RETRATO DA SEMANA


QUE O ESPÍRITO FARROUPILHA SE MANTENHA ENTRE NÓS APÓS O DIA 20 DE SETEMBRO

terça-feira, 22 de setembro de 2026

 






Estamos findando mais um mês farroupilha mas nunca é demais levarmos nosso orgulho tempo afora através de um dos maiores símbolos de nossa terra, juntamente como o hino, qual seja a nossa bandeira. 

Neste sentido o Site Tchê fez um belo trabalho de pesquisa e imagens do que representa o brasão estampado em nosso Pavilhão Estadual que remonta aos tempos da revolução e que carrega diversas simbologias maçônicas.    


segunda-feira, 21 de setembro de 2026

 


PRECISA MELHORAR 

PARA FICAR MAIS OU MENOS




Antes de mais nada quero dizer que já fiz parte, por três anos, da Comissão Estadual dos Festejos Farroupilha e entendo a dificuldade de se trabalhar sem verba e com pouco interesse da administração pública em relação ao Desfile Farroupilha da Capital. Contudo, há situações que não depende de dinheiro e sim de conhecimento.

Também desejo deixar de fora do meu comentário os participantes do desfile, principalmente aqueles que madrugaram lidando com cavalos para fazer bonito na avenida.  

E faço referência apenas ao desfile tradicionalista.

O cortejo deste ano foi um dos mais fracos que já vi. Poucos cavalarianos, muito por culpa da exigência da Guia de Transporte Animal que sai caro, buracos enormes entre um piquete e outro...  Carros alegóricos? Nem pensar. Apenas dois ou três caminhões com prendas e peões na carroceria.

E o pior: o mesmo erro de antes, ou seja, pessoas desfilando a pé entre os piquetes de cavalarianos. Além de atrasarem o tranco normal dos cavalos eles passaram na avenida cuidando para não pisar nos estercos deixados pelo caminho. 

Tinha uma senhora de idade que vinha esbaforida avenida a fora com a cavalhada no costado. A própria Patrona dos Festejos Farroupilhas, Marianita Ortaça, veio caminhando.

E para o mal dos pecados as arquibancadas estavam vazias e os galpões do acampamento, logo ali, abarrotados. Uma triste demonstração de que nosso pessoal esta mais preocupado com carne, bebida, gaita e grito do que com cultura.  

O que salvou o desfile foi a bela encenação intitulada Via Sacra Missioneira relativa a temática deste ano, isto é, os 400 Anos das Missões Jesuíticas no Estado (foto abaixo). 


     

domingo, 20 de setembro de 2026

 


FINDA MAIS UM 20 DE SETEMBRO

PELO MUNDO


Nova York

Infelizmente, ao cair da noite, está findando mais um 20 de setembro, agora denominado de Dia do Gaúcho. As comemorações foram intensas pelo mundo todo aonde houver uma alma farroupilha que defenda e propague a liberdade, igualdade e fraternidade.  

Mostramos aqui no blog comemorações na Groelândia, Portugal, Espanha.., enfim, por muitos lugares deste mundo velho de Deus. O retrato acima registra os festejos na Times Square, em Nova York, com um telão gigante no edifício ao fundo. Neste momento até me emocionei pois no vídeo as pessoas cantam a toda goela o Brasil de Bombachas, de nossa autoria. Acho que agora vou ter que criar o Mundo de Bombachas rsrsrsr...

Já na foto abaixo aparece dançarinos da Tchê UFRGS diante da Torre Eiffel, cartão postal de Paris. 

Só peço que este espírito de louvor a nossa história não se apague. Que seja uma chama a fulgurar o ano inteiro em nossos corações. 

E até 2027 (sem menos demonstrações de valentias que só envergonham nossas tradições).      

Paris



 


DOZE MOTIVOS PARA COMEMORAR

O 20 DE SETEMBRO


óleo sobre tela de Guido Mondin



 
Por: Léo Ribeiro de Souza


1° - Comemoro a insubmissão de uma província a uma monarquia, chamando a atenção da Corte para um recanto esquecido e explorado nos confins do império e somente lembrado na hora de pelear com os castelhanos.  

2º - Comemoro a bravura de quem, com menos homens, armas e cavalos, mas sobrando valentia, enfrentou por dez anos o Império deixando marcos indeléveis como a Batalha do Seival, a travessia dos lanchões de Garibaldi e a fuga de Bento Gonçalves de sua prisão na Bahia enquanto que, em outras províncias, as revoltas nasciam mas eram sufocadas em seguida.

3º - Comemoro o surgimento nesta terra de nomes como o General Antônio de Souza Netto mas também os heróis esquecidos como Coronel Teixeira Nunes, Tobias da Silva e os integrantes da 1ª Brigada de Cavalaria, os Lanceiros Negros.

4º - Comemoro o fato de, apesar dos esparsos recursos probatórios, não nos acomodarmos com as definições e rebuscarmos a veracidade histórica de passagens nebulosas como a Batalha dos Porongos.

