RETRATO DA SEMANA


Homenagem ao saudoso parceiro Zé Fonseca

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

 


MAIS UMA GRANDE POLÊMICA 


Certificado de cavaleiro kkkk

Não iria manifestar-me sobre esse tema que vem tomando conta das redes sociais focadas no tradicionalismo que é o Curso de Formação de Cavaleiros, ou seja, para você participar de uma cavalgada teria que ter um certificado. É um curso de "apenas" 2 anos.  Pessoalmente acho sem fundamento pois comportamento não se ensina em cursos. Basta colocar regras na cavalgada e quem não as cumprir não participa mais. 

Tal decisão tem origem na 12ª Região Tradicionalista (Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Nova Santa Rita). 

Um organizador de uma das maiores, bem organizadas e mais lindas cavalgadas, a da Costa Doce, Carlos Souza Gonçalves, disse algumas verdades que resolvi compartilhar. 

Curso de Formação de Cavaleiros é mais uma tentativa de engessar as manifestações da Cultura Gaúcha, ou seja, criar amarras artificiais, dando poderes a entidades, que já estão tão poderosas que constrangem através de legislações, Municipais, Estaduais e Federais, que foram buscadas através dos políticos caça votos. Enfim inviabilizam a participação das pessoas de menor poder financeiro, elitizando a CULTURA E AS TRADIÇÕES.

Agora começa uma nova tentativa de amarrar com detalhes de certificação o “andar de a cavalo”, mas é apenas uma ponta do iceberg, um teste para aumentar a “cadeia de faturamento”, pois em seguida vem os instrutores, os palestrantes, e tudo seguido de uma “carteirinha com foto”, a um custo módico, ou seja “pequenas taxas” justificadas como ressarcimento de despesas, e coisa e tal...

Como acima expresso uma opinião critica, me sinto obrigado a tentar contribuir de forma efetiva para melhorar o posicionamento das entidades tradicionalistas “que se colocam como guardiãs da cultura dos gaúchos e suas tradições”: quem sabe seguir o exemplo do CTG Cruzeiro do Sul de Guaíba, onde as crianças do Bairro Colina não acolhidas em suas instalações, recebem instruções de danças, cultura campeira, e as refeições sem qualquer custo, fruto de uma Patronagem obreira, trabalho de equipe. Outro exemplo é a realização de “Oficinas” reunindo os mais experientes da entidade, ou da comunidade, em cada área da cultura campeira, ensinando crianças e adultos que se disponham a aprender, sobre a lida de campo, como tratar e respeitar os animais, as pessoas, a propriedade alheia, na área histórica também dentro de seus quadros, falar da nossa formação como povo habitante deste território, dizer dos por que da nossa geografia e localização, continente Sul Americano, o que moldou a personalidade da nossa gente.

Enfim o que propus é trabalho das comunidades que os CTGs, teoricamente deveriam representar, e acolherem para serem acolhidos.

No meu ponto de vista já temos muitos mestres remunerados, vivendo de legislações cartoriais e gordas taxas, sou do tempo em que havia narrador criado narrando Rodeio, porque era laçador, ou tinha sido eu mesmo cheguei a narrar prova de 21 dias e comentar, hoje teria que ter carteirinha...para participar em uma busca de Chama Crioula, porque os gaúchos passaram a ser reconhecidos pelo tamanho do Lenço, e não pelo proceder de ser respeitador, e homem honesto. Que lastima!!!

Assina: Carlos Souza Gonçalves