Antigamente nossos
antepassados sabiam do tempo e suas variações bombeando o céu. Época de
plantio, de colheitas, de secas, de enchentes, tudo era previsto ao soprar dos
ventos.
Até uma dor na articulação óssea poderia ser sinal de mangaços de água. Os temporais eram "benzidos", e nos tempos de estio os arreios eram deixados na rua para "não espantar a chuva".
Parece que ainda ouço minha mãe olhar pela janela do rancho e murmurar: "cerração baixa, sol que racha"
O termo meteorologia
foi usado pela primeira vez no século 4 a.C., quando o filósofo grego
Aristóteles (384-322 a.C.) escreveu um tratado chamado Meteorológica. No livro,
o filósofo faz considerações sobre o clima, astronomia e ciências naturais.
Algumas partes do texto são muito avançadas para a época, como o capítulo que
trata da condensação da água.
O também filósofo grego
Teofrasto (372- 287 a.C.), que era discípulo de Aristóteles e herdou todos os
escritos do mestre após a sua morte, escreveu sobre a previsão de chuvas no seu
Livro dos Sinais. Na obra, publicada por volta de 300 a.C., Teofrasto menciona
oito maneiras de prever a chuva, 50 de prever tempestades e sete para o tempo,
com até um ano de antecedência. Claro que ele cometeu erros, mas também houve
muitos acertos.
Hoje tudo mudou. Um
manancial de aparelhagens ligados a satélites nos trazem tais previsões
inclusive no celular.
Deixa-se claro que continuam com muitos erros e acertos.
Pois no dia de hoje, 14 de outubro, comemora-se no Brasil o "Dia do Meteorologista". A data foi escolhida porque foi em 14 de outubro de 1980 que a profissão de meteorologista foi regulamentada no país, pela lei Nº 6.835.