terça-feira, 22 de setembro de 2026
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
PRECISA MELHORAR
PARA FICAR MAIS OU MENOS
domingo, 20 de setembro de 2026
FINDA MAIS UM 20 DE SETEMBRO
PELO MUNDO
DOZE MOTIVOS PARA COMEMORAR
O 20 DE SETEMBRO
2º - Comemoro a bravura de quem, com menos homens, armas e cavalos, mas sobrando valentia, enfrentou por dez anos o Império deixando marcos indeléveis como a Batalha do Seival, a travessia dos lanchões de Garibaldi e a fuga de Bento Gonçalves de sua prisão na Bahia enquanto que, em outras províncias, as revoltas nasciam mas eram sufocadas em seguida.
3º - Comemoro o surgimento nesta terra de nomes como o General Antônio de Souza Netto mas também os heróis esquecidos como Coronel Teixeira Nunes, Tobias da Silva e os integrantes da 1ª Brigada de Cavalaria, os Lanceiros Negros.
4º - Comemoro o fato de, apesar dos esparsos recursos probatórios, não nos acomodarmos com as definições e rebuscarmos a veracidade histórica de passagens nebulosas como a Batalha dos Porongos.
5º - Comemoro porque a "guerra que perdemos" nos deu uma identidade própria, diferenciada, no Sul do Brasil.
7º - Comemoro poder cantar a toda voz o hino da minha terra e ver fulgurar em milhares de eventos o pavilhão tricolor surgido naquele decênio heroico, apesar da contrariedade de alguns que veem nos versos um sentido racista.
8° - Comemoro porque essa epopeia foi um dos motivos para o surgimento de um movimento cultural que fez avivar nosso folclore através da musicalidade, das danças, dos cinemas, dos rodeios, expandindo-se para o resto do mundo, aonde houver um gaúcho.
9º - Comemoro a altivez que ainda nos resta apesar dos desastres naturais e do abandono do poder central a esta outrora pujante Província de São Pedro.
10º - Comemoro porque, graças a "petulância" dos Farroupilhas, a cada mês de setembro eu posso rever meus amigos de causa e tradição.
12° - Comemoro para saborear o desgosto de alguns enfadonhos "rio-grandenses" que se indignam com a minha comemoração.
sábado, 19 de setembro de 2026
REPONTANDO DATAS / 19 DE SETEMBRO
A TOMADA DE PORTO ALEGRE
COMBATE NA PONTE DA AZENHA
Foi dentro do espírito de revolta contra os desmandos que os farroupilhas na noite de 19 de setembro, na Ponte da Azenha, em Porto Alegre, tiveram o primeiro embate com as forças imperiais e no raiar do dia 20 de setembro adentraram, fulgurantes, nas ruas da capital rumo ao palácio da província pondo em fuga para a cidade de Rio Grande, via navio, o presidente Fernandes Braga, o mesmo que Bento Gonçalves havia indicado para tal cargo.
Bento Gonçalves comandava uma tropa reunida em Pedras Brancas, hoje cidade de Guaíba. Gomes Jardim e o Coronel Onofre Pires, à frente de 200 cavaleiros, concentravam-se na região de Viamão e dirigiram-se à cidade de Porto Alegre, estacionando em 19 de setembro de 1835 perto do bairro da Azenha que levava este nome em virtude de um moinho que havia aonde hoje localizam-se os cemitérios da capital.
Cientificado do fato, o Presidente da Província Antônio Rodrigues Fernandes Braga mandou que se armassem a Guarda Municipal Permanente, o Piquete de Cavalaria de primeira linha (cerca de 70 homens) e a Companhia de Guardas Nacionais a cavalo. Como dispunha de pouca força na capital, apelou a todos os cidadãos para que se reunissem, armados, conseguindo juntar um contingente de cerca de 270 homens. Para coordenar as forças legais nomeou o Brigadeiro Gaspar Mena Barreto, pois o Comandante das Armas, Marechal Sebastião Barreto Pereira Pinto, estava ausente. Foram logo guarnecidos três pontos considerados importantes: o Palácio do Governo, o quartel da Guarda Municipal e o Trem de Guerra (arsenal).
