RETRATO DA SEMANA


Tronco Missioneiro Pedro Ortaça

domingo, 15 de fevereiro de 2026

 


REPONTANDO DATAS / 15 FEVEREIRO





Num dia 15 de fevereiro, no ano de 1894 Nasce no Alegrete Oswaldo Euclides de Souza Aranha estadista e diplomata, braço direito de Getúlio Vargas. Sob sua presidência na ONU o Estado de Israel foi criado.

Filho de Luísa de Freitas Vale Aranha, por quem foi alfabetizado, e do coronel da Guarda Nacional e fazendeiro Euclides Egídio de Sousa Aranha (1864-1929), dono da estância Alto Uruguai, em Itaqui (interior do Rio Grande do Sul). Passou a infância em Alegrete, cidade que seu avô teria fundado.
Cursou, no Rio de Janeiro, o Colégio Militar e a Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais, atual Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Também estudou em Paris antes de advogar em seu estado natal e de ingressar na política.
Em 1923, quando explodiu a luta fratricida entre "chimangos" (aliados de Borges de Medeiros — presidente da província) e "maragatos" (opositores à sua quinta reeleição), chegou a pegar em armas e lutou a favor do sistema republicano de Borges de Medeiros.
Em 1925 foi intendente de Alegrete. Então, introduziu muitas modernizações, como por exemplo a excelente rede de esgotos da cidade. Com sua peculiar diplomacia, conseguiu a paz entre as famílias separadas pelos conflitos políticos de 1923.
Dois anos mais tarde foi eleito deputado federal. Em 1928 tornou-se secretário do Interior, onde dedicou grande esforço para obras educacionais.
Amigo e aliado de Getúlio Vargas, foi o grande articulador da campanha da Aliança Liberal nas eleições, agindo nos bastidores para organizar o levante armado que depôs Washington Luís e tornou realidade a Revolução de 1930.
Em vista da vitória do movimento, Osvaldo Aranha negocia com a Junta Governativa Provisória de 1930, no Rio de Janeiro, a entrega do governo a Vargas. Posteriormente, foi nomeado ministro da Justiça e, em 1931, ministro da Fazenda. Neste cargo, promoveu o levantamento de empréstimos que os estados e municípios haviam contraído no estrangeiro, no período anterior a 1930, tendo em vista a consolidação global da dívida externa brasileira.
Alijado do processo político para a escolha do interventor em Minas Gerais, Osvaldo Aranha pediu demissão do cargo em 1934. No mesmo ano, aceitou o cargo de embaixador em Washington.
Nesse período como embaixador, se impressionou com a democracia estadunidense. Atuou sempre em defesa das relações brasileiras com os Estados Unidos e se tornou amigo pessoal do presidente Franklin Delano Roosevelt. Prestigiado no cargo, foi convidado para palestras em todo o país.
Demitiu-se do cargo de embaixador por não aceitar os caminhos que o Brasil traçara com a declaração do Estado Novo, em 1937. Em março de 1938 foi convencido por seu amigo Vargas a assumir o ministério das Relações Exteriores e, no cargo, lutou contra elementos germanófilos dentro do Estado Novo, em busca de maior aproximação com os Estados Unidos, no conturbado período que antecedeu a Segunda Guerra Mundial. Sob sua direção, o Itamaraty passou por grandes reformas administrativas.

