RETRATO DA SEMANA


Para quem começou este blog há 16 anos atrás com 40, 50, acessos diários, terminar o mês de junho com 99.429 acessos (somente no dia 01 já tivemos 10.040 visitas) só aumenta nossa responsabilidade. Continuamos peleando apenas pelo prazer de ser mais um guardião da cultura regional gaúcha.

quinta-feira, 23 de junho de 2022

SEM LIMITES

 

Que a maioria dos Centros de Tradições Gaúchas já vinham cambaleando antes da pandemia, é sabido. Após esta praga que assolou o mundo a coisa piorou. O retorno a normalidade tem sido lento e gradual com as patronagens fazendo das tripas o coração para se manter de pé. Contudo, as administrações tradicionalistas tem que procurar caminhos que não arranhem a imagem da entidade. Não é o que está acontecendo com o CTG Fogão Gaúcho, da cidade de Taquara.

O Fogão Gaúcho, erguido com o esforço de gaúchos abnegados em uma região que prepondera a colonização germânica, é o centro tradicionalista mais antigo do interior do Estado. Sua história é estupenda. Entretanto, para sobreviver as intempéries do momento, a patronagem locou sua sede campestre, outrora afastada do centro mas agora rodeada de casas, para a realização de bailes funks. É todo o fim de semana aquele tunk tunk que apelidaram de "bate-estaca". A vizinhança não aguenta mais e, seguidamente, a polícia é acionada. Quando viram as costas tudo recomeça. 

É uma pena pois ao se falar em Fogão Gaúcho os taquarenses não se reportam mais a um passado construído com muito esforço mas sim aos problemas que o CTG vem causando. 

Infelizmente diversas entidades estão nesta sinuca de bico. Os sócios estão inadimplentes porque a sociedade não oferece atrativos e a sociedade não oferece atrativos por que os sócios estão inadimplentes.

E fica a pergunta: É melhor fechar por uns tempos até que tudo se resolva ou seguir adiante mesmo que as custas de baile funk?