Na noite de 19 para 20 de setembro, Braga enviou um piquete a cavalo para o reconhecimento do dispositivo revolucionário. Com um contingente de 20 homens da Companhia de Guarda Nacional, sob o comando do Major José Egídio Gordilho Barbuda, segundo Visconde de Camamu, que se oferecera espontaneamente para a missão. Os revolucionários, porém, já haviam deixado bombeadores (vigias) junto à ponte da Azenha. Camamu não possuía experiência de combate, particularmente em operações noturnas, e contava com tropas de voluntários. Ao primeiro sinal de alerta dos farroupilhas, o grupo avançado, liderado pelo Visconde, disparou suas armas e retraiu rapidamente, supondo tratar-se de uma forte reação dos revoltosos, provocando uma debandada geral que levou o pânico aos governistas de Porto Alegre. O piquete farroupilha, com sete homens, vendo-os fugir espavoridos, perseguiu-os, matando um e ferindo quatro, entre eles Camamu.
No dia seguinte, os revolucionários adentraram na cidade sem encontrar oposição. O Corpo de Permanentes aderiu logo ao movimento, com exceção do comandante, do subcomandante, de um cabo, de um soldado e de um corneteiro. O Presidente da Província, sentindo-se desprotegido, refugiou-se primeiro no Arsenal de Guerra e depois na escuna Rio-grandense, viajando na mesma noite para a cidade de Rio Grande.
Quase sem luta, a não ser ligeiras escaramuças, os revolucionários obtiveram controle absoluto da capital, angariando também muita adesão no interior da província. A Câmara Municipal, convocada extraordinariamente por Bento Gonçalves a 21 de setembro, deu posse ao Dr. Marciano Pereira Ribeiro, que era o quarto na ordem geral de precedência dos Vice-Presidentes da Província.
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
REPONTANDO DATAS - 18 DE SET
- O BALAÚSTRE 67 -
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
DE VOLTA PRA CASA
- MAS QUE GAUCHISMO -

quarta-feira, 16 de setembro de 2026
SESSÃO MAÇÔNICA
EM HOMENAGEM A EPOPÉIA FARROUPILHA
terça-feira, 15 de setembro de 2026
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
FIASQUENTOS
Tem uns “gaúchos” que
botam uma faca na cintura, tomam uns tragos e se acham mais homens do que os
outros. Isto é comum nos festejos farroupilhas. Aqui mesmo no Acampamento em
Porto Alegre, após uma certa hora a boca não é boa.
Nos chegaram algumas imagens
(mas nem vamos dar palco aos arruaceiros) lá da Barra do Ribeiro de uma briga
generalizada. Mas tenham a certeza de que o fato não é privilégio desta linda
cidade. Acontece a todo o momento em muitos lugares deste Rio Grande.
Para estes fiasquentos a Semana Farroupilha é sinônimo de bebedeira, cantoria, churrascada e... briga.
Se perguntarem o que estão festejando não sabem dizer.
E o pior é que os bons pagam pelos pecadores pois tanta coisa bonita que acontece não tem destaque. O que viraliza é a baderna.
A POSIÇÃO DAS BANDEIRAS
domingo, 13 de setembro de 2026
VIKINGS DE BOMBACHA
“ESSES HOMENS” É O POEMA VENCEDOR
DA 27ª QUADRA DA SESMARIA
Um dos mais tradicionais
concursos de poesia e declamação do Estado, na noite deste sábado (12/09), na
Câmara de Vereadores de Osório, conheceu os seus premiados. O poema “Esses
Homens”, de autoria de Guilherme Collares, de Bagé, é o vencedor da 27ª Quadra
da Sesmaria da Poesia Gaúcha de Osório. O declamador do poema vencedor, Wilson
Araújo, de Terra de Areia, conquistou o 1º lugar como Melhor Intérprete. O
prêmio de Melhor Amadrinhador ficou com Fernando Graciola, de Encantado, que
acompanhou o poema “Contando Estrelas”.