 
Também num dia 15 de fevereiro, do ano de 1933, nascia em São Jorge da Mulada, na localidade de Criúva, à época interior do município de São Francisco de Paula, hoje distrito de Caxias do Sul, o acordeonista, cantor e compositor Adelar Bertussi.
Juntamente com seu irmão Honeyde, dez anos mais velho, formou, a partir de 1955, a dupla Irmãos Bertussi, responsável pelo surgimento da autêntica música de baile no Rio Grande do Sul.  Foram precursores também na prática de animar bailes com dueto de cordeonas e pela introdução da bateria como instrumento musical, novidades para uma época em que os fandangos eram animados por trios formados somente por gaita, violão e pandeiro.
Em 1966, Adelar separou-se artisticamente de Honeyde, iniciando carreira solo.  Em 1972, Adelar e Honeyde se reconciliam e gravam o LP “Sangue de Gaúcho”, mais um sucesso na já exitosa carreira dos Irmãos Bertussi.   A dupla separa-se novamente. 
Em 1974, Adelar foi eleito vereador de Caxias do Sul. Mais tarde, criou e participou do conjunto Os Cobras do Teclado, tendo como principal parceiro o também acordeonista Itajaíba Matanna.  Após a morte do irmão Honeyde, ocorrida em 1996, Adelar deu segmento a tradição musical da família através do Conjunto Os Bertussi, na companhia de seu filho, e também acordeonista, Gilney Bertussi.
Adelar morreu no dia 15 de setembro de 2017.


Também num dia 15 de fevereiro, do ano de 1974, morria o cantor e compositor José Mendes, o popular “Para Pedro”.    Ele gravou oito discos, sendo o de maior sucesso o compacto simples lançado em 1967, no qual estavam registradas as músicas "Pára Pedro" e "Mensagem de Saudade". O disco, com apenas estas duas faixas, vendeu mais de um milhão de cópias. Sucesso total.
Em sua breve e bem sucedida carreira, José Mendes deixou sua obra registrada nos seguintes Long Plays:
Passeando de Pago em Pago – 1962, quando ainda usava o nome artístico de “Gaúcho Seresteiro”; 
Pá... ra Pedro – 1967; 
Não Aperta, Aparício -1968;
Andarengo – 1969;
Mocinho do Cinema Gaúcho – 1970;
Gauchadas – 1971;
Isto é Integração – 1973; 
Adeus Pampa Querido (póstumo)  - 1974 
Além de cantor e compositor, foi ator de cinema, tendo produzido e estrelado três filmes:   Pára Pedro,  Não Aperta Aparício, A Morte Não Marca Tempo.
José Mendes faleceu em decorrência de um acidente de trânsito na BR-471, município de Rio Grande.  Em 2004, seus restos mortais foram transladados de Porto Alegre para o Memorial José Mendes, instalado junto a Capela Santa Terezinha, localizada entre os municípios de Esmeralda e Pinhal da Serra, na região serrana do Rio Grande do Sul.
José Mendes Guimarães nasceu no dia 20 de abril de 1939, em Esmeralda, então distrito de Lagoa Vermelha.  Completaria 77 anos de idade em 2016.


sábado, 14 de fevereiro de 2026

 


CONCENTRAÇÃO TOTAL 


Joseti Gomes, Léo Ribeiro, Erico Padilha, Cesar Soares e Paula Stringhi  
no Rodeio de Poesias de Vacaria
Foto: Divulgação Câmara de Vereadores de Vacaria


Já fui avaliador de festivais em que um dos jurados falava o tempo inteiro no celular enquanto a pessoa declamava, outro que dava autógrafos, outro que dormiu de roncar em meio ao recital, outro que... Isto tudo desestabiliza o concorrente. Ele olha para a comissão, percebe que fazem pouco caso do seu trabalho e, automaticamente, perde o foco. 

Não é um trabalho fácil pois o avaliador deve prestar atenção na letra (ver se o declamador não engoliu algum verso), se ligar na gestualidade, no emprego da voz... É um olho no gato e outro no peixe. Contudo a pessoa que assume o compromisso de julgar, de comparar arte, no mínimo deve respeitar quem se apresenta, por mais fraco que seja. 

É uma questão de consideração.    





sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

 




 

REPONTANDO DATAS / 13 DE FEVEREIRO

NASCIA TELMO DE LIMA FREITAS


Flagrante tirado há 16 anos no rancho do Tio Telmo. 




