A VOCÊ, MULHER.
Hoje é o Dia Internacional da Mulher. A todas as "prendas" deste universo, a nossa reverência e o nosso respeito. A mulher sofreu, foi injustiçada, esperou, lutou e venceu. Em todos os postos, nos dias de hoje, vemos mulheres ocupando seu espaço com dignidade. Sem precisar de auxílio que não fosse seu próprio esforço, tornou-se independente e competitiva dando um ar de transparência e impelindo competência nas áreas em que atua.
Todo esse brilhantismo, essa insubmissão, vem resultando em atos de covardia por parte de muitos homens que não aceitam tal brilhantismo e a liberdade de pensar e de agir das mulheres no mundo de hoje. É o chamado feminicídio, uma praga que vem crescendo assustadoramente. Isso tem que acabar.
E a vocês, mulheres gaúchas, patroas, heroínas, incansáveis, a nossa eterna gratidão. Anas Terras, Bibianas, Caetanas, Anahys, Cabos Tocos, índias, bugras, negras, gringas, alemãs, etnias de coragem que forjaram nosso Estado com mãos protetoras mas rígidas, carinhosas mas calejadas, a nossa admiração e o nosso reconhecimento.
MULHER GAÚCHA
Com olhos profundos que cruzam neblinas,
sorriso sereno, em tons de carmim,
és luz deste solo onde tudo germina
e os lençóis de geada branqueiam o capim.
Teu jeito é herança da raça tropeira,
nas fontes mais claras matastes a sede,
e sempre honrando tua gente altaneira
que vive em retratos nas velhas paredes.
Tu viu das janelas as voltas da terra
e viu os teus filhos que bateram asas...
E quando teu homem partia pra guerra
tu foste um esteio cuidando das casas.
E hoje vivendo num mundo moderno
além do seu rancho, além da ilusão,
se vai pro trabalho, verão ou inverno,
é mais que um esteio, é o próprio galpão.
És mãe, poetisa, doutora, campeira,
esperança de um tempo zebruno e rançoso.
Mulher do meu pago, formosa e trigueira,
flores que se abrem num chão pedregoso.
Mulheres gaúchas, tão belas, tão vivas,
a vossa existência motiva meus versos!
O velho Rio Grande é a querência nativa
das prendas que encantam o nosso universo.
Poesia: Léo Ribeiro
Com olhos profundos que cruzam neblinas,
sorriso sereno, em tons de carmim,
és luz deste solo onde tudo germina
e os lençóis de geada branqueiam o capim.
Teu jeito é herança da raça tropeira,
nas fontes mais claras matastes a sede,
e sempre honrando tua gente altaneira
que vive em retratos nas velhas paredes.
Tu viu das janelas as voltas da terra
e viu os teus filhos que bateram asas...
E quando teu homem partia pra guerra
tu foste um esteio cuidando das casas.
E hoje vivendo num mundo moderno
além do seu rancho, além da ilusão,
se vai pro trabalho, verão ou inverno,
é mais que um esteio, é o próprio galpão.
És mãe, poetisa, doutora, campeira,
esperança de um tempo zebruno e rançoso.
Mulher do meu pago, formosa e trigueira,
flores que se abrem num chão pedregoso.
Mulheres gaúchas, tão belas, tão vivas,
a vossa existência motiva meus versos!
O velho Rio Grande é a querência nativa
das prendas que encantam o nosso universo.
Poesia: Léo Ribeiro
Foto: Site Inema
