RETRATO DA SEMANA


SALVE OS 400 ANOS DAS MISSÕES GUARANIS/JESUÍTICAS

terça-feira, 21 de abril de 2026

 


HOJE A NOITE TEM

OS COMPADRES




Estreia na capital num show especial no Teatro Olga Reverbel, Multipalco Eva Sopher, em Porto Alegre, o espetáculo Os Compadres, - Raizes Brasileiras, com Analise Severo, Jean Kirchoff, Arison Martins e Emerson Martins apresentando formato e repertório únicos enraizado numa parceria de mais de 25 anos.  

O evento faz parte do projeto Nativismo em Cena, uma promoção do IEM (Instituto Estadual da Música) através da Secretaria da Cultura nas Terças Nativistas. 

A entrada é franca.  


 

REPONTANDO DATAS - 21 DE ABRIL


VOCÊ SABIA QUE TIRADENTES FOI TROPEIRO?



“Tiradentes” era o apelido atribuído a Joaquim José da Silva Xavier, que ficou famoso por ser um dos líderes da Inconfidência Mineira e por ter sido o único, entre os inconfidentes, a receber a pena capital, isto é, a pena de morte, pela forca.
Nascido em 12 de novembro de 1746, na então Capitania de Minas Gerais, durante o Brasil Colonial, Joaquim José desempenhou várias profissões. Entre elas, estava a de dentista amador, por isso foi apelidado como Tiradentes. Além de dentista, Tiradentes também tentou a sorte como tropeiro, minerador e mascate, mas fracassou em todas. A única profissão que lhe rendeu estabilidade foi a de alferes – patente abaixo de tenente – da cavalaria de Dragões Reais de Minas, a força militar atuante naquela capitania e subordinada à Coroa Portuguesa.

Tiradentes, apesar de não ser um intelectual, interessava-se por escritos políticos, como as leis constitucionais dos Estados Unidos, país que havia conquistado a sua independência em 1776, quando o alferes tinha 30 anos de idade. Os interesses políticos de Joaquim José da Silva Xavier aos poucos foram se divergindo dos interesses de outros habitantes de Vila Rica, que era o centro da atividade mineradora do Brasil na época. Intelectuais como Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga, ambos poetas e conhecedores das ideias filosóficas do Iluminismo Francês, foram algumas das personalidades importantes com as quais Tiradentes se juntou com o objetivo de retirar do poder o então Governador da Capitania de Minas Gerais, nomeado pela Coroa Portuguesa, Visconde de Barbacena.

Mas qual era o motivo para tal revolta?

O motivo principal que animava Tiradentes e os outros envolvidos na Inconfidência a se levantarem contra o governo de Visconde de Barbacena e o Império Português era a constante retirada das riquezas da região por meio de impostos excessivos. Do ouro produzido na Capitania de Minas de Gerais, a Coroa Portuguesa cobrava o chamado quinto, isto é, o equivalente a cerca de 20% do total extraído. Ocorreu que, a partir da década de 1760, a extração de ouro regrediu consideravelmente, mas não o valor do imposto. A taxa do quinto continuou a ser exigida dos mineradores locais, e o governador Barbacena, para fazer valer a lei, chegava até a impor agressões físicas.

O problema agravou-se mais ainda quando, para reverter a margem defasada dos quintos recolhidos, a Coroa Portuguesa autorizou a implementação da chamada derrama. A derrama obrigava os mineradores a cobrirem com suas posses, isto é, tudo aquilo que lhes pertencia como objeto de valor, o que faltava na quantia do quinto. Isso significava que o rombo provocado no pagamento do imposto à Coroa, resultante do declínio da mineração, acabou tendo que ser pago com outras formas de obtenção de dinheiro, como pedágios cobrados sobre o uso das estradas, escravos etc. Todos eram forçados a pagar a derrama.

A conspiração dos inconfidentes começou a ser preparada em 1788 para que as ações passassem a se realizar no ano seguinte. Tiradentes, por sua personalidade agitada, ficou conhecido como o mais radical dos inconfidentes, como diz o pesquisador Lucas Figueiredo, em seu livro Boa Ventura! A corrida do ouro no Brasil (1697-1810):

Um radical entre moderados, um franco entre dissimulados, ele defendia – publicamente e em qualquer lugar (de bordéis a residências de ricos mercadores) – uma revolução que tornasse Minas Gerais independente de Portugal. ''Era pena'', dizia o alferes, ''que uns países tão ricos como estes [as Minas Gerais] estivessem reduzidos à maior miséria, só porque a Europa, como esponja, lhe estivesse chupando toda a substância''.

