RETRATO DA SEMANA


JuanMa Gutiérrez

sábado, 8 de agosto de 2026

 

O GÊNERO MUSICAL BUGIO

Parte III

PATRIMÔNIO IMATERIAL DO RS


Comitiva de São Francisco de Paula presentes no ato solene

Há um longo tempo São Francisco de Paula e São Francisco de Assis, municípios que sempre reivindicaram a "paternidade" do compasso sincopado, se uniram num trabalho laborioso e complexo para tornar o ritmo reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Rio Grande do Sul. 

Com o teatro Olga Reverbel, multipalco do Theatro São Pedro, em Porto Alegre, completamente abarrotado, o Gênero Bugio foi, enfim, oficializado.

O ato solene ocorreu no dia 12 de agosto de 2025 e o registro foi formalizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE e Brasil de Fato).

No retrato acima com parte da comitiva serrana estão presentes, além de outras autoridades, o Prefeito de São "Chico" de Paula, Thiago Teixeira, o Secretário de Cultura do Estado Eduardo Loureiro, Paulo Bertussi e Gilnei Bertussi, filhos de Honeyde e Adelar Bertussi que gravaram, em 1956, o primeiro bugio Casamento da Doralícia. O município missioneiro também se fez representar por seu prefeito Rubemar Paulinho Salbego e um grande número de assisenses.

Um momento de grande emoção e alegria foi quando os dois grupos musicais representantes de cada cidade tocaram, unidos e com grande entusiasmo, a composição O Bugio é Gaúcho (letra abaixo), composta especialmente para o momento por mim (Léo Ribeiro de Souza) e pelo compositor assisense Paulo Ricardo Costa. 


O BUGIO É GAÚCHO


O bugio é gaúcho, serrano e missioneiro,

trancão galponeiro de cerne e raiz

brotou na cordeona, a luz do candeeiro,

no estilo campeiro do Sul do País.


É marca terrunha que a sala balança

no toque, na dança, dos bem fandangueiros.

Não importa a origem de onde saiu

por que o bugio é do Rio Grande inteiro.


Refrão:

São Chico de Paula, São Chico de Assis

que ideia feliz fazer união

seremos mais fortes assim deste jeito

o trato está feito nós somos irmãos.


O tempo não apaga a história bonita

oral ou escrita deixada nos versos.

Aqui no Rio Grande se planta a semente

e logo na frente se ganha o universo.


Que fique pra sempre este belo legado

ecoando nos pagos de um povo  bravio.

Obrigado aos gaiteiros que noutras andanças

deixaram de herança ao Rio Grande o Bugio.