Telmo de Lima Freitas nasceu em São Borja, RS, em 13 de fevereiro de 1933. Filho do oficial do exército brasileiro Leonardo Francisco Freitas e da campeira Mariana de Lima Freitas, Telmo desde cedo demonstrou que seguiria a carreira musical. Aos dois anos de idade, estampou a capa da Revista Cacimba tendo na mão um cavaquinho, presente de sua madrinha. Mais tarde, recebeu um violão de presente de um amigo.

Aos 14 anos, participou do grupo Quarteto Gaúcho. Nos anos 50, apresentou o programa gauchesco Porongo de Pedra, na Rádio ZYFZ-Fronteira do Sul, de São Borja. Em 1969, participou do primeiro Festival de Música Regionalista organizado pela Rádio Gaúcha.

No começo de sua carreira conciliou a musicalidade com diversas outras profissões. Foi enfermeiro, peão de estância e trabalhou em lavouras de arroz.

No cinema, participou do filme A Lenda do Boitatá.

Em1973, lançou seu primeiro disco, intitulado O Canto de Telmo de Lima Freitas. Morou durante anos em Uruguaiana e outras cidades do interior como Itaqui, aonde se aposentou como agente da policia federal.

Com seus amigos Edson Otto e José Antônio Hahn, criou o grupo Os Cantores dos Sete Povos, com o qual conquistou o troféu Calhandra de Ouro da Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana, em 1979, com a canção Esquilador. Com o grupo, Telmo participou das 11 primeiras edições do festival.

Em 1980, lançou Alma de Galpão, produzido de maneira independente e financiado pelo grupo Olvebra.

Com o álbum A Mesma Fuça, recebeu o Troféu Açoriano em duas categorias: Melhor Compositor e Melhor CD Regional. É autor do livro de poesias crioulas "De Volta ao Pago", lançado pela Gráfica e Editora Treze de Maio.

Em 2006, Telmo gravou uma compilação de sua discografia, denominada Aparte, com a participação de seus familiares e de antigos parceiros, como Joãozinho Índio, Luiz Carlos Borges e Paulinho Pires.

Telmo de Lima Freitas, por ser conhecedor a fundo da vivência campeira, é considerado um dos compositores mais autênticos do Rio Grande. Gravar uma composição do Telmo é receita de sucesso para qualquer grupo galponeiro desta terra.

No ano de 2009 foi escolhido Patrono da Semana Farroupilha e cumpriu esta incumbência como poucos, participando das atividades inerentes ao cargo com alegria e vibração.

Telmo de Lima Freitas, o Jundiá, como é carinhosamente chamado por seus amigos mais chegados, se recolheu ao seu rancho no município de Cachoeirinha varando os dias lidando com seus cavalos, trançando um cabresto, fazendo uma bainha para a faca e ostentando, ao longo de suas melenas brancas e barba cerrada, o brazão de Pura Cêpa Crioula deste pago. Quem olhava para o Telmo enxergava o Rio Grande Gaúcho!
 
Em 2019 Luis Carlos Borges lançou o CD Jaguaretês, com músicas de Telmo. Um disco que vale ouro. No lançamento da obra, no Teatro São Pedro, em Porto Alegre o são-borjense não pode comparecer e se fez representado por sua esposa.

Telmo de Lima Freitas faleceu em 18 de fevereiro de 2021.  



quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026



TEMA DOS FESTEJOS FARROUPILHAS

2026 


Comissão Estadual 
Foto: Solange Brum/Ascom Sedac

Os 400 Anos das Missões Jesuíticas Guaranis serão homenageados nas festividades tradicionalistas. 

Em reunião realizada nesta terça-feira (10/2), a Comissão Estadual dos Festejos Farroupilhas 2026 deu início aos preparativos para as festividades tradicionalistas do ano. O grupo definiu o tema “Herança Jesuítica e Guarani no Rio Grande do Sul: 400 anos de cultura e tradição”, em homenagem ao quadricentenário das Missões. 

