O POVO CIGANO
Sempre
tive uma enorme curiosidade sobre o povo cigano, sua cultura e por seu modo
nômade e livre de viver, embora nos tempos atuais estejam mais enraizados em
luxuosos apartamentos.
Neste final de semana teve um grandioso casamento cigano na cidade de farroupilha, o que aguçou minha curiosidade.
Os
ciganos (ou Romanis) são um povo originário do noroeste da Índia, das regiões
de Punjab e Rajastão, com uma diáspora que começou por volta do século XI
devido a conflitos e invasões, migrando pela Ásia Menor, Oriente Médio, Norte
da África e Europa. Estudos linguísticos e genéticos confirmam a Índia como sua
terra natal, de onde se espalharam, formando diversos subgrupos com culturas e
costumes variados ao longo do tempo, mas sempre enfrentando perseguição e
preconceito.
Ao
longo das migrações, os grupos se misturaram com outras culturas, criando os
diversos subgrupos ciganos (Rom, Sinti, Calon, etc.) com suas particularidades.
A
história cigana, por ser predominantemente ágrafa (sem escrita), é complexa e
muitas vezes baseada em lendas e relatos externos.
O
termo "cigano" pode ter vindo de uma crença equivocada de que vieram
do Egito, sendo chamados de "egípcios" (Egyptian).
Os ciganos são uma das maiores minorias na Europa e no mundo, com uma rica cultura de música, dança e tradições, mas enfrentam discriminação e dificuldades de integração, especialmente no acesso à documentação e direitos.
O
CASAMENTO CIGANO EM FARROUPILHA
Aconteceu
neste fim de semana mais um casamento cigano, desta feita na cidade de
Farroupilha e, como sempre, rodeado de muita festa com danças e gastronomia
abundante.
De
acordo com o pai da noiva, o custo total do evento foi de aproximadamente R$
400 mil
Diante
da repercussão gerada pelo casamento que reuniu cerca de 1,5 mil pessoas, o pai
da noiva, Glademir Jorge Júnior, esclareceu sobre os custos da celebração.
Segundo
ele, boatos divulgados informalmente apontavam valores que chegariam à casa dos
milhões, o que, conforme Glademir, não corresponde à realidade. De acordo com o
pai da noiva, o custo total do evento foi de aproximadamente R$ 400 mil.
Glademir
explicou que, dentro da cultura cigana, o funcionamento é coletivo.
Tradicionalmente, os pais dos noivos organizam a festa, mas os custos são
compartilhados entre as famílias da comunidade. Após o almoço do casamento, é
realizado o chamado “dote”, uma doação feita pelas famílias convidadas para
auxiliar nas despesas.
“No
nosso costume, cada família contribui com um valor. Tivemos cerca de 300
famílias participando, com doações em torno de mil reais cada, o que totalizou
aproximadamente R$ 300 mil. O restante foi arcado pelo pai do noivo”, explicou.
Ele
também comentou sobre números que chamaram atenção, como o consumo de alimentos
e bebidas durante a festa, reforçando que tudo foi custeado de forma coletiva.
Conforme relatado, foram consumidos cerca de 4 mil litros de chope e 800 quilos
de carne ao longo da celebração.
Ao
final, Glademir ressaltou que o esclarecimento tinha como objetivo evitar
desinformação e reforçar o respeito à cultura cigana. Ele destacou ainda que a
boa recepção na cidade deve motivar a realização de novos eventos do gênero em
Farroupilha.
