OS DEZ MANDAMENTOS DO POETA
Hoje, 20 de outubro, se comemora extraoficialmente no Brasil o Dia do Poeta. Tal data foi escolhida em homenagem ao surgimento do Movimento Poético Nacional, em 20 de outubro de 1976, na casa do escritor Paulo Menotti Del Picchia, em São Paulo.
Não me considero um poeta. Sou um fazedor de versos. Poeta, para mim, dentro da seara gauchesca, foram um Aureliano de Figueiredo Pinto, Um Apparício Silva Rillo, um Jayme Caetano Braun.
Neste sentido, certa feita, escrevi um texto sobre o assunto que intitulei Os Dez Mandamentos do Poeta, os quais repasso aos leitores deste blog:
1 - Jamais se autoproclame "poeta". Este adjetivo tem que partir de quem aprecia teus versos.
2 - Fuja do lugar comum na escolha dos temas. Escrever o que já foi escrito dezenas se vezes é uma mensagem requentada.
3 - Use vocabulário adequado ao tema proposto. Palavras mirabolantes numa temática simples não combinam.
4 - Se a poesia for metrificada, não extrapole ou encurte os versos. Conte o tempo como se fosse musicar.
5 - Se a poesia for rimada procure palavras que realmente combinem. Não force a rima tipo "grande" com "sangue".
6 - Se o poema for de rima branca não transforme poesia em prosa.
7 - Fuja das rimas pobres e banalizadas como: lucho/gaúcho; grande/expande; sul/azul... a riqueza de vocabulário caracteriza os grande poetas.
8 - Em concursos de poesias procure temas abrangentes evitando cantigas particulares como homenagens a familiares.
9 - Não escreva de modo industrial, como se estivesse cumprindo metas. Se a inspiração não veio, espere o momento certo.
10 - Não busque na Inteligência Artificial auxílio para seus escritos. Não falsifique seus sentimento.
Por: Léo Ribeiro de Souza