Tiradentes chegou a tramar a morte de Visconde de Barbacena, e isso só não foi concretizado porque Barbacena, por meio da confissão de um dos inconfidentes, José Silvério dos Reis, desmantelou a trama e prendeu todos os envolvidos.

Presos, muitos dos inconfidentes, temendo severas punições, não confessaram seus crimes. O único a fazê-lo foi Tiradentes, que, por isso mesmo, recebeu a pena mais dura, em um processo transcorrido na cidade do Rio de Janeiro, que só teve fim em 21 de abril de 1792. Tiradentes foi enforcado, decapitado e esquartejado. Para que os súditos da Coroa nunca se esquecessem da lição, a cabeça de Tiradentes foi encravada num estaca e exposta em praça pública em Vila Rica, e seus membros, espalhados pela estrada que levava ao Rio de Janeiro.

Vale notar que, tanto no período imperial quanto no período republicano, a imagem de Tiradentes passou a ser tomada como um ícone da liberdade e da independência do Brasil, como um herói da nação. Essa imagem foi constantemente reforçada por pinturas e monumentos (como a instalação do primeiro monumento dedicado a ele na cidade de Ouro Preto, em 1867). No ano de 1965, já na primeira fase do Regime Militar no Brasil, o marechal Castelo Branco, então presidente da República, contribuiu para o reforço dessa imagem de Tiradentes, sancionando a Lei Nº 4. 897, de 9 de dezembro, que instituía o dia 21 de abril como feriado nacional e Tiradentes como, oficialmente, Patrono da Nação Brasileira.

 



segunda-feira, 20 de abril de 2026

 


Não digo tudo o que penso
nem mesmo pro meu contrário.
Por ser homem de bom senso
falo só o necessário.


Uma boa semana a todos



 


 

VENCEDORES DO 37º ENTREVERO DE PEÕES


Reforçando o título de capital gaúcha dos eventos tradicionalistas, Santa Maria sediou pelo segundo ano consecutivo o Entrevero Cultural de Peões do Rio Grande do Sul. A 37ª edição ocorreu entre 16 e 18 de abril. Os vencedores foram anunciados na madrugada deste domingo (19), e o 1º Peão Farroupilha do Rio Grande do Sul é Lucas Gabriel Pedroso Tatsch, do CTG Os Gaudérios, representando a 5ª Região Tradicionalista (RT).

Já o título de 1º Guri Farroupilha ficou com Mikael de Lima Lopes, do Centro Nativista Boitatá, da 3ª RT. E o 1º lugar da competição Piá Farroupilha foi conquistado por Matheus Henrique Mohr, do CTG Estância do Montenegro, da 15ª RT.

O evento, que ocorreu com apoio da Prefeitura, por meio das secretarias de Turismo, de Cultura e de Comunicação, teve atividades no Centro Desportivo Municipal (CDM) e no Centro de Eventos Sentinela. Cerca de 5 mil pessoas circularam entre os locais e prestigiaram o Entrevero. Ao todo, 52 concorrentes participaram da disputa pelos títulos estaduais, sendo 18 na categoria Piá e 17 nas categorias Guri e Peão.

“Santa Maria tem muitos eventos tradicionalistas. O FestMirim, o Juvenart, o Enart, o Rodeio do Conesul… E esses foram os que me vieram rápido à cabeça, porque tem mais. E é uma alegria sediar o 37º Entrevero Cultural de Peões, e ver o tradicionalismo sendo homenageado, lembrado e estudado por estes jovens de todas as idades e partes do Rio Grande do Sul”, destacou o prefeito Rodrigo Decimo, acompanhado na vice-prefeita Lúcia Madruga durante o evento.

O concurso cultural é promovido pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) e ocorre anualmente no mês de abril. Durante os três dias, os participantes realizaram prova escrita (com questões sobre história, geografia e tradicionalismo do Rio Grande do Sul); pesquisa (a partir de tema estabelecido pelo MTG); prova artística (danças, declamação, canto e/ou instrumentos), prova oral (com tema sorteado) e prova campeira (provas de galpão e a cavalo).

Como o concurso ocorre na cidade do detentor do título de 1º Peão Farroupilha do Rio Grande do Sul, o 38º Entrevero Cultural de Peões será em Cachoeira do Sul, na 5ª RT.

