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Léo Ribeiro


RETRATO DA SEMANA

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sexta-feira, 20 de maio de 2022

100 ANOS DE LUIZ MENEZES

 



Por: Juarez Fonseca. Jornalista / Crítico Musical

Tive a sorte e a satisfação de conhecer pessoalmente esse artista histórico da música gaúcha. Nas vezes (não muitas) em que nos encontramos, a conversa fluiu ao natural, pois além de eu ser admirador dele desde menino, em muitas coisas pensávamos parecido. Por exemplo, ele também era contra os dogmas tradicionalistas que engessam a cultura gaúcha e hoje mais do que nunca se materializam em um conservadorismo retrógrado e direitista.

Nascido em Quaraí em 20 de maio de 1922, Luiz Menezes não apenas é autor de um clássico como "Piazito Carreteiro" (entre tantas grandes canções) como se tornaria um dos nomes mais populares do rádio, apresentando com Darcy Fagundes o programa Grande Rodeio Coringa, líder de audiência nas noites de domingo. Como compositor e cantor tinham um estilo bem próprio, uma alma de seresteiro, exímio em músicas românticas - coisa rara por estas bandas. "Por que, usando bombachas, eu não poderia cantar a ternura do homem?", perguntou certa vez a um jornalista.

Foi dos primeiros também a apresentar programas gauchescos na televisão. Foi presidente da Ordem dos Músicos do RS. Desempenhou vários cargos públicos. Já maduro, foi secretário da Cultura de Quaraí (1981). Fez muito em sua vida nos microfones e nos palcos. Acima de tudo, foi o primeiro e cantar milonga em português! Um pioneiro. Seu centenário deveria merecer muito mais atenção dos meios culturais e de comunicação do que está tendo.

Luiz Menezes morreu em 12 de outubro de 2005 em sua cidade natal.

No próximo domingo, às 20h, no Theatro São Pedro, será apresentado o show "Cantando Luiz Menezes", com suas músicas interpretadas por Renato Fagundes e grupo de instrumentistas e vocalistas. Também será gravado DVD. Produção de Izabel L'Aryan.