Igor Cardoso, o Papa-Prêmios na gaita, largou tudo.
Tenho uma teoria comigo de que os dezesseis anos de idade é o limite, o fio da navalha, a encruzilhada, para que os "meninos prodígios", a piazada e as prendinhas em geral, sigam em sua arte dentro do tradicionalismo.
São inúmeros os casos que conheço de gente com futuro enorme no cenário cultural do Estado que, por volta desta idade, largam tudo para seguir novos rumos
Não sei bem porque. Talvez seja por esta passagem da adolescência para a juventude. Novos amigos e amigas, namoradas, namorados, baladas, esporte, mas a verdade é que, quem prometia ser um grande sapateador, dançarina, gaiteiro, declamadora, laçador, enfim, cultores da tradição, enveredam por novas paragens.
Claro que existem as exceções mas a regra é esta.
Também é verdade que passado os trinta e cinco anos, devido ao casamento, aos filhos (que puxam os pais para o CTG), há um retorno deste pessoal.
Minha avó dizia que, quem cruza o mês de agosto, chega tranquilo a dezembro. Eu digo que, quem cruza os dezesseis anos e não se afasta da lida gaudéria, será um grande personagem no mundo cultural rio-grandense.