5º - Comemoro porque a "guerra que perdemos" nos deu uma identidade própria, diferenciada, no Sul do Brasil.

6º Comemoro a valentia da lagunense Ana Maria de Jesus Ribeiro, Anita Garibaldi, dando vasa ao fulgor mesclado com a beleza da mulher gaúcha.  

7º - Comemoro poder cantar a toda voz o hino da minha terra e ver fulgurar em milhares de eventos o pavilhão tricolor surgido naquele decênio heroico, apesar da contrariedade de alguns que veem nos versos um sentido racista.

8° - Comemoro porque essa epopeia foi um dos motivos para o surgimento de um movimento cultural que fez avivar nosso folclore através da musicalidade, das danças, dos cinemas, dos rodeios, expandindo-se para o resto do mundo, aonde houver um gaúcho.

9º - Comemoro a altivez que ainda nos resta apesar dos desastres naturais e do abandono do poder central a esta outrora pujante Província de São Pedro.

10º - Comemoro porque, graças a "petulância" dos Farroupilhas, a cada mês de setembro eu posso rever meus amigos de causa e tradição. 

11º - Comemoro pelas pessoas humildes que não tem os pilas para um par de botas mas que orgulham-se em serem filhos desta terra e, apesar dos percalços da vida, respeitam nossa história.      

12° - Comemoro para saborear o desgosto de alguns enfadonhos "rio-grandenses" que se indignam com a minha comemoração.





NÃO TEM PREÇO, TEM VALOR!




A professora Eliana Santana da Escola Municipal Daltro Filho, de Aratinga, interior de São Francisco de Paula, lugar aonde estudei e passei a infância, me contou que utilizava meus livros aos seus alunos como forma de incentivo, de ir adiante, de buscar os seus sonhos. Me falou, também, que a criançada tinha muita vontade de me conhecer.

Larguei as churrasqueadas marcadas aqui pela capital e não tive dúvidas. Ontem (19) de madrugadita a patroa e eu pegamos a condução e fizemos 360 km para dar um abraço nessa turminha. 

Por lá encontrei com o velho amigo Podalírio (a esquerda da foto) um dos últimos tropeiros deste Rio Grande.

Tem um ditado que diz: "Jamais volte ao lugar aonde você foi feliz pois nada será como antes". 

Pois olha: nesta viagem, além de ver a emoção nos olhos daquelas crianças, eu me reencontrei com a felicidade. 

       

 

sábado, 19 de setembro de 2026

 


REPONTANDO DATAS / 19 DE SETEMBRO

 

A TOMADA DE PORTO ALEGRE 

COMBATE NA PONTE DA AZENHA



Foi dentro do espírito de revolta contra os desmandos que os farroupilhas na noite de 19 de setembro, na Ponte da Azenha, em Porto Alegre, tiveram o primeiro embate com as forças imperiais e no raiar do dia 20 de setembro adentraram, fulgurantes, nas ruas da capital rumo ao palácio da província pondo em fuga para a cidade de Rio Grande, via navio, o presidente Fernandes Braga, o mesmo que Bento Gonçalves havia indicado para tal cargo.

Bento Gonçalves comandava uma tropa reunida em Pedras Brancas, hoje cidade de Guaíba. Gomes Jardim e o Coronel Onofre Pires, à frente de 200 cavaleiros, concentravam-se na região de Viamão e dirigiram-se à cidade de Porto Alegre, estacionando em 19 de setembro de 1835 perto do bairro da Azenha que levava este nome em virtude de um moinho que havia aonde hoje localizam-se os cemitérios da capital. 

Cientificado do fato, o Presidente da Província Antônio Rodrigues Fernandes Braga mandou que se armassem a Guarda Municipal Permanente, o Piquete de Cavalaria de primeira linha (cerca de 70 homens) e a Companhia de Guardas Nacionais a cavalo. Como dispunha de pouca força na capital, apelou a todos os cidadãos para que se reunissem, armados, conseguindo juntar um contingente de cerca de 270 homens. Para coordenar as forças legais nomeou o Brigadeiro Gaspar Mena Barreto, pois o Comandante das Armas, Marechal Sebastião Barreto Pereira Pinto, estava ausente. Foram logo guarnecidos três pontos considerados importantes: o Palácio do Governo, o quartel da Guarda Municipal e o Trem de Guerra (arsenal).

Na noite de 19 para 20 de setembro, Braga enviou um piquete a cavalo para o reconhecimento do dispositivo revolucionário. Com um contingente de 20 homens da Companhia de Guarda Nacional, sob o comando do Major José Egídio Gordilho Barbuda, segundo Visconde de Camamu, que se oferecera espontaneamente para a missão. Os revolucionários, porém, já haviam deixado bombeadores (vigias) junto à ponte da Azenha. Camamu não possuía experiência de combate, particularmente em operações noturnas, e contava com tropas de voluntários. Ao primeiro sinal de alerta dos farroupilhas, o grupo avançado, liderado pelo Visconde, disparou suas armas e retraiu rapidamente, supondo tratar-se de uma forte reação dos revoltosos, provocando uma debandada geral que levou o pânico aos governistas de Porto Alegre. O piquete farroupilha, com sete homens, vendo-os fugir espavoridos, perseguiu-os, matando um e ferindo quatro, entre eles Camamu.

