RETRATO DA SEMANA


Tronco Missioneiro Pedro Ortaça

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

 


ORIGEM DO CARNAVAL



Embora antigo, como demonstra esta fotografia de um desfile,
o carnaval no Rio Grande do Sul, por algum motivo,
nunca equiparou-se ao restante do país.  


Mistura de ritmos, cores e costumes, o Carnaval se consolidou como a maior festa popular do país. Apesar de sua origem na antiguidade europeia, no Brasil a comemoração é uma expressão da cultura afro-brasileira. Mas, afinal, qual a história do Carnaval? 
A origem da festividade remonta da Roma Antiga. Não é fácil decidir sobre o ponto de partida das tradições, que geralmente resultam da transformação de rituais anteriores mas podemos considerar a Lupercália (antiga festa romana), celebrações que ocorreram na Roma Antiga em meados de fevereiro, como o início do Carnaval.
O início da festa no Brasil ocorreu durante o período colonial no século XVI, através do Entrudo. Naquele momento, as autoridades relaxavam a vigilância e permitiam a folia, que reunia homens e mulheres das classes populares, muitos deles escravizados, mas também os libertos e os representantes de camadas médias. A festividade ocorria como forma de compensação para uma sociedade extremamente hierarquizada, rígida e autoritária baseada na escravidão e no patriarcalismo que impunham múltiplas restrições à liberdade.
União de jogos e brincadeiras, o Entrudo marcava o período de introdução da Quaresma. Há que se destacar a importância do cristianismo para a consolidação da tradição carnavalesca. 
Segundo o historiador Gilles Bertrand, o cristianismo desempenhou um papel importante no estabelecimento de um período de Carnaval. Por volta do ano 1000, uma temporalidade cristã começou a se impor, separando estritamente um período de prazeres da carne/do corpo e dias magros de jejum e resguardo do corpo. A época do Carnaval, portanto, flutua, porque se alinha com a festa da Páscoa e da Quaresma, fixada em quarenta dias a partir do século VIII.
Talvez por estarmos mais ao Sul da nação e sofrendo uma forte influência platina (além das culturas alemãs e italianas) o Rio Grande do Sul não se destaca como um Estado carnavalesco se compararmos com outras federações. Antigamente os clubes promoviam grandiosos bailes de carnaval com concursos de fantasias e grandes noitadas. Com a falência destas sociedades nos restam algumas poucas cidades que ainda promovem alguns desfiles de rua.