaram a região Sul do Brasil, há cerca de 12 mil anos, e continua sendo a cara do Pampa atual. Mas, por ser tão antigo, o bioma possui grande variedade de espécies e paisagens. Embora seja famoso pelos campos, o Pampa abriga também florestas nas margens dos rios, arbustos, leguminosas, bromélias e até cactos. Na vegetação diversificada, vivem, é claro, centenas de espécies animais.




Toda essa geografia acaba tendo reflexos na alma do habitante dessa região. É o que Yupanqui trata no poema Tiempo del Hombre. “Esse é o homem do Pampa, assombrado pela sua magnitude. Ele não tem terra, até porque não era sua a propriedade, e diz que sua terra é o pampa por onde se desloca”.

Em suma. Para o gaúcho, ou o gaucho, o Pampa não tem fronteiras. É do tamanho da sua alma.  


 


FILOSOFIAS GAUDÉRIAS 

(em trovas literárias)

  

 

Ando solito no más,

não tem fronteiras meu chão.

Gaudério, sem capataz,

só tenho o pingo...  e o violão.  


- Léo Ribeiro - 



Gravura: autor desconhecido


quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

 

REPONTANDO DATAS / 28 DE JANEIRO

 


Num dia 28 do mês de janeiro, do ano de 1916 morria o médico, político, jornalista e escritor Ramiro Fortes de Barcelos, autor de uma obra-prima em forma de livro intitulada Antônio Chimango, onde satiriza com intensa felicidade a vida do então governador Antônio Augusto Borges de Medeiros. Tal livro já foi transformado em peça de teatro e foi, também, musicado.
 
Ramiro Barcelos, filho de Vicente Loreto de Barcellos e de Joaquina Idalina Pereira Fortes (irmã do Barão de Viamão) nasceu em Cachoeira do Sul.
 
Exerceu os cargos públicos de ministro plenipotenciário no Uruguai, secretário da fazenda durante a Revolução Federalista, e foi procurador do estado do Rio Grande do Sul no Rio de Janeiro.
 
Além disto foi deputado provincial e senador da república.
 
Colaborou com o jornal A Federação, desde seu primeiro número, no qual escreveu Cartas a d. Izabel, com o peseudônimo de Amaro Juvenal, que continuou sendo utilizado em seus poemas satíricos.
 
Mas o que mais notabilizou literariamente Ramiro Barcellos foi o poemeto campestre já citado acima, hoje considerado uma joia da literatura gauchesca, elaborado entre 1910 e 1915 em razão da briga com o seu primo Borges de Medeiros.
 
Foi um dos apoiadores da Santa casa de Misericórdia de Porto Alegre e, muito justamente, foi homenageado pelo município com a denominação da Rua Ramiro Barcelos.


 

AS "BRIGAS" ARRANJADAS


Gildo de Freitas e Teixeirinha


Ontem um amigo meu, frequentador de rodeios, me perguntou o que eu estava achando da polêmica nas redes sociais entre dois conhecidos laçadores porque um foi convocado para a seleção gaúcha de laço e o outro não. O debate entre os dois, numa disputa de vaidades, era para ver qual o melhor e da provável injustiça da tal convocação.

Sinceramente gosto de ir nos torneios de laço, rodeios, festas campeiras, para rever os amigos, ir nas barracas tomar um mate, uma ceva gelada, ouvir umas cantorias.... o laço não me atrai. Acho uma coisa monótona. É o tipo de esporte que é atrativo para quem o pratica. Prefiro assistir uma prova de rédeas, uma gineteada.

Os laçadores, nos dias de hoje, viraram profissionais e atiram 100 armadas sem errar nenhuma. Me agradava o tempo de se laçar por um troféu. Atualmente se o prêmio é menor que uma camionete muitos nem participam. 

Reconheço que os laçadores é que sustentam um rodeio com suas inscrições que, por vezes, chegam ao absurdo de 10 mil reais e da cadeia produtiva que os rodeios provocam mas, como assistente, não consigo ficar meia hora olhando. Me atrai muito mais a parte artística. 

Como eu estava por fora do assunto o meu amigo me mandou o vídeo da discussão dos dois laçadores e tirei a minha conclusão.

Vocês já ouviram falar das "brigas" do Teixeirinha e do Gildo de Freitas? Pois é. Tudo para vender discos. Eram grandes amigos. 

