O LADO RUIM
DO CAROÇO DA MAÇÃ
Na postagem de ontem tocamos na prosa do lado certo ou lado errado das coisas (sem esquecer que a razão tem dois lados).
Pois hoje me reporto a um tema parecido.
Estava eu, aqui na varanda da praia, comendo uma maçã quando decidi reparti-la com os passarinhos e atirei o caroço na rua. O tal caroço bateu na cerca e caiu dentro do pátio.
Duas coisas retirei deste ato.
A primeira é que minha intenção de atirar o caroço na rua (mesmo que seja das melhores) deve ser reprovada pois estaria sujando um lugar público.
Mas a pior conclusão foi ver que não tive forças nem para jogar um caroço fora. As juntas do meu braço doeram pra burro.
Amanhã, dia 23 de janeiro, completo 70 voltas da terra ao redor do sol e tenho que conviver com esta realidade: a juventude, a força, a virilidade estão indo embora.
Depois deste fato estava proseando com um amigo que chegou para um mate. Ele foi (e continua sendo) um grande laçador. Aí ele me falou de regras do tiro de laço nos rodeios.
A equipe de veteranos de um piquete é composta por laçadores de 50 a 70 anos e o tamanho da armada diminuiu para 7 metros, ou seja, não existe a obrigatoriedade dos 8 metros normais. Já na equipe de vaqueanos, que vai de 70 em diante, a armada é liberada. Não existe tamanho mínimo.
De tudo isto observei que a idade chega para todos e temos que nos adaptar a este momento da vida.
Uma boa quinta-feira a todos e.... não atirem caroços de maçãs na rua.
