"TEU PRESTÍGIO É PROPORCIONAL A TUA CONDUTA"

Léo Ribeiro


RETRATO DA SEMANA

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AS CARPIDEIRAS são as mulheres pagas para chorar nos velórios de ricos. Não nutrem nenhum sentimento pelo finado. Nossas redes sociais andam assim. Uma choradeira só de pessoas que não estão "nem aí" para uma análise mais profunda dos fatos.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

 

O AQUARELISTA LUTZENBERGER



José Lutzenberger, pai do homem que com esse mesmo nome se converteria na principal voz do ambientalismo gaúcho e brasileiro, era um alemão que veio ao Brasil na década de 20 do século passado para ser engenheiro e arquiteto. Foi nessa condição que deixou marca em prédios como o Palácio do Comércio, o Clube Caixeiral, o Pão dos Pobres e a Igreja São José, em Porto Alegre, entre vários outros. Mas foi por sua expressividade como aquarelista que se transformou em referência.

O alemão José Franz Seraph Lutzenberger veio ao Brasil após a primeira guerra mundial, depois de ter dado baixa na sua condição de oficial do exército alemão. Em Porto Alegre, utilizava os seus momentos de folga para dedicar-se a uma das suas paixões: pintar. Assim acrescentou à coleção de aquarelas e bicos-de-penas de cenas das cidades alemãs em que servira , as pinturas inspiradas em motivos gaúchos, flagrando detalhes curiosos da vida dos rio-grandenses.

A partir de 1938, em Porto Alegre, dedicou-se à vida acadêmica no então instituto de Belas Artes da UFRGS, como professor de geometria descritiva, perspectivas e sombras. Nascido numa sexta-feira 13, em janeiro de 1882, morreu em agosto de 1951, com 69 anos. Era um homem culto, que desenhava e pintava por prazer, resistindo a ser chamado de artista e fugindo das exposições. A exceção foi a exposição da série de aquarelas sobre o centenário da Revolução Farroupilha, em 1935 – pinturas mostradas em 1985 pelo Museu Universitário  da UFURGS.