Num dia 17 de julho, do ano de 1865, o general paraguaio Antônio de La Cruz Estigarriba
ocupa, toma e saqueia a cidade de Itaqui na Guerra do Paraguai.
Também num dia 17 do mês de julho, mas no ano de 1983, morria em Porto Alegre o poeta, professor, historiador, conferencista e folclorista Glaucus
Saraiva.
Era filho de Álvaro Saraiva da Fonseca e Luiza Saraiva da Fonseca, o filho mais novo de uma família tradicional gaúcha. Teve 07 (sete) irmãos: Agamenon Saraiva da Fonseca, Demóstenes Saraiva da Fonseca, Marcos Vinicius Saraiva da Fonseca, Petronius Saraiva da Fonseca, Ligia Saraiva da Fonseca, Semíramis Saraiva da Fonseca, Iracema Saraiva da Fonseca. Deixou uma filha: Maria Luiza Saraiva Soares.
Foi sócio fundador da Estância da Poesia Crioula e do 35 CTG, do qual foi o primeiro patrão. Idealizou e tornou realidade o Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore,
órgão vinculado a Secretária de Estado da Cultura, instituído pelo
Decreto n.º 23.613, de 27 de dezembro de 1974, tendo sido seu primeiro
diretor técnico, e o Parque Histórico General Bento Gonçalves da Silva, na Estância do Cristal, em Camaquã, e o Galpão Crioulo do Palácio Piratini, que pelo Decreto Estadual nº 31.204, de 1º de agosto de 1983, passou a chamar-se Galpão Glaucus Saraiva.
Foi professor de folclore do curso de Pós-Graduação da Faculdade de
Música Palestrina, professor no Curso de Extensão Universitária da PUC
(Folclore na Educação) e no SENAC (Culinária Gauchesca e Usos e Costumes
do Sul), e conferencista internacional sobre folclore. Presidiu três
congressos tradicionalistas: em Santa Vitória do Palmar (1973), Pelotas
(1975) e Passo Fundo (1977).
Desenvolveu, também, profunda pesquisa
sobre os brinquedos tradicionais das crianças gaúchas, promovendo
exposições e publicações a este respeito. Formulou a Carta de Princípios do MTG,
o mais importante documento para a fixação da ideologia e dos
compromissos tradicionalistas, aprovada no 8º Congresso Tradicionalista,
em julho de 1961 em Taquara - RS. Autor da nomenclatura simbólica do
tradicionalismo.
Ele publicou ainda os ensaios “Manual do Tradicionalista” e “Catálogo
da Mostra de Folclore Juvenil”. Foi vocalista dos conjuntos “Os
Gaudérios” e “Quitandinha Serenaders” entre 1950 e 1955, além de atuar
na Rádio Farroupilha e Rádio Nacional do Rio de Janeiro, de 1948 a 1955.
Mas sua ligação com a música foi ainda mais profunda: Cigarro de Palha,
Porongo Velho, Tropereada, O Rum é a Gente que Abre, Casa Grande de
Estância (com Luiz Telles), entre outras. Sua poesia mais conhecida é Chimarrão.