É isso aí. Uma bela jogada de marketing. E tem gente que dá palco para isso. 


    

      

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

 


VACARIA MOSTRA SUA FORÇA




Que Vacaria promove o maior rodeio crioulo do Estado não tem novidade alguma. Penso que no Brasil apenas Barretos, em São Paulo, o supera em grandiosidade. E tenho minhas dúvidas....

Para dar conta da parte cempeira, doma e tiro de laço, as equipes e os competidores cruzam 24h na cancha da Ferradura. 

O que me surpreendeu, este ano, foi o número de inscrições na artística. 

Já fui avaliador da declamação masculina por 10 anos, ou seja, 5 rodeios consecutivos, e quando eu chegava no fim do terceiro dia já não conseguia focar com o cuidado devido. Cheguei a avaliar 88 concorrentes masculinos, apenas na categoria adulto. E o que torna mais cansativo é a repetição de poesias. Eu saía de lá pronto para recitar diversos poemas, de tanto escutá-los.    

Este ano, no entanto, os inscritos superaram as expectativas. Foram 476 declamadores e declamadores nas diversas categorias. Segundo me informaram, apenas na categoria feminina, inscreveram-se 113 crianças. 

É Vacaria e o Rio Grande velho mostrando a força de suas tradições.    




 



Na tarde de ontem, 26, foi definida por sorteio a ordem de apresentação do festival de poesias inéditas do Rodeio de Vacaria, uma promoção da Câmara de Vereadores deste município serrano. 

É a terceira vez que participo como avaliador deste grande evento. Pela confiança agradeço aos organizadores.

Os poemas concorrentes com seus respectivos autores, recitadores e amadrinhadores, já pela ordem de apresentação são os seguintes:  


1. TODA A LÁGRIMA

Autor: Alberto Sales

Declamadora: Liliana Cardoso

Amadrinhador: Guilherme Castilhos

2. BEBEDOURO DE CISMAS

Autor: Matheus Costa

Declamador: Douglas Diehl Dias

Amadrinhador: Kaike Mello

3. TRÊS VERSÕES DA MINHA QUERÊNCIA

Autores: Felipe Pereira/Otávio Lisboa

Declamador: Pedro Junior da Fontoura

Amadrinhadores: Ricardo Pacheco/Marcelo Pimentel

4. DE APORFIA

Autor: Jaime Brum Carlos

Declamadora: Silvana Andrade

Amadrinhado: Fernando Graciola

5. NO SIMPLES FATO DA CRUZ

Autor: Rafael Xavier

Declamador: Joilson Oliveira

Amadrinhador: Felipe Leal

6. PALANQUE

Autor: Luciano Rozalino/Gilson Parodes/Alex Brondani

Declamadora: Aline Linhares

Amadrinhador: Gabriel Ferreira

7. O VERSO

Autor:  Jadir Oliveira

Declamador: Neiton Peruffo

Amadrinhador: Maikel Paiva

8. RESERO DA VACARIA

Autor: Gederson Fernandes

Declamador: Elmes Carvalho

Amadrinhador: Jeferson Monteiro

9. NA LINHA DAS VELHAS CARRETAS

Autor: Adriano Medeiros

Declamador: Élvio Moraes

Amadrinhador: Ítalo Rossi

10. INVENTOR DE MEMÓRIAS

Autor: Rafael Ferreira

Declamador: Pablo da Rosa

Amadrinhador: Willian Andrade 





segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

 


OVELHA NÃO É PRO MATO




Lá vou eu, novamente, me clamar desta tal de Inteligência Artificial. As pessoas pedem uma coisa a IA responde outra e segue o baile sem importar-se com a veracidade histórica. 

Um site bem famoso, aqui da terrinha, resolveu abordar em uma de suas suas postagens sobre nosso herói Antônio de Souza Netto. Até que o texto está correto mas aí resolveram ilustra-lo e pediram socorro a esta nova "arma". 

E o resultado foi este: 

Um Antônio de Souza Netto nem sequer parecido com nosso proclamador da República Rio-grandense que nem barba usava. 

Mas o pior (se é que pode piorar) é o seu uniforme de general francês e de seus soldados fardados de uma maneira que nem a própria IA me respondeu a que exército pertenciam. Farrapos com certeza não eram. 

