Chegou a hora. Hora de deixar as desavenças de lado e torcer pois, total, mal ou bem, o Brasil é a nossa Pátria. Digo "mal" pois é uma Pátria onde a corrupção é norma, a droga manda, a violência aflora. Digo "bem" pois é um Pais bonito, de um povo bom.
Mas devo confessar que, talvez por tudo isso, ou talvez porque depois de anos percebi que existe vida além do futebol, não estou torcendo com o mesmo entusiasmo de outras copas. Contudo, não chego ao ponto de torcer contra, embora respeitando a opinião de centenas de amigos meus que estão pendendo para as seleções do sul do continente americano.
Mas devo confessar que, talvez por tudo isso, ou talvez porque depois de anos percebi que existe vida além do futebol, não estou torcendo com o mesmo entusiasmo de outras copas. Contudo, não chego ao ponto de torcer contra, embora respeitando a opinião de centenas de amigos meus que estão pendendo para as seleções do sul do continente americano.
Também sou daqueles que pensam que não deveríamos ser sede da copa. Há muita coisa a se fazer antes de mostrarmos esta falsa grandiosidade.
Mas tudo que eu poderia dizer advogando por minha posição contrária a copa (no Brasil) já foi dito.
Que deixamos tudo para a última hora (o que não é novidade em se tratando de brasilidade); que, em sete anos, não deu tempo de "esconder" os mendigos; que não limpamos as pichações que avacalham os monumentos; que a metade das obras prometidas não foram entregues embora se tenha gasto o triplo do que foi orçado inicialmente; que, com copa e tudo, não se conseguiu um simples aparelho para o Salgado Filho onde qualquer neblina cancela voos (a ANAC, numa burocracia irritante, levou três meses para publicar no Diário Oficial a liberação); que os de sempre locupletaram-se a custa do dinheiro público (nosso) chegando ao ponto de dizerem: - Não tem mais o que roubar. Agora, vamos torcer...; que tal dinheiro das obras superfaturadas poderia ser empregado na saúde (o SUS é uma vergonha) ou na segurança pública, ou na educação, ou no transporte; que deveríamos seguir as regras da Dona FIFA e manter 8 sedes, mas a ambição política de uns desmiolados espraiaram para 12 (sedes) gerando estádios que serão verdadeiros elefantes brancos; que devemos parar de fazer piadas de Português pois nossos conterrâneos fazem coisas piores. No Rio Grande do Norte construiram um cais moderníssimo e caro para abrigar grandes navios de turistas estrangeiros esquecendo-se que, em 2007, ergueram uma ponte que não permite a passagem e o consequente atraque de grandes embarcações (não é piada); que.... é melhor parar.
Sou contra, da mesma forma, os políticos oportunistas que estão torcendo para que tudo dê errado visando mais o próprio umbigo do que a alegria de uma nação.
Não é momento de greves, de vandalismo, de grosserias com os turistas. O que está feito, está feito. A manifestação dos descontentes deve ser mostrada com civilidade em outubro, na boca da urna.
Que deixamos tudo para a última hora (o que não é novidade em se tratando de brasilidade); que, em sete anos, não deu tempo de "esconder" os mendigos; que não limpamos as pichações que avacalham os monumentos; que a metade das obras prometidas não foram entregues embora se tenha gasto o triplo do que foi orçado inicialmente; que, com copa e tudo, não se conseguiu um simples aparelho para o Salgado Filho onde qualquer neblina cancela voos (a ANAC, numa burocracia irritante, levou três meses para publicar no Diário Oficial a liberação); que os de sempre locupletaram-se a custa do dinheiro público (nosso) chegando ao ponto de dizerem: - Não tem mais o que roubar. Agora, vamos torcer...; que tal dinheiro das obras superfaturadas poderia ser empregado na saúde (o SUS é uma vergonha) ou na segurança pública, ou na educação, ou no transporte; que deveríamos seguir as regras da Dona FIFA e manter 8 sedes, mas a ambição política de uns desmiolados espraiaram para 12 (sedes) gerando estádios que serão verdadeiros elefantes brancos; que devemos parar de fazer piadas de Português pois nossos conterrâneos fazem coisas piores. No Rio Grande do Norte construiram um cais moderníssimo e caro para abrigar grandes navios de turistas estrangeiros esquecendo-se que, em 2007, ergueram uma ponte que não permite a passagem e o consequente atraque de grandes embarcações (não é piada); que.... é melhor parar.
Sou contra, da mesma forma, os políticos oportunistas que estão torcendo para que tudo dê errado visando mais o próprio umbigo do que a alegria de uma nação.
Não é momento de greves, de vandalismo, de grosserias com os turistas. O que está feito, está feito. A manifestação dos descontentes deve ser mostrada com civilidade em outubro, na boca da urna.
Agora, chegou a hora. Hora de torcer para que não passemos vergonha e, principalmente, por Felipão.
Boa Sorte, Brasil (e se não der Brasil, que tenham sucesso os nossos hermanos charruas - uruguaios)!