No dia seguinte, os revolucionários adentraram na cidade sem encontrar oposição. O Corpo de Permanentes aderiu logo ao movimento, com exceção do comandante, do subcomandante, de um cabo, de um soldado e de um corneteiro. O Presidente da Província, sentindo-se desprotegido, refugiou-se primeiro no Arsenal de Guerra e depois na escuna Rio-grandense, viajando na mesma noite para a cidade de Rio Grande. 

Quase sem luta, a não ser ligeiras escaramuças, os revolucionários obtiveram controle absoluto da capital, angariando também muita adesão no interior da província. A Câmara Municipal, convocada extraordinariamente por Bento Gonçalves a 21 de setembro, deu posse ao Dr. Marciano Pereira Ribeiro, que era o quarto na ordem geral de precedência dos Vice-Presidentes da Província.



sexta-feira, 18 de setembro de 2026

 

REPONTANDO DATAS - 18 DE SET

- O BALAÚSTRE 67 - 



Nesta época de setembro é comum circular por aí, principalmente nas Lojas Maçônicas, uma ata, ou Balaústre na linguagem da maçonaria, como prova cabal da participação desta Ordem secreta na Revolução Farroupilha. É o famoso Balaústre 67 aonde os maiores líderes daquele movimento reuniram-se em uma Sessão no dia 18 de setembro de 1835, na Loja Filantrophia e Liberdade, para decidir sobre a invasão de Porto Alegre. Ocorre que este famoso documento nunca existiu como tal. Como dizem nos dias de hoje, é fake news, ou seja, notícia falsa.  

Tal ata não tem mais que 20 anos e foi escrita pelo saudoso Irmão Dante Bósio como ilustração criativa ao proferir uma palestra em uma Loja Maçônica na cidade de Camaquã.  
 
A Peça de Arquitetura fez tanto sucesso que, no dia seguinte, um jornal local resolveu publicar seu trabalho. Com o tempo o escrito viralizou como um documento comprobatório da participação maçônica na Revolução. A maçonaria, realmente, esteve presente mas não desta forma e neste momento. Imaginem se toda a cúpula de comandantes republicanos iriam reunir-se em um só local, nas barbas dos imperiais, dois dias antes do conflito. Somente para os leitores terem uma ideia naquela noite Antônio de Souza Netto estava na cidade de Rio Grande a mais de 400 km do local citado no Balaústre. E o pior é que ainda hoje diversos escritores, historiadores, maçons... acreditam nesta fábula.

Nossa função como pesquisadores é desmistificar tais episódios. 

Foi uma bela iniciativa do maçom Dante Bósio? Sim, mas não tem valor histórico ou documental. 