Por isso eu sempre digo. Até aprendermos a manejar certas ferramentas vamos ficando com nosso feijão com arroz.

Ovelha não é pro mato.        



domingo, 25 de janeiro de 2026

 

40ª CAVALGADA DO MAR 


40ª Cavalgada do Mar - Chapa: Léo Ribeiro


Agora são 9.30h e acaba de passar pela frente de nosso rancho, em Curuma's Beach, os participantes da 40ª Cavalgada do mar, que partiu ontem (24) de Torres em direção a Dunas Altas. 

Foi uma das menores que já assisti mas estava bem organizada, afora o insolúvel problema dos retardatários. Eu acho que esse pessoal tem um problema de convivência em grupo (ou simplesmente não são apegados a obedecer regras). 

De toda a forma é o Rio Grande velho e seus costumes sendo mostrados. Ontem foi o Paleta Atlântida, esta semana a Cavalgada do Mar e, na semana que vem, o grande Rodeio de Vacaria.

A cultura não tira férias.   

 



 

REPONTANDO DATAS - 25 DE JANEIRO


Num  dia 25 de janeiro do ano de 1898 assume a presidência do Estado do Rio Grande do Sul o caçapavano Borges de Medeiros, o “Antônio Chimango”, pessoa que por mais tempo governou nosso Estado, sucedendo seu padrinho político Dr. Júlio Prates de Castilhos.

Também num dia 25 de janeiro mas já no ano de 1923 Borges de Medeiros frauda as eleições e assume pela terceira vez a presidência do Estado. Desta feita os gaúchos inconformados, pegam em armas contra o ato. Inicia-se a revolução Maragatos x Chimangos.

No dia 25 de janeiro do ano de 1928 finalmente o sãoborjense Getúlio Dornelles Vargas assume a presidência do Rio Grande do Sul no lugar de Borges de Medeiros.


 

sábado, 24 de janeiro de 2026

 


PALETA ATLÂNTIDA 2026


Edição de 2026 reuniu mais de 1,8 mil assadores 

Foto : Fabiano do Amaral 


O que começou como uma simples disputa familiar pelo melhor churrasco de ovelha em 2017 virou um dos eventos mais esperados pelos amantes de carne no verão gaúcho. Neste sábado (24), o Paleta Atlântida, considerado o maior churrasco de beira-mar do planeta, transformou 4,5 km da Praia de Atlântida, em Xangri-lá, em um corredor de brasa e comida.

Paleta é o nome que se dá a um corte de carne, normalmente bovino ou ovino. O nome do evento é uma brincadeira com o festival musical Planeta Atlântida, que acontece no fim de semana seguinte.

A organização calcula que cerca de 180 mil pessoas circularam pelo evento ao longo do dia. Para dar conta desse movimento, mais de 1,8 mil assadores espalharam-se pela praia.

O evento que já virou símbolo do verão gaúcho, ano após ano, amplia sua dimensão sem perder o espírito de confraternização. Reconhecido como um dos principais eventos da temporada de verão no Litoral Norte, o Paleta reúne tradição, gastronomia e convivência entre os participantes. Em 2026, foram mais de 1.800 assadores distribuídos ao longo de 4,5 quilômetros de praia, com estimativa de um público de cerca de 180 mil pessoas.

Para o CEO do evento, Luciano Leon, o sucesso do Paleta está justamente em manter a essência. “O sucesso do evento é a gente não trazer novidade, é fazer o mesmo cada vez melhor. A gente mantém as pessoas, os assadores, a tradição gaúcha, porque isso é o mais importante. É mostrar para o mundo que o churrasco é nosso, é gaúcho”, afirmou.





sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

 


O TEMPO É AREIA ENTRE OS DEDOS




Hoje cheguei aos setenta!

Lembranças trago comigo.

Minha gente, meus amigos...

De tudo que o sol aquenta.

A idade não me apoquenta

sigo no mundo peleando,

pedindo ajuda, ajudando

sem mudar meu jeito cru

pois quem nasceu pra tatu

há de morrer cavocando. 



quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

 

O LADO RUIM 

DO CAROÇO DA MAÇÃ




Na postagem de ontem tocamos na prosa do lado certo ou lado errado das coisas (sem esquecer que a razão tem dois lados). 

Pois hoje me reporto a um tema parecido. 

