AS "BRIGAS" ARRANJADAS
Ontem um amigo meu, frequentador de rodeios, me perguntou o que eu estava achando da polêmica nas redes sociais entre dois conhecidos laçadores porque um foi convocado para a seleção gaúcha de laço e o outro não. O debate entre os dois, numa disputa de vaidades, era para ver qual o melhor e da provável injustiça da tal convocação.
Sinceramente gosto de ir nos torneios de laço, rodeios, festas campeiras, para rever os amigos, ir nas barracas tomar um mate, uma ceva gelada, ouvir umas cantorias.... o laço não me atrai. Acho uma coisa monótona. É o tipo de esporte que é atrativo para quem o pratica. Prefiro assistir uma prova de rédeas, uma gineteada.
Os laçadores, nos dias de hoje, viraram profissionais e atiram 100 armadas sem errar nenhuma. Me agradava o tempo de se laçar por um troféu. Atualmente se o prêmio é menor que uma camionete muitos nem participam.
Reconheço que os laçadores é que sustentam um rodeio com suas inscrições que, por vezes, chegam ao absurdo de 10 mil reais e da cadeia produtiva que os rodeios provocam mas, como assistente, não consigo ficar meia hora olhando. Me atrai muito mais a parte artística.
Como eu estava por fora do assunto o meu amigo me mandou o vídeo da discussão dos dois laçadores e tirei a minha conclusão.
Vocês já ouviram falar das "brigas" do Teixeirinha e do Gildo de Freitas? Pois é. Tudo para vender discos. Eram grandes amigos.
É isso aí. Uma bela jogada de marketing. E tem gente que dá palco para isso.