O Balaústre nº 67

Aos 18 dias do mês de setembro de 1835 E.’. V.’. e 5835 V.’. L.’., reunidos em sua sede, sito à Rua da Igreja, nº 67, em lugar Claríssimo, Forte e Terrível aos tiranos, situado abaixo da abóbada celeste do Zenith, aos 30º sul e 5º de latitude da América Brasileira, ao Vale de Porto Alegre, Província de São Pedro do Rio Grande, dependências do Gabinete de Leituras, onde, neste momento, funciona a Loj.’. Maç .’. Philantropia e Liberdade, com o fim de,especificamente, traçarem as metas finais para o início do movimento revolucionário, com que seus integrantes pretendem resgatar os brios, os direitos e a dignidade do povo Riograndense, se reuniram IIr.’. da LOJA.A sessão foi aberta pelo Ven.’. Mestre, Ir.’. Bento Gonçalves da Silva. Registre-se, a bem da verdade, ainda as presenças de nossos IIr.’. José Mariano de Mattos, nosso ex - Ven .’., Ir.’. José Gomes de Vasconcellos Jardim, Ir.’. Pedro Boticário, Ir.’. Vicente da Fontoura, Ir.’. Paulino da Fontoura, Ir.’. Antônio de Souza Neto e deste Ir.’. Domingos José de Almeida, que serviu como Secretário, lavrando o presente Balaústre. Logo de início, o Ven .’. Mestre, depois de tecer breves considerações sobre os motivos da presente reunião, de caráter extraordinário, informou que o nosso movimento revolucionário estava prestes a ser desencadeado. A data escolhida, é dia vinte de setembro do corrente, isto é, depois de amanhã. Nesta data, todos nós, em nome do nosso Rio Grande do Sul, nos levantaremos em luta contra o imperialismo que reina no País. Na ocasião, ficou acertada a tomada da Capital da Província pelas tropas dos IIr.’. Vasconcellos Jardim e Onofre Pires, que deverão se deslocar desde a localidade de Pedras Brancas, quando avisados. Tanto o Ir.’. Vasconcellos Jardim como o Ir.’. Onofre Pires, ao serem informados, responderam que estariam a postos, aguardando o momento para agirem. Também se fez ouvir o nobre Ir.’. Vicente da Fontoura, o qual sugeriu que tomássemos o máximo cuidado, pois que, certamente,Braga, o Presidente da Província, seria avisado do nosso movimento. O Tronco de Beneficência fez a sua circulação e rendeu a medalha cunhada de 421$000, contados pelo Ir.’. Tes.’. Pedro Boticário. Por proposição do Ir.’. José Mariano Mattos, o Tronco de Beneficência foi destinado à compra de uma Carta da Alforria de um escravo de meia idade,no valor de 350$000, proposta aceita por unanimidade. Foi depois realizada uma poderosa Cadeia de União, pela justiça e grandeza da causa, pois em nome do povo Riograndense, lutaríamos pela Liberdade, Igualdade e Humanidade, pedindo a força e proteção do G.’. A.’. D.’. U.’. para todos os IIr.’. e aos seus companheiros, que iriam participar das contendas. Já eram altas horas da madrugada quando os trabalhos foram encerrados, afirmando o Ven.’. Mestre que todos deveriam confiar nas LL .’. do G.’. A.’. D.’. U.’. e depois, como ninguém mais quisesse fazer uso da palavra, foram encerrados nossos trabalhos, do que eu, Ir.’. Domingos José de Almeida, como Secretário, tracei o presente Balaústre, a fim de que nossa História, através dos tempos, possa registrar que um grupo de maçons, homens “livres e de bons costumes”, empenhou-se com o risco da sua própria vida, para restabelecer o reconhecimento dos direitos desta abençoada terra, berço de grandes homens, localizada no extremo sul de nossa querida Pátria. Oriente de Porto Alegre, aos 18 dias do mês de setembro de 1835 da E.’. V.’., 18º dia do sexto mês, Tirsi, da V.’. L.’. do ano de 5835.

Ir .’. Domingos José de Almeida -  Secretário


 

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

 


DE VOLTA PRA CASA

- MAS QUE GAUCHISMO - 


desfilando em Caçapava


Depois de desfilar garbosamente pelas avenidas de Caçapava do Sul acompanhando o seu melhor amigo, o cavalo tordilho, o filhote de javali retorna para sua querência no interior do município.

Sem a menor dúvida, até agora, este foi o grande momento das comemorações farroupilhas. No mínimo o mais pitoresco. Que coisa linda. 

Sabe-se que o javali é considerado quase que uma praga para as lavouras gaúchas. Sua proliferação autoriza, inclusive, em alguns lugares, sua caçada.

Então aquele ditado de que "o ambiente faz as pessoas" também serve para os animais. Ele criou-se na fazenda e tornou-se parceiro do cavalo. Aonde um vai o outro acompanha.

Segundo o proprietário do animal (cavalo) que foi criticado por ter levado o javali para o desfile, ele disse que, se prendesse o bichinho ele iria sofrer muito com a ausência do amigo.        


de volta pra casa


quarta-feira, 16 de setembro de 2026

 


SESSÃO MAÇÔNICA

EM HOMENAGEM A EPOPÉIA FARROUPILHA 




A Maçonaria do Grande Oriente do Rio Grande do Sul promoveu ontem a noite (15) no galpão do Piquete Fraternidade Gaúcha, no Acampamento Farroupilha de Porto Alegre, sua Sessão anual em homenagem aos Maçons Republicanos do decênio épico que foi a Guerra dos Farrapos. 

A Sessão alusiva foi conduzida pelo Grão-mestre do GORGS Marcus Vinícius Bortolotto e, além do ritual adaptado a linguagem gauchesca, contou com belas apresentações artísticas em um galpão completamente lotado.

Tive a honra de, novamente, ser o Xiru das Falas deste momento tão significativo para nossa Ordem. 





 


COMPLETANDO O PENSAMENTO

DE OTTO VON BISMARK



... e permanentemente como no STF. 






terça-feira, 15 de setembro de 2026

 




Enquanto esperamos, roendo as unhas, pela sessão do Supremo Tribunal Federal, vamos metendo uma trova literária para se distrair.
 

Meu banho? Só sexta-feira!
Outros dias? Nem por nada!
Porco vive na sujeira
mas só morre de facada!






segunda-feira, 14 de setembro de 2026

 


FIASQUENTOS

 

Tem uns “gaúchos” que botam uma faca na cintura, tomam uns tragos e se acham mais homens do que os outros. Isto é comum nos festejos farroupilhas. Aqui mesmo no Acampamento em Porto Alegre, após uma certa hora a boca não é boa.  

