RETRATO DA SEMANA


No rancho de Jeová / mais um Tronco se aproxima / e o Braun faz uma rima / - Vá se chegando pra cá. / O Noel e o Maicá, / e o próprio Jayme Caetano / já caseriando por anos / nesta querência lindaça / recebem o Pedro Ortaça / pra verseja noutro plano.

sexta-feira, 31 de março de 2017

TAPERA


Por: Chico Ribeiro




Sem porta e sem janelas, da cumeeira,
tirou-lhe o vento há muito o santa-fé;
É o esqueleto - o que sobrou pra história
do velho rancho - é o esqueleto em pé!

A dois passos - a clássica figueira,
com seus poemas de sons, pela ramada,
lembrando alguém, que vive pela glória
de recordar saudades e mais nada...

E o resto! O resto... é morto, não existe,
o próprio chão da grama se ressente.
Nem um palanque se descobre mais...
Apenas a figueira inda resiste:
- Há de ficar... pra transmitir à gente,
do extinto rancho, amigo, os funerais!...