O GÊNERO MUSICAL BUGIO
Parte III
PATRIMÔNIO IMATERIAL DO RS
Há um longo tempo São Francisco de Paula e São Francisco de Assis, municípios que sempre reivindicaram a "paternidade" do compasso sincopado, se uniram num trabalho laborioso e complexo para tornar o ritmo reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Rio Grande do Sul.
Com o teatro Olga Reverbel, multipalco do Theatro São Pedro, em Porto Alegre, completamente abarrotado, o Gênero Bugio foi, enfim, oficializado.
O ato solene ocorreu no dia 12 de agosto de 2025 e o registro foi formalizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE e Brasil de Fato).
No retrato acima com parte da
comitiva serrana estão presentes, além de outras autoridades, o Prefeito de São
"Chico" de Paula, Thiago Teixeira, o Secretário de Cultura do Estado
Eduardo Loureiro, Paulo Bertussi e Gilnei Bertussi, filhos de Honeyde e Adelar
Bertussi que gravaram, em 1956, o primeiro bugio Casamento da Doralícia. O
município missioneiro também se fez representar por seu prefeito Rubemar
Paulinho Salbego e um grande número de assisenses.
Um momento de grande
emoção e alegria foi quando os dois grupos musicais representantes de cada
cidade tocaram, unidos e com grande entusiasmo, a composição O Bugio é Gaúcho (letra abaixo), composta especialmente para o momento por mim (Léo Ribeiro de Souza) e pelo compositor assisense Paulo Ricardo Costa.
O BUGIO É GAÚCHO
O bugio é gaúcho, serrano
e missioneiro,
trancão galponeiro de
cerne e raiz
brotou na cordeona, a luz
do candeeiro,
no estilo campeiro do Sul
do País.
É marca terrunha que a
sala balança
no toque, na dança, dos
bem fandangueiros.
Não importa a origem de
onde saiu
por que o bugio é do Rio
Grande inteiro.
Refrão:
São Chico de Paula, São
Chico de Assis
que ideia feliz fazer
união
seremos mais fortes assim
deste jeito
o trato está feito nós
somos irmãos.
O tempo não apaga a
história bonita
oral ou escrita deixada
nos versos.
Aqui no Rio Grande se
planta a semente
e logo na frente se ganha
o universo.
Que fique pra sempre este
belo legado
ecoando nos pagos de um
povo bravio.
Obrigado aos gaiteiros
que noutras andanças
deixaram de herança ao Rio Grande o Bugio.