Nos chegaram algumas imagens (mas nem vamos dar palco aos arruaceiros) lá da Barra do Ribeiro de uma briga generalizada. Mas tenham a certeza de que o fato não é privilégio desta linda cidade. Acontece a todo o momento em muitos lugares deste Rio Grande.

Para estes fiasquentos a Semana Farroupilha é sinônimo de bebedeira, cantoria, churrascada e... briga. Se perguntarem o que estão festejando não sabem dizer.

E o pior é que os bons pagam pelos pecadores pois tanta coisa bonita que acontece não tem destaque. O que viraliza é a baderna.  

 


 


 A POSIÇÃO DAS BANDEIRAS




Nestes tempos de comemorações de Semana da Pátria e Semana Farroupilha é comum as bandeiras do Brasil, do Estado, de cidades, de piquetes tremularem diante de prédios oficiais, galpões e ornamentando cavalgadas. Contudo, temos observado uma verdadeira salada de mondongo em relação a posição destas bandeiras. 

A principal legislação que rege a apresentação, o uso e a colocação  da Bandeira Nacional, que ocupa sempre o lugar mais importante, é a Lei nº 5.700, de 1º de setembro de 1971, conhecida como a Lei dos Símbolos Nacionais. As normas do cerimonial público também são complementadas pelo Decreto nº 70.274 de 9 de março de 1972. 

Para memorizar mais facilmente podemos descrever sob a perspectiva de quem carrega (ou está na linha da bandeira de frente para o público)aonde a bandeira brasileira estará sempre a sua direita. Já quem olha as bandeiras de frente (o público) ela estará sempre a esquerda.

Por exemplo: Na entrada de alguma solenidade com as bandeiras nacional e estadual (somente duas bandeiras), ou mesmo na frente de alguma cavalgada, eu, como público, tenho que visualizar a bandeira brasileira sempre a minha esquerda. Quem carrega a bandeira se posiciona a direita.  

Posição correta em uma cavalgada
(ou hasteadas em uma parede de galpão)

 

   
 


domingo, 13 de setembro de 2026

 


VIKINGS DE BOMBACHA


Foto : Vikings de bombacha / divulgação / cp

 Provavelmente bombeando mais uma Aurora Boreal, neste final de semana, a 11 mil quilômetros do Rio Grande do Sul, duas centenas de gaúchos e gaúchas de todas as idades encerraram mais uma comemoração Farroupilha mateando, assando churrasco em fogo de chão, tocando gaita, dançando e degustando doces típicos, como ambrosia e sagu. No espaço, era comum gaúchos de chapéu de aba larga, lenço no pescoço, de bota e bombacha e mulheres com saias de prendas. Tudo isso num Acampamento Farroupilha que acontece desde 2020 numa propriedade rural nos arredores de Oslo, na Noruega.


Noruega. A saudade do Rio Grande triplica longe de casa


 


“ESSES HOMENS” É O POEMA VENCEDOR 

DA 27ª QUADRA DA SESMARIA  



Um dos mais tradicionais concursos de poesia e declamação do Estado, na noite deste sábado (12/09), na Câmara de Vereadores de Osório, conheceu os seus premiados. O poema “Esses Homens”, de autoria de Guilherme Collares, de Bagé, é o vencedor da 27ª Quadra da Sesmaria da Poesia Gaúcha de Osório. O declamador do poema vencedor, Wilson Araújo, de Terra de Areia, conquistou o 1º lugar como Melhor Intérprete. O prêmio de Melhor Amadrinhador ficou com Fernando Graciola, de Encantado, que acompanhou o poema “Contando Estrelas”.

O evento é uma realização da Associação Cultural Sesmaria e tem o apoio da prefeitura de Osório, por meio da secretaria municipal de Desenvolvimento, Turismo, Cultura e Juventude. Confira, abaixo, todos os vencedores da noite:

MELHOR POEMA

1º lugar – “Esses Homens”, de Guilherme Collares (Bagé);

2º lugar -  “A Poeira do Meu Chapéu”,  de Rafael Ferreira (Vacaria);

3º lugar – “Labirinto de Vidro”, de Bianca Bergmam (Cachoeira do Sul);

MELHOR INTÉRPRETE

1º lugar – Wilson Araújo, de Terra de Areia, pelo poema “Esses Homens”;

2º lugar – Neiton Perufo, de Alegrete, pelo poema “A Poeira do Meu Chapéu”;

3º lugar – Francisco Azambuja, de Bagé, pelo poema “Contando Estrelas”;

MELHOR AMADRINHADOR

1º lugar – Fernando Graciola, de Encantado, que acompanhou “Contando Estrelas”;

2º lugar – Willian Andrade, de Passo Fundo, que acompanhou “Com Cismas de Despedida”;

3º lugar – Douglas Dhiel, de Cachoeira do Sul, que acompanhou “Da Mesma Lua”.


