Um dia mateando na porta do rancho
bombeei um carancho riscando o azul.
Por coisas da vida tirei as esporas
e fui mundo a fora buscar o meu sul.
Depois da cancela, além da saudade,
pra falar a verdade, me faltou de tudo:
Um sorriso franco, uma mão estendida
uma prosa de lida, um mate fachudo.
Não há o que pague a paz do galpão,
o cheiro do chão e o sorriso da prenda,
o trote do pingo e o pala abanando
e, de vez em quando, um pulo na venda...
(Léo Ribeiro de Souza / Zezinho G Floreio)
Foto: Regina Claudia Mazzochin