RETRATO DA SEMANA


Obra de Tadeu Martins

domingo, 11 de janeiro de 2026

 

NOSSA MÚSICA GALPONEIRA RESPIRA

(POR APARELHOS)


Gravura: Léo Ribeiro 

Além do nativismo, que não apresenta grandes novidades apesar das dezenas de festivais, a música galponeira respira por aparelhos.

Nos tempos atuais pouco importa se tua letra tem mensagem, se a música é bem executada, se o intérprete tem potencial. Basta bater forte o pé no chão, mostrar uma autenticidade duvidosa e achar alguém que leve tuas “criações” para as redes sociais que tu vira artista.

Nossa música galponeira de fundamento está desaparecendo e poucos se importam com isso. O que vemos hoje são grupos fandangueiros reproduzindo nos bailes que foi feito a décadas atrás.

Justamente por essas e outras, meio as pressas devido a exiguidade do tempo, no apagar das luzes de 2025, resolvi aceitar o convite do produtor cultural Jeandro Garcia e dar uma mão no festival Aldeia da Canção Gaúcha promovido pelo CTG Aldeia dos Anjos, de Gravataí, que tinha esse propósito, ou seja, o resgate e a valorização da música que fugisse da morosidade das milongas.  

O chamado foi um sucesso, haja visto que a composição vencedora, um chamamé, recebeu, através do avaliador Paulo Mendonça, grandes elogios de nada mais nada menos do que Antonio Tarragó Ros, uma legenda argentina.

Mas isto é uma gota de água num oceano que, antigante, já inundou nossos Centros de Tradições.      .