Com a participação do secretário da Cultura, Eduardo Loureiro, a coordenadora de Tradicionalismo Gaúcho da Secretaria da Cultura (Sedac), Denise Gress, foi reconduzida ao posto de presidente da Comissão, e Ivana Maria Genro Flores foi eleita vice-presidente, com Aquiles Barboza como secretário.


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

 


ORIGEM DO CARNAVAL



Embora antigo, como demonstra esta fotografia de um desfile,
o carnaval no Rio Grande do Sul, por algum motivo,
nunca equiparou-se ao restante do país.  


Mistura de ritmos, cores e costumes, o Carnaval se consolidou como a maior festa popular do país. Apesar de sua origem na antiguidade europeia, no Brasil a comemoração é uma expressão da cultura afro-brasileira. Mas, afinal, qual a história do Carnaval? 
A origem da festividade remonta da Roma Antiga. Não é fácil decidir sobre o ponto de partida das tradições, que geralmente resultam da transformação de rituais anteriores mas podemos considerar a Lupercália (antiga festa romana), celebrações que ocorreram na Roma Antiga em meados de fevereiro, como o início do Carnaval.
O início da festa no Brasil ocorreu durante o período colonial no século XVI, através do Entrudo. Naquele momento, as autoridades relaxavam a vigilância e permitiam a folia, que reunia homens e mulheres das classes populares, muitos deles escravizados, mas também os libertos e os representantes de camadas médias. A festividade ocorria como forma de compensação para uma sociedade extremamente hierarquizada, rígida e autoritária baseada na escravidão e no patriarcalismo que impunham múltiplas restrições à liberdade.
União de jogos e brincadeiras, o Entrudo marcava o período de introdução da Quaresma. Há que se destacar a importância do cristianismo para a consolidação da tradição carnavalesca. 
Segundo o historiador Gilles Bertrand, o cristianismo desempenhou um papel importante no estabelecimento de um período de Carnaval. Por volta do ano 1000, uma temporalidade cristã começou a se impor, separando estritamente um período de prazeres da carne/do corpo e dias magros de jejum e resguardo do corpo. A época do Carnaval, portanto, flutua, porque se alinha com a festa da Páscoa e da Quaresma, fixada em quarenta dias a partir do século VIII.
Talvez por estarmos mais ao Sul da nação e sofrendo uma forte influência platina (além das culturas alemãs e italianas) o Rio Grande do Sul não se destaca como um Estado carnavalesco se compararmos com outras federações. Antigamente os clubes promoviam grandiosos bailes de carnaval com concursos de fantasias e grandes noitadas. Com a falência destas sociedades nos restam algumas poucas cidades que ainda promovem alguns desfiles de rua. 

 


terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

 

O FOCO É OUTRO


Algumas pessoas que acompanham nosso blog se queixam que noticiamos pouco sobre o estado de saúde de muitos artistas e que, como fãs, gostariam de saber. 

Ocorre que nosso site é mais voltado para cultura geral de nosso Estado e não é prioridade, até por uma questão de privacidade, não adentrar na seara particular dos artistas a não ser quando contatados por familiares ou amigos solicitando divulgação na busca de auxílio financeiro para alguma enfermidade. 

Como a família manda notícias periódicas sobre esse grande ídolo, informamos que o Tronco Missioneiro Pedro Ortaça está pelo rancho e se recuperando bem de alguns contratempos. 

 

 


 A PEDIDO

Muitos leitores estavam pedindo que postasse a imagem que fiz sobre o que, na minha opinião, seria o Gaiteiro Completo dentre aqueles que já nos deixaram indo animar fandangos no CTG Querência da Eternidade. 

Então... 



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

 


Buenas. 

Ontem falamos, ao despacito, sobre a confusão que fazem em relação ao lenço vermelho e sua identidade ao longo da historicidade gaúcha.  

