RETRATO DA SEMANA


Para quem começou este blog há 16 anos atrás com 40, 50, acessos diários, terminar o mês de junho com 99.429 acessos (somente no dia 01 já tivemos 10.040 visitas) só aumenta nossa responsabilidade. Continuamos peleando apenas pelo prazer de ser mais um guardião da cultura regional gaúcha.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

MEIO SÉCULO DE CALIFÓRNIA

 

A Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana, precursora a ícone dos festivais nativista do Estado, completa cinquenta anos. Neste meio século de existência, entre glórias e tropeços (como qualquer entidade que envolva nosso lado emocional), encontra-se incólume como um moirão de angico plantado num chapadão de rodeio. Cheio de lascas pelas dentadas de potrancas, mas firme, altivo e sereno. 

As luzes da ribalta de seu palco foram testemunhas da importância deste evento pioneiro que acrescentou uma nova visão a nossa musicalidade regional. O movimento nativista, ali, dava seus primeiros passos. A "Califa", como é carinhosamente chamada, foi vertente de verdadeiros clássicos musicais que se tornaram inesquecíveis e projetou ao panteão dos ídolos nomes como o do uruguaianense César Passarinho, talvez o maior intérprete neste segmento. 

Passados estes anos que resultariam em belos registros literários, enfrentando com lucidez e responsabilidade a pandemia que levou ao cancelamento de diversos eventos similares, a Califórnia continua sendo a "menina dos olhos" de todo artista rio-grandense. Graças a Produtora Vozes do Sul e sua competente equipe, ao CTG Sinuelo do Pago, e de tantos outros que colaboraram para mais esta edição, o principal elemento de um festival desta importância foi resgatado, ou seja, a credibilidade.

Nesta semana nosso blog entrevistou o artista plástico Mauro Vila Real que, pelo segundo ano consecutivo, confeccionou o belo cartaz da Califórnia. Segundo as palavras do autor sua arte ilustra o que o festival traduz nestes cinquenta anos, isto é, uma passagem de bastão de pai para filho.



Coincidindo com a representatividade do cartaz, dentre as 853 concorrentes que passaram pela triagem neste fim de semana, um pai e um filho estarão entre as 24 composições selecionadas que subirão ao palco nos dias 17, 18 e 19 de dezembro na bela e legendária cidade de Uruguaiana. Rodrigo Bauer e Matheus Marchezan Bauer, poetas de São Borja, "disputarão" a ambicionada Calhandra de Ouro.

Sucesso a esta 43ª edição e longa vida a nossa querida "Califa".