RETRATO DA SEMANA


Para quem começou este blog há 16 anos atrás com 40, 50, acessos diários, terminar o mês de junho com 99.429 acessos (somente no dia 01 já tivemos 10.040 visitas) só aumenta nossa responsabilidade. Continuamos peleando apenas pelo prazer de ser mais um guardião da cultura regional gaúcha.

domingo, 28 de janeiro de 2018

REPONTANDO DATAS / 28 DE JANEIRO


 
Num dia 28 do mês de janeiro, do ano de 1916 morria o médico, político, jornalista e escritor Ramiro Fortes de Barcelos, autor de uma obra-prima em forma de livro intitulada Antônio Chimango, onde satiriza com intensa felicidade a vida do então governador Antônio Augusto Borges de Medeiros. Tal livro já foi transformado em peça de teatro e foi, também, musicado.
 
Ramiro Barcelos, filho de Vicente Loreto de Barcellos e de Joaquina Idalina Pereira Fortes (irmã do Barão de Viamão) nasceu em Cacjoeira do Sul.
 
Exerceu os cargos públicos de ministro plenipotenciário no Uruguai, secretário da fazenda durante a Revolução Federalista, e foi procurador do estado do Rio Grande do Sul no Rio de Janeiro.
 
Além disto foi deputado provincial e senador da república.
 
Colaborou com o jornal A Federação, desde seu primeiro número, no qual escreveu Cartas a d. Izabel, com o peseudônimo de Amaro Juvenal, que continuou sendo utilizado em seus poemas satíricos.
 
Mas o que mais notabilizou literariamente Ramiro Barcellos foi o poemeto campestre já citado acima, hoje considerado uma jóia da literatura gauchesca, elaborado entre 1910 e 1915 em razão da briga com o seu primo Borges de Medeiros.
 
Foi um dos apoiadores da Santa casa de Misericórdia de Porto Alegre e, muito justamente, foi homenageado pelo município de Porto Alegre com a denominação da Rua Ramiro Barcelos.