Texto e fotos: Ascom PMO


sábado, 12 de setembro de 2026

 


ME TAPEI DE TRISTEZA



Nesta semana nosso Piquete Fraternidade Gaúcha, como faz todos os anos, recebeu para um almoço no Acampamento mais de 70 crianças de uma escola localizada em uma região carente ao Sul da capital.

De volta ao colégio, ao agradecer via whatsapp pelo transporte, refeição e carinho, uma professora contou o que segue:     

“Quero aproveitar e relatar uma das “pérolas” de nossos estudantes, situações que vivenciamos sobre a realidade deles. A imagem que vou te enviar é de uma menina que nos mostrou que havia guardado um pedaço de frango do almoço para comer depois…😔 essa é uma forma de sobrevivência que eles nos mostram… ficamos surpresos ao ver aquela situação!”

Obviamente não vou postar a foto da criança mas é de cortar o coração.

Que mundo tão desigual a gente vive em que uns roubam bilhões enquanto crianças guardam um pedacinho de galinha para se alimentar mais tarde.



sexta-feira, 11 de setembro de 2026

 


 HOJE, 11 DE SETEMBRO,

HÁ 190 ANOS ATRÁS ACONTECEU...

 


Um dia após a estrondosa vitória na Batalha do Seival contra as forças imperiais de Joca Tavares, como nos reportamos na matéria abaixo, o General Antônio de Sousa Neto entusiasmado com o feito proclamou a República Rio-grandense.

Por meio de uma "ordem do dia" lida pelo Cel. Joaquim Pedro Soares, proclamou a independência. As palavras ressaltavam o triunfo sobre as forças do Império, criticavam o despotismo e a injustiça do governo central, e ecoavam o anseio por independência, república e liberdade.

Neto, então aclamado General, declarou: "Camaradas! Gritemos pela primeira vez: viva a República Rio-grandense! Viva a independência! Viva o exército republicano rio-grandense".

A partir deste momento o embate deixou de ser uma Revolução (uma província contra seu império) para tornar-se uma Guerra (uma nação contra outra).

Como o Tratado de Paz de Ponche Verde não foi assinado pelos imperiais (Barão de Caxias nem foi até o local) muitos gaúchos ainda dizem que o gesto de independência ainda continua vigorando, ou seja, o Rio Grande do Sul continua sendo uma nação.

 


quinta-feira, 10 de setembro de 2026

 


A BATALHA DO SEIVAL


No dia 10 de setembro de 1836, ou seja, há exatos 190 anos, aconteceu a maior vitória das tropas farroupilhas sobre o império brasileiro.

Foi assim: 

Vinha João da Silva Tavares, o Joca Tavares, com mais ou menos 600 homens que havia reculutado das bandas do Uruguai após alguns puaços que havia levado dos republicanos aqui pela Província quando, no Campos dos Menezes, na região do Arroio Seival, hoje Candiota, defrontou-se com as tropas farrapas comandadas pelo General Antônio de Sousa Neto em menor número (em torno de 400 soldados) e posição de terreno logisticamente desfavorável.

Ao contrário de fugir Sousa Neto ordenou carga de cavalaria. 

Reza a lenda que a cabeça do freio do cavalo de Joca Tavares arrebentou e, sem comando, saiu em disparada. Os imperiais pensando que seu chefe estava fugindo se desarticularam sofrendo uma grande derrota. 

No outro dia, entusiasmado após fulgurante vitória, os farroupilhas de Sousa Neto proclamaram a República Rio-grandense.

Mas aí já é outra historia. 


      

    

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

 


MAIS ATRASADO DO QUE...

 MATUNGO EM CARREIRA.


Com o tal do "politicamente correto" tive que criar este ditado acima para a chamada de título. O correto seria "mais atrasado do que manco em carreira" mas aí estaria ferindo suscetibilidades de quem rengueia como eu (e não me ofendo com as chacotas). 

Poderia usar "mais atrasado do que bolas de porco" mas aí estaria sendo chuleador, não aquele que sapateia mas aquele que usa termos chulos... essa foi braba.

O fato é que ontem, dia 08, deixamos para trás acontecimentos importantes e, devido as correria de volta de feriado, não postamos nosso "repontando datas" e, acreditem, os leitores nos cobram. 

Então lá vai:

No dia 08 de setembro de 1801 o Riopardense Borges do Canto e seu imediato Gabriel de Almeida, comandando 200 militares e mais 300 índios retomam as missões dos castelhanos para o Brasil.

Também num dia 08 de setembro, mas no ano de 1860 acontece o atentado a punhal (por um escravo liberto) contra o farroupilha Antônio Vicente da Fontoura, que não era abolicionista, no interior da igreja Nossa Senhora da Conceição, em Cachoeira do Sul.

Já em 8 de setembro de 1907 nasce em Quarai o poeta Niteroi Ribeiro, um dos fundadores da Estância da Poesia Crioula, a Academia Xucra do Rio Grande.

Num dia 08 de setembro no ano de 1915 é assassinado pelas costas no Rio de Janeiro o senador gaúcho José Gomes Pinheiro Machado, o Pai da república dos Estados Unidos do Brasil.