Hoje vimos este cartaz do MTG do Paraná que aborda sobre as cores dos lenços e sua significação embora se saiba, por aqui, dentro de nossa rigidez nas diretrizes das pilchas, que alguns não são permitidos.     




domingo, 8 de fevereiro de 2026

 


ESCARAPELA - A IDENTIDADE FARRAPA


Escarapela Republicana


Colaboração: Historiador Everton Branco

Seguidamente observamos erros históricos em muitos sites ao postarem, sem maiores estudos, que o lenço vermelho identificava os soldados republicanos (farroupilhas) durante a revolução de 1835.

 

A Revolução Farroupilha, ou Guerra dos Farrapos a partir de 1836, foi um cenário com exércitos improvisados e sem uniformes definidos. Os lenços surgiam de uma forma irregular e sem vinculação a Imperiais ou Republicanos. Os farroupilhas até criaram um lenço próprio que pouco foi usado devido a apreensão de um navio com carga de tal material. 

 

Portanto vincular a cor do lenço vermelho aos farrapos está errado. O lenço maragato passou a ser símbolo a partir de 1893, na Revolução Federalista.  

 

O que, por vezes, identificava os soldados farrapos era a escarapela muito usada, principalmente, pelos argentinos e uruguaios nas guerras de fronteiras.

 

A escarapela é um adorno, geralmente em forma de roseta, feito com fitas de cetim ou tecido plissado, que se assemelha a uma flor. Ela é amplamente conhecida por dois contextos principais:

No Hipismo (Premiação): É um prêmio dado aos cavalos vencedores em competições de salto ou outras provas hípicas, funcionando como uma medalha para o animal. Elas costumam ter fitas penduradas e cores que indicam o lugar no pódio (ex: verde e amarelo para 1º lugar).

Símbolo Nacional/Histórico: Também conhecida como cocarda, é um emblema utilizado em chapéus ou roupas, composto por fitas nas cores de uma bandeira nacional (como a tricolor francesa na Revolução Francesa ou escarapelas patrióticas em outros países).

Em resumo, é um ornamento distintivo, frequentemente usado como símbolo de honra, vitória ou patriotismo.

Observem o que diz o decreto de 20 de fevereiro de 1839 da constituição Republicana Rio-grandenses sobre o uso do Laço Nacional como Distintivo (Escarapela): "Todos os cidadãos e os súditos da República, com exclusão dos escravos, serão obrigados a trazer em seus chapéus o Laço Nacional consagrado pelo Decreto de 12 de novembro de 1836". 

Os reincidentes no não uso do distintivo estavam sujeitos a 15 dias de prisão além de multa. "O Laço Nacional pelo decreto citado seria formado de três círculos: O externo verde, o do meio escarlate e o central ou núcleo, ouro". 

Deste contexto histórico nosso blog pode observar duas situações:

A primeira é que a maioria dos Republicanos Farroupilhas não eram abolicionista.

A segunda é a confirmação de que definir os farroupilhas pela cor do lenço vermelho não é uma afirmação correta. 

 



 

sábado, 7 de fevereiro de 2026

 

PREMIADOS NA DECLAMAÇÃO

Categoria Adulta - Vacaria


A categoria artística com maior número de inscritos no Rodeio de Vacaria, considerado a "Copa do Mundo dos Rodeios" foi a declamação, com mais de 400 participantes entre mirins, juvenis, adultos e veteranos masculino e feminino. Os vencedores estufam o peito e levam para a vida inteira no currículo e na memória a seguinte frase: Fui Campeão/Campeã do Rodeio de Vacaria.  

Os 10 primeiros colocados na principal categoria (adultos) em 2026 e os respectivos premiados (primeiro ao terceiro lugar) foram os seguintes:  

- para melhor visualização clique na imagem -  




sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

 

ATÉ QUE ENFIM !



O Monumento ao General Bento Gonçalves, localizado na Avenida João Pessoa, em Porto Alegre, passará por restauração, com previsão de conclusão em 90 dias. A obra de Antônio Caringi, vandalizada com pichações e furto de painéis de bronze em 2017, receberá investimento de R$ 1,3 milhão. A iniciativa busca recuperar o patrimônio histórico que celebra o líder da Revolução Farroupilha.

