Hoje, dando uma campereada pelo blog, fui ver o que havia postado há exatamente um ano atrás, ou seja, no dia 18 de outubro de 2012. Foi uma brincadeira sob o título:
MINHA "MENSAGEM SUBLIMINAR"
Os leitores de nosso blog são pessoas cultas e inteligentes.
Na verdade, as mais inteligentes desta velha Província de São Pedro. Contudo, para chegar onde eu quero, vou reforçar o que
seja uma “mensagem subliminar”, isto é, aquilo que está nas entrelinhas, nas
simbologias, na pintura de um quadro... O escritor norte-americano Dan Brow,
autor de clássicos como Fortaleza Digital, Código da Vinci, Anjos e Demônios, e
outros, se notabilizou por seus ambigramas, anagramas e... mensagens
subliminares.
Pois, pela primeira vez em quase três mil postagens deste
blog, vou utilizar uma chapa (foto, retrato, imagem, flagrante..), com uma
mensagem subliminar.
Quem conhece um pouco o povo gaúcho sabe de sua dualidade,
ou seja, é gremista ou é colorado, é situação ou é oposição, é chimango ou é
maragato.
Pois Bueno. A Revolução de 1923 foi um movimento armado
ocorrido durante onze meses no Rio Grande do Sul, em que lutaram, de um lado,
os partidários de Borges de Medeiros (borgistas ou Ximangos, que tinham como
distintivo ou característica o lenço ao pescoço na cor branca) e, de outro, os
aliados de Joaquim Francisco de Assis Brasil (assisistas ou maragatos que
tinham como distinção, distintivo ou característica o lenço ao pescoço na cor
vermelha).
Até os dias de hoje, acreditem, os Chimangos ou Maragatos
tem influência na sociedade gaúcha, principalmente nos meios tradicionalistas.
Conheço famílias inteiras que jamais colocaram um lenço vermelho no pescoço e
vice-versa.
Já contei aqui, dezenas de vezes, sobre o velório do grande
pajador Jayme Caetano Braun, no Palácio do Governo Gaúcho, onde dois velhos
conhecidos do mundo tradicionalista quase chegaram as vias de fato sobre qual
lenço acompanhar o corpo do saudoso poeta. Por bem, a viúva intercedeu e
colocou os dois, branco e vermelho, entre os dedos do finado.
Quem me conhece, também sabe que não sou de ficar sobre o
muro em assunto nenhum. Não escondo que sou gremista, “fui” do MDB (agora a
política partidária está uma salada de mondongo e ninguém visa mais o bem
coletivo, pois vale mais o interesse particular e, sendo assim, pulei fora) e,
em relação a ser borgista (Chimango) ou assisista (Maragato) eu sou... Bem! Aí
é que entra minha foto abaixo com a “Mensagem Subliminar”.
Podem pedir ajuda aos universitários, ao compadre Google,
aos meus parentes mais chegados, e ninguém jamais descobrirá, a não ser que eu
conte (e não faço isto nem maneado) qual a minha cor partidária oriunda da
revolução de 1923.