O evento é uma realização da Associação Cultural Sesmaria e tem o apoio da prefeitura de Osório, por meio da secretaria municipal de Desenvolvimento, Turismo, Cultura e Juventude. Confira, abaixo, todos os vencedores da noite:
MELHOR POEMA
1º lugar – “Esses
Homens”, de Guilherme Collares (Bagé);
2º lugar - “A Poeira do Meu Chapéu”, de Rafael Ferreira (Vacaria);
3º lugar – “Labirinto de
Vidro”, de Bianca Bergmam (Cachoeira do Sul);
MELHOR INTÉRPRETE
1º lugar – Wilson Araújo,
de Terra de Areia, pelo poema “Esses Homens”;
2º lugar – Neiton Perufo,
de Alegrete, pelo poema “A Poeira do Meu Chapéu”;
3º lugar – Francisco
Azambuja, de Bagé, pelo poema “Contando Estrelas”;
MELHOR AMADRINHADOR
1º lugar – Fernando
Graciola, de Encantado, que acompanhou “Contando Estrelas”;
2º lugar – Willian
Andrade, de Passo Fundo, que acompanhou “Com Cismas de Despedida”;
3º lugar – Douglas Dhiel,
de Cachoeira do Sul, que acompanhou “Da Mesma Lua”.
Texto e fotos: Ascom PMO
sábado, 12 de setembro de 2026
ME TAPEI DE TRISTEZA
Nesta semana nosso
Piquete Fraternidade Gaúcha, como faz todos os anos, recebeu para um almoço no
Acampamento mais de 70 crianças de uma escola localizada em uma região carente
ao Sul da capital.
De volta ao colégio, ao
agradecer via whatsapp pelo transporte, refeição e carinho, uma professora
contou o que segue:
“Quero
aproveitar e relatar uma das “pérolas” de nossos estudantes, situações que
vivenciamos sobre a realidade deles. A imagem que vou te enviar é de uma menina
que nos mostrou que havia guardado um pedaço de frango do almoço para comer
depois…😔
essa é uma forma de sobrevivência que eles nos mostram… ficamos surpresos ao
ver aquela situação!”
Obviamente não vou postar
a foto da criança mas é de cortar o coração.
Que mundo tão desigual a gente
vive em que uns roubam bilhões enquanto crianças guardam um pedacinho de galinha
para se alimentar mais tarde.
sexta-feira, 11 de setembro de 2026
HOJE, 11 DE SETEMBRO,
HÁ 190 ANOS ATRÁS ACONTECEU...
Um dia após a estrondosa
vitória na Batalha do Seival contra as forças imperiais de Joca Tavares, como
nos reportamos na matéria abaixo, o General Antônio de Sousa Neto entusiasmado
com o feito proclamou a República Rio-grandense.
Por meio de uma
"ordem do dia" lida pelo Cel. Joaquim Pedro Soares, proclamou a
independência. As palavras ressaltavam o triunfo sobre as forças do Império,
criticavam o despotismo e a injustiça do governo central, e ecoavam o anseio
por independência, república e liberdade.
Neto, então aclamado General, declarou:
"Camaradas! Gritemos pela primeira vez: viva a República Rio-grandense!
Viva a independência! Viva o exército republicano rio-grandense".
A partir deste momento o
embate deixou de ser uma Revolução (uma província contra seu império) para
tornar-se uma Guerra (uma nação contra outra).
Como o Tratado de Paz de
Ponche Verde não foi assinado pelos imperiais (Barão de Caxias nem foi até o
local) muitos gaúchos ainda dizem que o gesto de independência ainda continua
vigorando, ou seja, o Rio Grande do Sul continua sendo uma nação.
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
A BATALHA DO SEIVAL
No dia 10 de setembro de 1836, ou seja, há exatos 190 anos, aconteceu a maior vitória das tropas farroupilhas sobre o império brasileiro.
Foi assim:
Vinha João da Silva Tavares, o Joca Tavares, com mais ou menos 600 homens que havia reculutado das bandas do Uruguai após alguns puaços que havia levado dos republicanos aqui pela Província quando, no Campos dos Menezes, na região do Arroio Seival, hoje Candiota, defrontou-se com as tropas farrapas comandadas pelo General Antônio de Sousa Neto em menor número (em torno de 400 soldados) e posição de terreno logisticamente desfavorável.
Ao contrário de fugir Sousa Neto ordenou carga de cavalaria.
Reza a lenda que a cabeça do freio do cavalo de Joca Tavares arrebentou e, sem comando, saiu em disparada. Os imperiais pensando que seu chefe estava fugindo se desarticularam sofrendo uma grande derrota.
No outro dia, entusiasmado após fulgurante vitória, os farroupilhas de Sousa Neto proclamaram a República Rio-grandense.