Estava eu, aqui na varanda da praia, comendo uma maçã quando decidi reparti-la com os passarinhos e atirei o caroço na rua. O tal caroço bateu na cerca e caiu dentro do pátio. 

Duas coisas retirei deste ato. 

A primeira é que minha intenção de atirar o caroço na rua (mesmo que seja das melhores) deve ser reprovada pois estaria sujando um lugar público.

Mas a pior conclusão foi ver que não tive forças nem para jogar um caroço fora. As juntas do meu braço doeram pra burro. 

Amanhã, dia 23 de janeiro, completo 70 voltas da terra ao redor do sol e tenho que conviver com esta realidade: a juventude, a força, a virilidade estão indo embora. 

Depois deste fato estava proseando com um amigo que chegou para um mate. Ele foi (e continua sendo) um grande laçador. Aí ele me falou de regras do tiro de laço nos rodeios. 

A equipe de veteranos de um piquete é composta por laçadores de 50 a 70 anos e o tamanho da armada diminuiu para 7 metros, ou seja, não existe a obrigatoriedade dos 8 metros normais. Já na equipe de vaqueanos, que vai de 70 em diante, a armada é liberada. Não existe tamanho mínimo. 

De tudo isto observei que a idade chega para todos e temos que nos adaptar a este momento da vida. 

Uma boa quinta-feira a todos e.... não atirem caroços de maçãs na rua.       


quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

 

Cartun de Léo Ribeiro

Aqui pela praia a gente não tem muito o que fazer e começa a revirar os guardados. Mexendo nos meus desenhos achei este cartun que deve ter seus seis ou sete anos. 

Na época eu fazia referência ao então presidente do STF Dias Toffoli que fazia menção de proibir os rodeios pelo Brasil. Uma pessoa que não conhecia, e não procurou conhecer nada sobre o assunto. 

Pois o mesmo juiz (que nunca foi juiz) agora defende com unhas e dentes outro lado errado da história jurisdicional, ou seja, a vergonhosa e suspeita falência do Banco Master. A tendência de Toffoli a favor da instituição financeira que levou consigo milhares de correntistas é escancarada. Tanto é assim que o atual presidente da Suprema Corte, ministro Edson Fachin, interrompeu suas férias e voltou a Brasília para tentar amenizar a vexatória situação.

Em suma, passou o tempo e o citado ministro ainda não aprendeu o lado certo das coisas.       



terça-feira, 20 de janeiro de 2026

 

CENTENÁRIO DE DIMAS COSTA




Na data de hoje, 20 de janeiro, comemora-se o centenário de nascimento de Dimas Costa, o Xiru Divertido, que nasceu em Bagé, neste dia e mês, no ano de 1926. 

Dimas Costa foi um dos principais poetas voltados ao público infantil e até hoje, nos concursos de declamação, suas poesias são recitadas. Também foi um dos precursores nos programas radiofônicos voltados para a cultura regional gaúchos destacando-se como apresentador no lendário Grande Rodeio Coringa.

Foi ator com participação em diversos filmes gauchescos e, como compositor, é autor do conhecidíssimo Parabéns Gaúcho, sempre cantado nos aniversários Rio Grande a fora. 

Dimas Costa faleceu em Porto Alegre em 11 de julho de 1997.  


 

O POVO CIGANO


a música e a dança sempre estiveram presentes no viver cigano

Sempre tive uma enorme curiosidade sobre o povo cigano, sua cultura e por seu modo nômade e livre de viver, embora nos tempos atuais estejam mais enraizados em luxuosos apartamentos.

Neste final de semana teve um grandioso casamento cigano na cidade de farroupilha, o que aguçou minha curiosidade.  

Os ciganos (ou Romanis) são um povo originário do noroeste da Índia, das regiões de Punjab e Rajastão, com uma diáspora que começou por volta do século XI devido a conflitos e invasões, migrando pela Ásia Menor, Oriente Médio, Norte da África e Europa. Estudos linguísticos e genéticos confirmam a Índia como sua terra natal, de onde se espalharam, formando diversos subgrupos com culturas e costumes variados ao longo do tempo, mas sempre enfrentando perseguição e preconceito. 

Ao longo das migrações, os grupos se misturaram com outras culturas, criando os diversos subgrupos ciganos (Rom, Sinti, Calon, etc.) com suas particularidades.