Nós que viemos peleando pela restauração deste monumento há muitos anos esperamos que tudo não fique somente nas promessas.

 

 


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

 


FALSO OU VERDADEIRO ?




Para manter minha cabeça ativa e não pensar em bobagens eu trago duas baldas comigo. A primeira é fazer palavras cruzadas e a segunda é cultivar este blog. Pois agora arrumei mais uma qual seja tentar descobrir no mundão de informações que nos invade entre fotos, vídeos, textos... o que é IA e o que não é, o que é falso ou verdadeiro. 

Vendo uma postagens num site que acompanho, a primeira vista  gostei muito de uma foto antiga que, segundo quem postou, reporta-se ao ano de 1920 em Santa Catarina e retrata uma tropa de mulas cruzando um rio. 

Me detendo mais de imagem vi de pronto que era IA.

São erros que a inteligência artificial ainda não alcança. quais sejam: Três tropeiros na frente da tropa e ninguém na culatra (traseira da tropa); Trajes que vão de camisas a chapéus (do Indiana Jones) não compatíveis com os tropeiros; cruzando o rio ao comprido, isto é, seguindo o curso d'água e não tentando atravessá-lo; tipo de carga arreatadas de uma maneira estranha, sem bruacas ou cangalhas; tropeiros montados em cavalos (não em muares)... e assim vai. 

Ainda bem que meus amigos e mestres do tropeirismo Valter Fraga Nunes e Marco Aurélio Angel, o Zoreia, estão bem vivos pois, senão, estariam se revirando a sete palmos de terra. 

    


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

 

32º RODEIO DE POESIAS

Chegando agora (são 13h) da legendária Vacaria aonde, ontem, trabalhamos como avaliador no Rodeio de Poesias, uma promoção da Câmara de Vereadores do município. 

O nível dos poemas, recitadores e amadrinhadores esteve altíssimo, dificultando o trabalho da Comissão. Aproveito a postagem do amigo Jairo Reis para expor os premiados e parabenizar a todos os participantes. 

  

O declamador Pablo da Rosa e o amadrinhador Willian Andrade 

atuando no poema vencedor


Por Jairo Reis com a colaboração de Idalcir Peruchin 

O 32º Rodeio de Poesias Inéditas  foi realizado na noite de terça-feira, 03 de fevereiro, durante o 36º Rodeio Internacional de Vacaria.  Dentre os 10 (dez) poemas concorrentes, a comissão avaliadora, formada por Érico Padilha, Joseti Gomes, Leo Ribeiro de Souza, Luiz Cesar Soares e Paula Stringhi definiu o seguinte resultado:

Categoria Poesia:


Primeiro Lugar: O INVENTOR DE MEMÓRIAS

Autor: Rafael Ferreira

Declamador: Pablo da Rosa

Amadrinhador: Willian Andrade

 

Segundo Lugar:  BEBEDOURO DE CISMAS

Autor: Matheus Costa

Declamador: Douglas Diehl Dias

Amadrinhador: Kaike Mello

 

Terceiro Lugar:  DE APORFIA

Autor: Jaime Brum Carlos

Declamadora: Silvana Andrade

Amadrinhado: Fernando Graciola

 

Categoria Intérprete:

 

Primeiro Lugar:  SILVANA ANDRADE

Poesia: De Aporfia


Segundo Lugar: NEITON PERUFFO

Poesia:  O Verso 


Terceiro Lugar:  JOILSON RAMOS DE OLIVEIRA

Poesia: No Simples Fato da Cruz

 

Categoria Amadrinhador:

 

Primeiro Lugar: MAYKEL PAIVA

Poesia: O Verso

Instrumento: Violão

 

Segundo Lugar: FERNANDO GRACIOLA

Poesia: De Aporfia

Instrumento: Violão

 

Terceiro Lugar: WILLIAN ANDRADE

Poesia: O Inventor de Memorias

Instrumento: Violão


terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

 


NA CASA DO VACARIANO



Como diz a gurizada, partiu Vacaria. E faço uso da música Na Casa do Vacariano (adaptada) do meu amigo saudoso Honeyde Bertussi para dizer da minha satisfação em participar deste grandioso evento, o Rodeio da Vacaria. 