Mas aí já é outra historia.
quarta-feira, 9 de setembro de 2026
MAIS ATRASADO DO QUE...
MATUNGO EM CARREIRA.
Com o tal do "politicamente correto" tive que criar este ditado acima para a chamada de título. O correto seria "mais atrasado do que manco em carreira" mas aí estaria ferindo suscetibilidades de quem rengueia como eu (e não me ofendo com as chacotas).
Poderia usar "mais atrasado do que bolas de porco" mas aí estaria sendo chuleador, não aquele que sapateia mas aquele que usa termos chulos... essa foi braba.
O fato é que ontem, dia 08, deixamos para trás acontecimentos importantes e, devido as correria de volta de feriado, não postamos nosso "repontando datas" e, acreditem, os leitores nos cobram.
Então lá vai:
No dia 08 de setembro de 1801 o Riopardense Borges do Canto e seu imediato Gabriel de Almeida,
comandando 200 militares e mais 300 índios retomam as missões dos castelhanos
para o Brasil.
Também num dia 08 de setembro, mas no ano de 1860 acontece o atentado a punhal (por um escravo liberto) contra o farroupilha
Antônio Vicente da Fontoura, que não era abolicionista, no interior da igreja Nossa Senhora da Conceição,
em Cachoeira do Sul.
Já em 8 de setembro de 1907 nasce em Quarai o poeta Niteroi Ribeiro, um dos fundadores da Estância da Poesia Crioula, a Academia Xucra do Rio Grande.
Num dia 08 de setembro no ano de 1915 é assassinado pelas costas no Rio de Janeiro o senador gaúcho José Gomes Pinheiro Machado, o Pai da república dos Estados Unidos do
Brasil.
No ano de 1980, também num 08 de setembro, morre em Porto Alegre o poeta terrunho João da Cunha Vargas.
Por fim, num 08 de setembro de 2009, morria José Lewis Bicca, compositor parceiro de Apparício Silva Rillo e fundador dos Angueras, de São Borja.
terça-feira, 8 de setembro de 2026
REALIDADE E FICÇÃO
Há 204 anos, o Brasil
tornou-se independente — mas a cena real do 7 de Setembro foi muito menos
gloriosa do que aquela que aprendemos a enxergar.
Não havia um príncipe
impecável sobre um magnífico cavalo de guerra, nem uma formação cinematográfica
de soldados de uniformes imaculados, como na monumental tela
"Independência ou Morte!", de Pedro Américo. Na tarde de 7 de
setembro de 1822, D. Pedro tinha 23 anos, regressava de Santos para São Paulo
por uma estrada difícil, viajava sobre uma mula, como era mais adequado aos
caminhos da região, e enfrentava uma forte indisposição intestinal, descrita
nos relatos como diarreia ou disenteria. A imagem consagrada seria construída
muito depois: Pedro Américo concluiu sua pintura em 1888, 66 anos após o
acontecimento, compondo não uma reprodução fotográfica do Ipiranga, mas uma
pintura histórica destinada a transformar aquele momento em um grande mito
visual da fundação da nação.
A realidade era consideravelmente
mais humana. D. Pedro vinha de uma viagem exaustiva e, segundo o relato
atribuído ao padre Belchior Pinheiro de Oliveira, que o acompanhava, seu
problema intestinal obrigara-o inclusive a parar à margem do Ipiranga para
satisfazer necessidades fisiológicas. Estavam próximos do príncipe, entre
outros integrantes da comitiva, o próprio padre Belchior, o major Antônio Ramos
Cordeiro, o correio Paulo Bregaro e o criado João Carlota. Foi naquele caminho
rural dos arredores de São Paulo, e não no cenário grandioso que a memória
posterior nos ensinou a imaginar, que chegaram as notícias capazes de
precipitar a ruptura.
Os documentos trazidos do
Rio de Janeiro revelavam que as Cortes portuguesas continuavam tentando reduzir
a autonomia conquistada pelo Brasil e esvaziar a autoridade do príncipe. No
Rio, D. Leopoldina, que exercia a regência durante a ausência do marido, havia
presidido em 2 de setembro uma reunião extraordinária do Conselho de Estado e
apoiava decididamente a separação. Junto às notícias de Lisboa seguiram para D.
