DOIS GAROTOS
Um caso inédito na
musicalidade gauchesca. No sábado, dia 14, duas bandas apareceram para tocar o
mesmo show em um rodeio em Joinville (SC). Nada de anormal visto que é comum dois
conjuntos animarem o mesmo evento na sequência a não ser pelo fato de que os
dois grupos tem o mesmo nome e um não sabia da presença do outro. Tal fato
necessitou da intervenção policial.
Entenda o caso.
A família do Airton
Machado (falecido em 2021) fundador do tradicional Garotos de Ouro, grupo de
Cruz Alta que revolucionou os bailes gaúchos com uma música mais alegre e
despojada está em uma disputa judicial com um ex-representante comercial do
grupo.
A família Machado
detêm o registro oficial da marca no INPI possuindo uma decisão judicial que as
autoriza a utilizar o nome e cumprir a agenda de shows com uma formação
liderada pelo vocalista Kauê Moraes.
O ex-representante
atuava na captação de recursos e passou a gerir uma formação paralela, alegando
ter direitos sobre a gestão da banda.
Em decisão judicial foi
revogado os benefícios do representante proibindo-o de usar o nome, marcas ou
redes sociais da banda, sob pena de multa diária de R$ 8 mil. O juiz entendeu
que houve "abuso de direito" ao tentar assumir o controle total da
marca.
Mesmo com a decisão, a
segunda formação tentou se apresentar em Joinville, o que gerou o boletim de
ocorrência. Após a verificação dos documentos pela PM, a banda da família
Machado subiu ao palco para um público de 5 mil pessoas.
O caso segue em
tramitação na comarca de Cruz Alta. A marca Garotos de Ouro, com mais de 50
anos de história, é um patrimônio da nossa cultura, e a comunidade aguarda que
a justiça traga a clareza definitiva para os fãs e contratantes.