Arreei o mouro velho 

pingo que eu mesmo domei 

botei o arreio prateado

que muito caro paguei

badana e pelego grande

que de presente eu ganhei

e no meu traje gaúcho

no meu pingo eu montei.


Eu saí de São Francisco

bem antes de clarear o dia

me atirei no Rio das Antas

e passei pra Vacaria

quando me vi do outro lado

me senti com alegria

ia ver os vacarianos

que há muito tempo eu não via. 



segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

 

DE VOLTA AS RAÍZES ?

O festival Cante uma Canção em Vacaria era um dos poucos palcos que dava oportunidade a música galponeira, com variações de ritmos que fugia da grande maioria dos demais aonde a milonga dá as cartas. De uns anos para cá o evento havia caído no lugar comum mas, ao que parece, mesmo que aos poucos, está voltando as raízes. 

Claro que a melodia tem que vir acompanhada de uma boa letra e igual interpretação pois não é qualquer trabalho mais despojado que merece prêmio. 

Então, parabéns aos organizadores.   

Eis os trabalhos premiados numa bela matéria (como sempre) do meu amigo Jairo Reis e seu Blog Ronda dos Festivais. 

 

A Concha Acústica do Parque Nicanor Kramer da Luz, em Vacaria, permaneceu tomada pelo público durante os dois dias do 15º Cante uma Canção em Vacaria, festival de músicas inéditas que ocorreu durante o 36º Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria.

Após a apresentação de 10 (dez) composições finalistas, a comissão avaliadora, formada por Edilberto Bérgamo, Evair Gomez, Fábio Maciel, Gustavo Teixeira e Ricardo Bergha,  reuniu-se para eleger os destaques do festival. Enquanto isso, o palco foi ocupado pelo espetáculo do Projeto Taureando. 


Primeiro Lugar: SINUELOS

Ritmo: Valsa

Letra: José Maurício Rigon/Gujo Teixeira

Melodia: Gabriel Jardim

Violão: Matheus Krumennauer

Violão: Gustavo Otesbelgue

Violão: Gabriel Jardim

Contrabaixo Acústico: Carlos de Césaro

Bandoneon: Gabriel Maculan

Interpretação: Gabriel Jardim

 

Segundo Lugar: POTREIRO DA FRENTE

Ritmo: Chamarra

Letra: Matheus Bauer

Melodia: Felipe Goulart

Violão: Yuri Menezes

Violão: Felipe Goulart

Flauta: Charlise Bandeira

Contrabaixo: Carlos de Césaro

Gaita: Tiago Camargo

Interpretação: Joca Martins 

 

Terceiro Lugar: O SAL DO SUOR

Ritmo: Milonga

Letra: Zeca Alves

Melodia: Juliano Gomes

Teclado: Eduardo Varela

Flauta Transversal: Daniel Zanotelli

Violão e Vocal: Quinto Oliveira

Gaita de Botão: Ricardo Comassetto

Contrabaixo e Vocal: Juliano Gomes

Interpretação: Fabiano Bacchieri

 