A história cigana, por ser predominantemente ágrafa (sem escrita), é complexa e muitas vezes baseada em lendas e relatos externos.

O termo "cigano" pode ter vindo de uma crença equivocada de que vieram do Egito, sendo chamados de "egípcios" (Egyptian).

Os ciganos são uma das maiores minorias na Europa e no mundo, com uma rica cultura de música, dança e tradições, mas enfrentam discriminação e dificuldades de integração, especialmente no acesso à documentação e direitos. 

O CASAMENTO CIGANO EM FARROUPILHA

Aconteceu neste fim de semana mais um casamento cigano, desta feita na cidade de Farroupilha e, como sempre, rodeado de muita festa com danças e gastronomia abundante.  

De acordo com o pai da noiva, o custo total do evento foi de aproximadamente R$ 400 mil

Diante da repercussão gerada pelo casamento que reuniu cerca de 1,5 mil pessoas, o pai da noiva, Glademir Jorge Júnior, esclareceu sobre os custos da celebração.

Segundo ele, boatos divulgados informalmente apontavam valores que chegariam à casa dos milhões, o que, conforme Glademir, não corresponde à realidade. De acordo com o pai da noiva, o custo total do evento foi de aproximadamente R$ 400 mil.

Glademir explicou que, dentro da cultura cigana, o funcionamento é coletivo. Tradicionalmente, os pais dos noivos organizam a festa, mas os custos são compartilhados entre as famílias da comunidade. Após o almoço do casamento, é realizado o chamado “dote”, uma doação feita pelas famílias convidadas para auxiliar nas despesas.

“No nosso costume, cada família contribui com um valor. Tivemos cerca de 300 famílias participando, com doações em torno de mil reais cada, o que totalizou aproximadamente R$ 300 mil. O restante foi arcado pelo pai do noivo”, explicou.

Ele também comentou sobre números que chamaram atenção, como o consumo de alimentos e bebidas durante a festa, reforçando que tudo foi custeado de forma coletiva. Conforme relatado, foram consumidos cerca de 4 mil litros de chope e 800 quilos de carne ao longo da celebração.

Ao final, Glademir ressaltou que o esclarecimento tinha como objetivo evitar desinformação e reforçar o respeito à cultura cigana. Ele destacou ainda que a boa recepção na cidade deve motivar a realização de novos eventos do gênero em Farroupilha.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

 


REPONTANDO DATAS - 19 DE JANEIRO

Morre Joca Tavares


General Joca Tavares, fotografado durante a Guerra do Paraguai
 
Num dia 19 de janeiro, de 1906, morria o General Joca Tavares, personagem por demais conhecido pois foi um dos comandantes maragatos na Revolução Federalista, em 1893, uma das mais sangrentas de nossa terra gaúcha, em face de que não se faziam prisioneiros, se degolava o inimigo. Foi Joca Tavares o comandante das tropas Federalistas (Maragatas) no famoso e épico Cerco de Bagé. 
 
Mas o leitor sabe o que foi o CERCO DE BAGÉ?  Se não sabe, acompanhe por aqui:
 

 
Durante a Revolução Federalista, desencadeada no Rio Grande do Sul em oposição ao governo de Floriano Peixoto, a cidade de Bagé resistiu ao cerco das forças federalistas durante 47 dias, em um dos mais notáveis episódios da História Militar brasileira.  
 
Entre novembro de 1893 e janeiro de 1894, os republicanos, comandados pelo coronel Carlos Maria Silva Telles, buscaram abrigo na Catedral São Sebastião.  Os antigos moradores de Bagé presenciaram de camarote um dos muitos episódios sangrentos que tornaram a Revolução Federalista a mais violenta da história do Rio Grande do Sul e do Brasil. 
 
Bagé era um objetivo importante, pois uma das maiores cidades do Estado, sediava uma importante guarnição militar, tinha ligação por trem com Rio Grande e situava-se em posição estratégica em relação à Campanha e à fronteira.  Além disso, era a terra dos Tavares e de Silveira Martins, principais lideranças maragatas, que faziam de Bagé um dos centros da conspiração e sede do Partido Federalista, uma das frentes de oposição à Júlio de Castilhos. 
 
