NOSSA
MÚSICA GALPONEIRA RESPIRA
(POR
APARELHOS)
Além
do nativismo, que não apresenta grandes novidades apesar das dezenas de
festivais, a música galponeira respira por aparelhos.
Nos
tempos atuais pouco importa se tua letra tem mensagem, se a música é bem
executada, se o intérprete tem potencial. Basta bater forte o pé no chão,
mostrar uma autenticidade duvidosa e achar alguém que leve tuas “criações” para
as redes sociais que tu vira artista.
Nossa música galponeira de fundamento está desaparecendo e poucos se importam com isso. O que vemos hoje são grupos fandangueiros reproduzindo nos bailes que foi feito a décadas atrás.
Justamente
por essas e outras, meio as pressas devido a exiguidade do tempo, no apagar das
luzes de 2025, resolvi aceitar o convite do produtor cultural Jeandro Garcia e
dar uma mão no festival Aldeia da Canção Gaúcha promovido pelo CTG Aldeia dos
Anjos, de Gravataí, que tinha esse propósito, ou seja, o resgate e a
valorização da música que fugisse da morosidade das milongas.
O
chamado foi um sucesso, haja visto que a composição vencedora, um chamamé, recebeu,
através do avaliador Paulo Mendonça, grandes elogios de nada mais nada menos do
que Antonio Tarragó Ros, uma legenda argentina.
Mas
isto é uma gota de água num oceano que, antigante, já inundou nossos Centros de
Tradições. .