Música Mais Popular: ORIUNDOS

Ritmo: Xote

Letra: Cássio Ferreira

Melodia: Cássio Ferreira

Acordeon e Vocal: Bruno Amaral

Contrabaixo: Robson Siqueira

Violão e Vocal: Nori Bossardi

Bandoneon: Cássio Ferreira

Cajon: Bernardo Siqueira

Recitado: Dudu Peroni

Interpretação: Cássio Ferreira

Melhor Instrumentista: Leonardo Schneider

Música: Partilha de Sonho e Vida

Instrumento: Acordeon

Melhor Intérprete: Joca Martins

Música: Potreiro da Frente

Melhor Letra: O Sal do Suor

Autor: Zeca Alves

Melhor Melodia: Sinuelos

Autor: Gabriel Jardim

Melhor Tema Campeiro: CONTANDO VACA

Ritmo: Chamarra

Letra: Francisco Brasil

Melodia: André Teixeira

Violão e Vocal: Gabriel Jardim

Violão: Matheus Alves

Violão: André Teixeira

Gaita de Botão: Ricardo Comassetto

Gaita de Botão: João Vitor Nunes

Percussão: Bruno Coelho

Contrabaixo e Vocal: Pedro Terra

Interpretação: André Teixeira

Melhor Arranjo: Sinuelos

Melhor Conjunto Vocal: Romanceiro do Jasmim

Interpretação: Marcelo Oliveira e Grupo

Melhor Indumentária: Dudu Peroni

Música: Oriundos


Fonte: Blog Ronda dos Festivais - Jairo Reis




domingo, 1 de fevereiro de 2026

 

2026 - ANO MARIO QUINTANA


Presidente Airton Ortiz e sua diretoria

A Academia Rio-Grandense de Letras (ARL) instituiu 2026 Ano Mario Quintana, em homenagem aos 120 anos do seu nascimento. O ato foi assinado dia 29 pelo presidente do Sodalício, escritor Airton Ortiz, em cerimônia na sede da entidade.

Durante o ano, uma série de atividades será realizada, em todo o Rio Grande do Sul, pela ARL e demais entidades parceiras, em função da obra do poeta. A Academia publicará dois livros, um com depoimentos dos acadêmicos sobre Mario Quintana, e outro com ensaios sobre a obra do autor.

Além disso, haverá exposições, seminários e palestras sobre Mario Quintana. As instituições que desejarem participar do calendário oficial do Ano Mario Quintana devem entrar em contato com a Academia para terem suas atividades incluídas na programação.

 


 

VOCABULÁRIO CHUCRO

 

PARELHEIRO




PARELHEIRO é o cavalo
tratado para carreira.
a cancha reta ou cuadreira,
quem cuida é o compositor.
O que corre é o corredor,
no pago meridional.
E o jogo é franco e legal,
se respeita o julgador.

Nos versos do Dezidério
a poesia se desmancha:
"Os PARELHEIROS na cancha
foi só o tempo de virar,
ouviu-se o povo gritar
e a polvadeira subiu
e, amigos, o que se viu
foi coisa de admirar."

Versos: Jayme Caetano Braun
Gravura: Vasco Machado


 


ODE AS MÃOS DO BEM



 Poema de Vaine Darde, recitado por Romeu Weber 
com acompanhamento de Leny Nuñes

UM BELO DOMINGO A TODOS





sábado, 31 de janeiro de 2026

 


QUE RUMO VOCÊ TOMARIA?




Ontem os parceiros do Site Marcos Do Pampa fizeram uma bela brincadeira auxiliados pela IA para saber aonde o pessoal está indo neste fim de semana de dois grandes eventos no Estado. O Planeta Atlântida ou o Rodeio de Vacaria. 

Claro que, por ser um Site voltado para a cultura regional gaúcha 99,9% das resposta citaram o Rodeio.

Na verdade são acontecimento com públicos de perfis distintos. Fui em dois Planetas levar meus filhos ainda adolescentes, isto há mais de 25 anos e, embora não seja minha "praia", gostei do que vi.  

Quanto ao Rodeio, vou sempre que posso. Fui avaliador das declamações masculinas por 5 rodeios seguidos (10 anos) e dia 03 estamos subindo a serra novamente agora para avaliar o Concurso Inéditos de Poesias promovido pela Câmara de Vereadores. 

Portanto, penso que a foto ilustrativa deve ter sido tirada de dentro do meu carro, ou seja, pendendo para a direita do que indica a placa. 

Bom divertimento a todas as tribos.