No ano de 1980, também num 08 de setembro, morre em Porto Alegre o poeta terrunho João da Cunha Vargas.

Por fim, num 08 de setembro de 2009, morria José Lewis Bicca, compositor parceiro de Apparício Silva Rillo e fundador dos Angueras, de São Borja. 


  

terça-feira, 8 de setembro de 2026

 


REALIDADE E FICÇÃO



Há 204 anos, o Brasil tornou-se independente — mas a cena real do 7 de Setembro foi muito menos gloriosa do que aquela que aprendemos a enxergar.

Não havia um príncipe impecável sobre um magnífico cavalo de guerra, nem uma formação cinematográfica de soldados de uniformes imaculados, como na monumental tela "Independência ou Morte!", de Pedro Américo. Na tarde de 7 de setembro de 1822, D. Pedro tinha 23 anos, regressava de Santos para São Paulo por uma estrada difícil, viajava sobre uma mula, como era mais adequado aos caminhos da região, e enfrentava uma forte indisposição intestinal, descrita nos relatos como diarreia ou disenteria. A imagem consagrada seria construída muito depois: Pedro Américo concluiu sua pintura em 1888, 66 anos após o acontecimento, compondo não uma reprodução fotográfica do Ipiranga, mas uma pintura histórica destinada a transformar aquele momento em um grande mito visual da fundação da nação.

A realidade era consideravelmente mais humana. D. Pedro vinha de uma viagem exaustiva e, segundo o relato atribuído ao padre Belchior Pinheiro de Oliveira, que o acompanhava, seu problema intestinal obrigara-o inclusive a parar à margem do Ipiranga para satisfazer necessidades fisiológicas. Estavam próximos do príncipe, entre outros integrantes da comitiva, o próprio padre Belchior, o major Antônio Ramos Cordeiro, o correio Paulo Bregaro e o criado João Carlota. Foi naquele caminho rural dos arredores de São Paulo, e não no cenário grandioso que a memória posterior nos ensinou a imaginar, que chegaram as notícias capazes de precipitar a ruptura.

Os documentos trazidos do Rio de Janeiro revelavam que as Cortes portuguesas continuavam tentando reduzir a autonomia conquistada pelo Brasil e esvaziar a autoridade do príncipe. No Rio, D. Leopoldina, que exercia a regência durante a ausência do marido, havia presidido em 2 de setembro uma reunião extraordinária do Conselho de Estado e apoiava decididamente a separação. Junto às notícias de Lisboa seguiram para D. Pedro as cartas de Leopoldina e de José Bonifácio de Andrada e Silva, seu principal ministro. A documentação oficial confirma que ambos o pressionavam a não se submeter às novas determinações portuguesas e a consumar o rompimento.

D. Leopoldina advertia ao marido que o momento chegara: “O pomo está maduro, colhei-o já, senão apodrece.” José Bonifácio, por sua vez, defendia abertamente a separação. D. Pedro teria ficado furioso ao conhecer as determinações vindas de Portugal, tomando os papéis, amarrotando-os e lançando-os ao chão. Voltando-se então para Belchior, perguntou: “E agora, padre Belchior?” O religioso teria respondido que já não havia outro caminho senão a independência.

Foi então que a cena começou a adquirir a dimensão que entraria para a História. De acordo com o testemunho de Belchior — registrado posteriormente e, por isso, tratado pelos historiadores com a necessária cautela quanto às palavras exatas — D. Pedro caminhou alguns passos, tomou sua decisão e anunciou a ruptura. Outros relatos posteriores também associariam aquele momento à fórmula que acabaria eternizada: “Independência ou Morte!” O marco político do 7 de Setembro consolidou-se precisamente naquele encontro entre as notícias que chegavam de Lisboa, a atuação de Leopoldina e Bonifácio no Rio de Janeiro e a decisão tomada pelo príncipe na estrada do Ipiranga.

Foi justamente nesse processo de construção da memória que surgiu a imagem que hoje quase todos associamos ao nascimento do Brasil. Quando Pedro Américo pintou Independência ou Morte!, D. Pedro já estava morto havia mais de meio século. A obra foi concebida para o Monumento do Ipiranga e concluída em Florença em 1888. O artista substituiu a precariedade da estrada pela monumentalidade, a mula pelo cavalo, a pequena comitiva por uma espetacular massa de cavaleiros e a roupa de viagem pela aparência marcial de um soberano. Estudos do Museu Paulista mostram como a obra e suas incontáveis reproduções acabaram tornando-se parte central do imaginário social brasileiro sobre a Independência.

A História, porém, não perde grandeza quando retiramos dela o verniz romântico. Talvez ganhe humanidade. A pintura transformaria aquele instante em epopeia; a memória nacional transformaria a epopeia em símbolo. Por trás de ambas permanece um acontecimento muito mais imperfeito, complexo e humano — o 7 de setembro de 1822, marco da Independência do Brasil.