RESULTADOS

PEÃO

1º Lucas Gabriel Pedroso Tatsch – CTG Os Gaudérios – 5ª RT

2º Felipe Viola de Menezes – CTG Querência da Serra – 9ª RT

3º Marcos Paulo Bonatti – CTG Lenço Preto – 19ª RT

GURI

1º Mikael de Lima Lopes – Centro Nativista Boitatá – 3ª RT

2º João Vithor Wegner Aires Vila Real – CTG Bento Gonçalves – 13ª RT

3º Arthur Milglioransa Perin – CTG Doze Braças – 29ª RT

PIÁ

1º Matheus Henrique Mohr – CTG Estância do Montenegro – 15ª RT

2º Pedro Afonso Roncato – CTG Querência do Prata – 11ª RT

3º Matheus Thomas Schneider – CTG Recanto Verde – 20º RT

 

Texto: Joyce Noronha (Mtb: 16.033)

Secretaria de Comunicação

Prefeitura de Santa Maria

 


domingo, 19 de abril de 2026

 

19 DE ABRIL


DIA "DO" INDIO OU DIA "DE" INDIO




ANTIGAMENTE ERA ASSIM...



...MAS HOJE EM DIA É ASSIM!
Foto: Léo RS 


Como diz a letra da bela canção interpretada por Gilberto Gil, "todo dia era dia de índio, mas hoje eles só tem o dia 19 de abril".

Realmente, quem primeiro chegou em nossas terras, quem andejava livre, irmãos do vento, filhos das matas, foram eles. Os índios.

Destes povos originários poucos restaram pois foram dizimados pelas doenças do homem branco ou exterminados nas carnificinas como a Guerra Guaranítica, onde Espanha e Portugal uniram-se para banir o povo de Sepé do sul do continente, isto depois de já terem seus hábitos "domesticados" pelos senhores de batina e cruz no peito.

Restou a vergonha de ver mulheres índias, ainda novas, com um monte de filhos, disciplinados, pois passam o dia sentados no mesmo local, sem chorar, sem pedir brinquedos, a clamar, com seu olhar, por uma moeda.

Muitas são as classificações dos povos indígenas que viviam entre o oceano Atlântico e a margem esquerda do rio Uruguai. Apesar da importância de cada uma delas três grandes grupos se destacaram: guaranis, pampeanos e gês.

Antes e mesmo depois da chegada dos europeus, esses grupos indígenas empreenderam movimentos migratórios característicos de seu modo de vida nômade ou semi-sedentário. Migraram também forçados pela presença dos colonizadores e seus descendentes que ocupavam suas terras ou os aprisionavam para escravizá-los.

Os guaranis ocupavam as margens da Laguna dos Patos, o litoral norte do atual Rio Grande do Sul, as bacias dos rios Jacuí e Ibicuí, incluindo a região dos Sete Povos das Missões. Dominaram também a parte central e setentrional entre os rios Uruguai e Paraná, bem como a parte sul da margem direita do rio da Prata e o curso inferior do rio Paraná.

Havia entre os guaranis três subgrupos principais: os tapes (indígenas missioneiros dos Sete Povos), que ocupavam as margens dos rios a oeste do atual território do Rio grande do Sul e o centro da bacia do rio Jacuí; os arachanes ou patos, que viviam às margens do rio Guaíba e na parte ocidental da laguna dos patos; os carijós, que habitavam o litoral, desde o atual município de São José do Norte até Cananéia, ao sul de São Paulo.

Apesar da variedade de dialetos, o tupi-guarani era o tronco lingüístico comum a esses grupos indígenas.

Os pampeanos constituíram um conjunto de tribos que ocupavam o sul e o sudoeste do atual Rio Grande do Sul, a totalidade dos território da República Oriental do Uruguai, os cursos inferiores dos rios Uruguai, Paraná e da Prata. Os subgrupos e tribos mais conhecidos entre eles foram os charruas, guenoas, minuanos, chanás, iarós e mbohanes. Todos falavam a língua guíchua, com poucas variações dialetais.

Os gês possivelmente eram os mais antigos habitantes da banda oriental do Rio Uruguai. É provável que essas tribos começaram a se instalar no atual Rio Grande do Sul por volta do século II a.C. Ocupavam o planalto rio-grandense de leste a oeste e abrangiam vários subgrupos: coroados, ibijaras, gualachos, botocudos, bugres, caaguás, pinarés e guaianás. Estes últimos, no início do primeiro milênio d.c., foram expulsos pelos guaranis da região posteriormente denominada Sete Povos das Missões.

Os gês do atual Rio Grande do Sul foram dizimados pelos bandeirantes, guaranis missioneiros, colonizadores portugueses, brasileiros e ítalo-germânicos. Os grupos que vivem atualmente nas reservas de Nonoai, Iraí, Tenente Portela migraram de São Paulo e Paraná, no século passado, durante a expansão da lavoura cafeeira.