Natural, portanto, que, ao primeiro refluxo dos rebeldes, os republicanos tratassem de assegurar o controle da cidade. Natural, também, que fosse Bagé o primeiro alvo do general Joca Tavares em seu retorno ao Brasil, depois de refazer suas forças em território uruguaio.  Ele retorna em novembro de 1893, à frente de quase três mil combatentes e ataca em duas frentes. De um lado, Zeca Tavares, seu irmão, toma a estação ferroviária de Rio Negro, a 20 quilômetros da cidade, guarnecida por 500 soldados comandados pelo general Isidoro Fernandes.  A outra frente cerca a cidade. Desde o dia 24 de novembro era possível avistar os piquetes de lanceiros federalistas da cidade, defendida por pouco mais de mil combatentes, sob as ordens do coronel Carlos Maria da Silva Telles. A população, pouco mais de 20 mil moradores, foge da cidade levando o que é possível. 
 
O coronel Telles se prepara para o pior: requisita a comida disponível no comércio, manda construir trincheiras ao redor da praça e concentra ali a resistência. Nas bocas de rua, arma barreiras com fardos de lã, terra, pedras e paus. 
 
Durante quase um mês, os federalistas mantêm o cerco à distância e depois apertam. Ocupam chácaras do subúrbio e entram na cidade. Tomam o Teatro 28 de setembro, a Beneficência Italiana, o Mercado Público, os quartéis, a Rua Barão do Rio Branco e a Enfermaria Militar. Em poucos dias toda a cidade é dominada, menos a Praça da Matriz. 
 
Telles dispunha de batalhão e um regimento de artilharia, uma companhia de engenheiros, um batalhão da brigada militar e um corpo de transporte, comandado por Bento Gonçalves da Silva Filho (filho do líder farroupilha). 
 
Tinha também dois corpos provisórios, gente da Guarda Aduaneira e, a partir do momento em que apertou o cerco, um “batalhão republicano”, com voluntários civis. O coronel tem ordens expressas de Floriano Peixoto para resistir até o fim. 
 
Corre na cidade sitiada uma notícia apavorante: as forças de Isidoro Fernandes haviam sido massacradas no Rio Negro, com mais de trezentos prisioneiros degolados. Começa a faltar comida, há deserções, as fugas se dão pela zona sul da praça, onde era mais fácil chegar ao cemitério que ficava a 600 metros. Joca Tavares ordena que o cerco se feche num “cinturão de ferro e fogo”. Quando o sítio completa um mês, Joca Tavares manda propor ao coronel Telles que se entregue sob garantias. O coronel responde: “Vocês é quem devem depor as armas, porque estão fora da lei. Garanto a todos a anistia ampla!”.  

O natal foi terrível. Atordoada, Bagé enterrava mortos civis atingidos por balas perdidas, chorava as vítimas de violências, saques, incêndios e arrombamentos. Já não havia sequer figos crus e caruru para cozinhar na água e sal. A farinha e as últimas bolachas estavam reservadas para os feridos amontoados na nave central da igreja. 
 
Para aliviar a fome, já se matavam gatos e cães, e o próprio comandante da resistência manda matar seu cavalo para alimentar a tropa. Fome, sede e doenças substituíram a famosa degola na tarefa de abater o inimigo. Quando a situação parecia insuportável, chegam informações de que duas divisões do Exército se aproximam para socorrer Bagé. Com a aproximação dos reforços solicitados pelas tropas legalistas, em cinco de janeiro de 1894, Joca Tavares resolveu promover o ataque final. Derrubando muros e perfurando paredes, os maragatos avançaram. Informado da ação, o coronel Carlos Telles antecipou a defesa, colocando abaixo paredes de dois prédios que ainda não haviam sido alcançados pelos rebeldes. O tiroteio foi intenso até que os legalistas dispararam os canhões e uma descarga de granadas contra a linha federalista. 
 
Na noite de sete de janeiro, começa a ser desfeito o cerco, e os federalistas seguem desolados para Santana do Livramento. Antes de o dia raiar, um vulto se aproxima das trincheiras, solitário, e diz aos cansados e famintos soldados: “Bom dia! os revolucionários deixaram a cidade”. Eles haviam resistido 47 dias de cerco. Telles envia um telegrama ao ministro da Guerra: “Tivemos o desprazer de vê-los em debandada e mal montados, sem terem tentado o ataque decisivo pelo qual tanto ansiávamos...”. No seu boletim, registrou 34 mortos (quatro oficiais) e 91 feridos.