Pedro as cartas de Leopoldina e de José Bonifácio de Andrada e Silva, seu
principal ministro. A documentação oficial confirma que ambos o pressionavam a
não se submeter às novas determinações portuguesas e a consumar o rompimento.
D. Leopoldina advertia ao
marido que o momento chegara: “O pomo está maduro, colhei-o já, senão
apodrece.” José Bonifácio, por sua vez, defendia abertamente a separação. D.
Pedro teria ficado furioso ao conhecer as determinações vindas de Portugal, tomando
os papéis, amarrotando-os e lançando-os ao chão. Voltando-se então para
Belchior, perguntou: “E agora, padre Belchior?” O religioso teria respondido
que já não havia outro caminho senão a independência.
Foi então que a cena
começou a adquirir a dimensão que entraria para a História. De acordo com o
testemunho de Belchior — registrado posteriormente e, por isso, tratado pelos
historiadores com a necessária cautela quanto às palavras exatas — D. Pedro
caminhou alguns passos, tomou sua decisão e anunciou a ruptura. Outros relatos
posteriores também associariam aquele momento à fórmula que acabaria
eternizada: “Independência ou Morte!” O marco político do 7 de Setembro
consolidou-se precisamente naquele encontro entre as notícias que chegavam de
Lisboa, a atuação de Leopoldina e Bonifácio no Rio de Janeiro e a decisão
tomada pelo príncipe na estrada do Ipiranga.
Foi justamente nesse processo de construção da memória que surgiu a imagem que hoje quase todos associamos ao nascimento do Brasil. Quando Pedro Américo pintou Independência ou Morte!, D. Pedro já estava morto havia mais de meio século. A obra foi concebida para o Monumento do Ipiranga e concluída em Florença em 1888. O artista substituiu a precariedade da estrada pela monumentalidade, a mula pelo cavalo, a pequena comitiva por uma espetacular massa de cavaleiros e a roupa de viagem pela aparência marcial de um soberano. Estudos do Museu Paulista mostram como a obra e suas incontáveis reproduções acabaram tornando-se parte central do imaginário social brasileiro sobre a Independência.
A História, porém, não
perde grandeza quando retiramos dela o verniz romântico. Talvez ganhe
humanidade. A pintura transformaria aquele
instante em epopeia; a memória nacional transformaria a epopeia em símbolo. Por
trás de ambas permanece um acontecimento muito mais imperfeito, complexo e
humano — o 7 de setembro de 1822, marco da Independência do Brasil.
Resenha do texto de: Renato Drummond Tapioca
Neto
Imagem: Cena acima criada
por simulação de I.A., com base nos relatos do acontecimento. Abaixo, a tela
"Independência ou Morte!" (1888), de Pedro Américo, em exposição no
Museu Paulista da USP.
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
ISTO É HISTÓRIA,
O RESTO É ESTORIA.
Entusiasmados com a ideia procuraram a Liga de Defesa Nacional e contataram o Major Darcy Vignolli, responsável pela organização das festividades da “Semana da Pátria”, expressando o desejo do grupo de se associarem aos festejos, propondo a possibilidade da retirada de uma centelha do “Fogo Simbólico da Pátria” para transformá-la em “Chama Crioula”. Nessa oportunidade, Paixão recebeu o convite para montar uma guarda de gaúchos pilchados em honra ao herói farrapo David Canabarro, que seria transladado de Sant’Ana do Livramento para Porto Alegre.
Paixão Côrtes, para atender o honroso convite, reuniu um piquete de oito gaúchos e, no dia 5 de setembro de 1947, prestaram a homenagem a Canabarro. Esse piquete hoje conhecido como o Grupo dos Oito, ou Piquete da Tradição, foi a primeira semente que seria seguida no ano seguinte, na criação do “35” CTG.
Antonio João de Sá Siqueira, Fernando Machado Vieira, João Machado Vieira, Cilço Campos, Ciro Dias da Costa, Orlando Jorge Degrazzia, Cyro Dutra Ferreira e João Carlos Paixão Côrtes, seu líder. Durante o cortejo, o “Grupo dos Oito”, os jovens estudantes, conduziam as bandeiras do Brasil, do Rio Grande e do Colégio Júlio de Castilhos.
INDEPENDÊNCIA




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