São conhecidos desde 1882 por kaingangs ("kaa" = mato; "ingang" = morador), conforme foram denominados genericamente por Telêmaco Borba (o mais importante estudioso e defensor dos indígneas no século passado).

Apesar das perseguições sofridas no período que habitaram o território gaúcho, os índios cultivaram hábitos que acabaram se perpetuando no cotidiano do povo do Rio Grande do Sul como o chimarrão e o fogo de chão. Além disso, o aipim, a farinha de mandioca, a abóbora, a batata-doce, são ingredientes da culinária indígena que acabaram fazendo parte da alimentação gaúcha, além é claro da língua guarani incorporada ao dialeto do povo do sul.

Restou, também, o Dia do Índio... data que foi instituída em 1943 por Getúlio Vargas pelo Decreto-Lei 5.540, como resultado do I Congresso Indigenista Interamaricano ocorrido no México em 1940. Durante os primeiros dias do evento representantes indígenas boicotaram sua participação por acreditarem que não teriam voz entre os líderes políticos presentes. Em 19 de abril, porém, passaram a tomar parte das discussões e decisões deste importante congresso. 

Resta, neste dia, que nossas autoridades, não só políticas, mas também tradicionalistas, voltem seus olhos para o abandono destes primeiros habitantes do Rio Grande que hoje são castigados pelas doenças, pela fome, pela prostituição.

Andem até o município de Rolante, de Maquiné, pelos beirais das estradas que levam ao sul do Estado, aqui mesmo na volta da capital, no Morro do Osso, e façam alguma coisa pelo que sobrou de uma raça. 




sábado, 18 de abril de 2026

 


REVITALIZAÇÃO DO TÚMULO DE BENTO


Esta semana fizemos uma matéria sobre a revitalização do mausoléu do general farrapo Bento Gonçalves da Silva na cidade de Rio Grande. Pois parece que, após tantos anos de luta, a coisa está andando apesar dos entraves.   


Monumento na Praça Tamandaré feita pelo escultor português Amtónio Teixeira Lopes apresenta danos e pichações; descendentes e entidades pedem restauro e valorização do espaço histórico.


Foto e fonte:  Laura Cosme / Grupo RBS

 

Familiares de Bento Gonçalves cobram revitalização de túmulo e ameaçam retirar restos mortais de Rio Grande

Pedido se arrasta desde 2016; prefeitura diz que vai reeditar comissão para tratar do tema

Monumento na Praça Tamandaré apresenta danos e pichações; descendentes e entidades pedem restauro e valorização do espaço histórico.

Laura Cosme / Grupo RBS

Familiares do líder farroupilha Bento Gonçalves cobram a revitalização do monumento‑túmulo localizado na Praça Tamandaré, em Rio Grande, e alertam que podem solicitar a retirada dos restos mortais caso não haja avanços por parte do poder público. A mobilização reúne descendentes do general, entidades tradicionalistas e representantes do Museu do Combate de 16 de julho de 1840, de São José do Norte.

— A família está muito desgostosa com a prefeitura de Rio Grande pelo descaso quase agressivo com que o túmulo‑monumento tem sido cuidado. Já comunicamos esse descaso e fizemos uma lista de pedidos há mais de 10 anos, mas nada foi feito — afirma Raul Justino Ribeiro Moreira, tataraneto de Bento Gonçalves e presidente da associação de familiares do líder farroupilha.

Os restos mortais de Bento Gonçalves foram transferidos para Rio Grande após sua morte, em 1847, como forma de homenageá‑lo em um dos principais cenários da Revolução Farroupilha. Durante o conflito, o município teve papel estratégico ao abrigar o governo imperial, tornando‑se ponto central da disputa entre legalistas e farroupilhas.

À época, a transferência foi autorizada por Joaquim Gonçalves da Silva, filho do general. Inicialmente sepultado em Pedras Brancas — atual município do Cristal — Bento Gonçalves passou a descansar em Rio Grande como símbolo do período histórico vivido pela cidade.

Apesar da importância histórica, o estado de conservação do monumento tem sido alvo de críticas recorrentes. Atualmente, o túmulo‑monumento apresenta danos nos letreiros de cobre, além de pichações, o que, segundo os familiares, compromete o valor histórico e turístico do espaço.

— Temos cidades que teriam honra em abrigar o líder farroupilha, o que não parece mais ser o caso de Rio Grande — afirma Raul Justino Ribeiro Moreira. 