Resenha do texto de: Renato Drummond Tapioca Neto

Imagem: Cena acima criada por simulação de I.A., com base nos relatos do acontecimento. Abaixo, a tela "Independência ou Morte!" (1888), de Pedro Américo, em exposição no Museu Paulista da USP.


segunda-feira, 7 de setembro de 2026

 


ISTO É HISTÓRIA, 

O RESTO É ESTORIA.


 
Em agosto de 1947, em Porto Alegre, eclodiu forte uma proposta de amor à terra nativa. Jovens estudantes oriundos do meio rural, de todas as classes sociais, liderados por Paixão Côrtes, criam um Departamento de Tradições Gaúchas no Colégio Estadual Júlio de Castilhos com a finalidade de preservar as tradições gaúchas e também de desenvolver a cultura rio-grandense, interligando-se e valorizando no contexto da cultura brasileira. 

Entusiasmados com a ideia procuraram a Liga de Defesa Nacional e contataram o Major Darcy Vignolli, responsável pela organização das festividades da “Semana da Pátria”, expressando o desejo do grupo de se associarem aos festejos, propondo a possibilidade da retirada de uma centelha do “Fogo Simbólico da Pátria” para transformá-la em “Chama Crioula”. Nessa oportunidade, Paixão recebeu o convite para montar uma guarda de gaúchos pilchados em honra ao herói farrapo David Canabarro, que seria transladado de Sant’Ana do Livramento para Porto Alegre.

Paixão Côrtes, para atender o honroso convite, reuniu um piquete de oito gaúchos e, no dia 5 de setembro de 1947, prestaram a homenagem a Canabarro. Esse piquete hoje conhecido como o Grupo dos Oito, ou Piquete da Tradição, foi a primeira semente que seria seguida no ano seguinte, na criação do “35” CTG.

Antonio João de Sá Siqueira, Fernando Machado Vieira, João Machado Vieira, Cilço Campos, Ciro Dias da Costa, Orlando Jorge Degrazzia, Cyro Dutra Ferreira e João Carlos Paixão Côrtes, seu líder. Durante o cortejo, o “Grupo dos Oito”, os jovens estudantes, conduziam as bandeiras do Brasil, do Rio Grande e do Colégio Júlio de Castilhos.

Pois foram estes, também, os responsáveis que acenderam a primeira Chama Crioula no dia 7 de setembro de 1947, ou seja, há 79 anos, antes da extinção do Fogo Simbólico da Pátria. 

Paixão Côrtes subiu os degraus da pira e, com um archote improvisado (feito de estopa embebida em querosene em um cabo de vassoura), recolheu a centelha que foi conduzida, a acavalo até o Colégio Júlio de Castilhos aonde aconteceu a primeira Ronda Crioula, início de tudo o que vemos hoje em matéria de comemorações farroupilhas.

Isto é história. O resto, como acendimento da Chama quase um mês antes, é estoria.  



Flagrante da retirada da chama em 1948



Segundo Hélio Ferreira, filho de Cyro Dutra Ferreira, a retirada da Centelha em 1947, não teve registros fotográficos, já em 1948 a imprensa se fez presente para registrar o acendimento a zero hora do dia 8 de setembro pelo Patrão do 35 CTG.




 


INDEPENDÊNCIA


Independência ou Morte, do pintor paraibano Pedro Américo
(óleo sobre tela - 1888)

Uma das palavras que acho mais lindas e representativas do dicionário da língua portuguesa é "independência".

Existe algo melhor do que uma Pessoa, um Estado, uma Nação ser independente? Não ser atrelado a favores na doença, nas finanças, na liberdade de ir e vir? Creio que não. 

Pois hoje, 7 de setembro, comemoramos nossa independência de Portugal, ou seja, deixamos de ser uma colônia lusitana (isso após terem nos levado quase todas as riquezas que vão de madeira a diamantes). 

Isso tudo devemos ao Imperador Napoleão Bonaparte que fez com que Dom João VI deixasse as pressas seu reinado e viesse se refugiar em nosso Brasil. Graças a isso também tivemos o melhor mandatário que pisaram em nosso solo pátrio em todos os tempos - Dom Pedro II. 

E o ato simbólico de separação de Portugal e Algarve coube a Dom Pedro de Alcantara justamente neste dia e mês, no ano de 1822. 

O ato tem como marco o grito da "independência ou morte" proclamado as margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, mas o processo não foi simples e envolveu disputas políticas, militares e diplomáticas entre grupos favoráveis a manutenção do vínculo com a Pátria Mãe e defensores da autonomia brasileira que culminou com a formação do Império do Brasil. Tais negociações se estenderam até o reconhecimento formal da independência em 1825.

Uma pena que nossa nação tão linda e generosa seja um antro de corruptos que só pensam em si. 

De toda a forma, e na esperança de um dia termos reais motivos para festejar nossa independência, desejamos a todos um bom 7 de setembro.