Uma alegoria com ramos de palmas e louros representa, respectivamente, a vitória e a imortalidade dos ideais defendidos pelos revolucionários.

O monumento-túmulo em homenagem a Bento Gonçalves da Silva foi inaugurado oficialmente em 20 de setembro de 1909, data que marcara o início da Revolução Farroupilha, em 1835.

A mobilização conta com apoio do Museu do Combate de 16 de julho de 1840. Segundo o fundador da instituição, Fernando Costamilan, o diálogo com a família começou em 2016, quando passou a atuar como articulador das ações de preservação do monumento.

— Naquele ano, solicitamos a recriação da comissão do túmulo para viabilizar a revitalização em conjunto com o poder público. A comissão chegou a ser criada por decreto, mas houve apenas uma reunião e o processo não teve continuidade — relata.

Além do restauro estrutural, o grupo defende ações de valorização histórica e turística. Entre as propostas estão a instalação de uma pira votiva com chama permanente, melhorias na sinalização, projetos de educação patrimonial e criação do projeto “Guardião de Bento Gonçalves”, que envolveria escolas, entidades tradicionalistas e instituições culturais.

— Não é pedir demais. É um trabalho que está acima de partidos políticos, buscando desenvolvimento por meio da cultura e do turismo — destaca Costamilan.

Outra sugestão apresentada pelo grupo é a reorganização do espaço urbano, com a criação do Largo General Bento Gonçalves, separando a área do restante da praça.

— Não pode ficar dentro de uma praça com outro nome. O ideal é criar um espaço próprio, como forma de dar o devido reconhecimento ao líder farroupilha — afirma Raul Justino.

O que diz a prefeitura

A secretária de Cultura de Rio Grande, Rita Rache, afirmou que a demanda vem sendo acompanhada pela pasta desde o ano passado e que há articulações em andamento.

— Nós nos reunimos com o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul para pensar não só esse, mas os monumentos de forma geral, que há décadas enfrentam problemas de conservação e segurança. Retomamos esse diálogo e acertamos uma reunião para esta semana, justamente para reeditar a comissão com participação do poder público e da sociedade civil — afirma.

Segundo Rita, a proposta é estruturar um projeto para captação de recursos via Lei de Incentivo à Cultura.

— A ideia é discutir os encaminhamentos e, entre eles, a elaboração de um projeto para buscar recursos destinados ao restauro e a outras intervenções necessárias — conclui.




sexta-feira, 17 de abril de 2026

 


FÁTIMA GIMENEZ 

PATRONA DOS FESTEJOS FARROUPILHAS 2026




A Comissão Estadual dos Festejos Farroupilhas escolheu no dia 14 de abril a cantora porto-alegrense Fátima Gimenez como Patrona das Festividades de 2026.

Fátima Gimenez tem uma trajetória ligada aos festivais nativistas e seu momento mais importante aconteceu na 5ª Vigília do Canto Gaúcho em Cachoeira do Sul com a música Cabo Toco, de Nilo Brun e Heleno Gimenez, uma linda homenagem a Olmira Leal de Oliveira a primeira mulher a ostentar a farda da brigada Militar como enfermeira e combatente nas tropas de Borges de Medeiros.

A função de Patrona vai além da simbologia pois representa os valores tradicionais do Estado sendo uma referência cultural e requer uma participação ativa nas comemorações de setembro.  



 

ESTÂNCIA DA POESIA CRIOULA



Nossa Academia Chucra do Rio Grande (Estância da Poesia Crioula), entidade que congrega os vates regionalistas, faz entrega na noite de hoje (17) dos prêmios aos autores, personalidades e organizações ligadas ao livro que destacaram-se na seara literária no ano de 2025. 

A cerimônia acontecerá as 20h na Casa da Memória Unimed, Bairro Rua Santa Terezinha 263, Bairro Farroupilha, Porto Alegre.




A  

quinta-feira, 16 de abril de 2026

 


ATENÇÃO POETAS E POETISAS 

PREPAREM SEUS VERSOS




A Tertúlia Maçônica da Poesia Crioula, evento promovido pelo Grande Oriente do Rio Grande do Sul e organizado pelo seu Departamento de Tradições Gaúchas, ou seja, o Piquete Fraternidade Gaúcha, em sua 11ª Edição começa seu projeto de interiorização.

O festival poético que durante 10 anos fez parte do calendário de eventos da cidade de Porto Alegre agora vai ao encontro dos poetas, declamadores e amadrinhadores no interior do Estado.

A cidade escolhida é Santa Maria, o Coração do Rio Grande. A Tertúlia Maçônica acontecerá no dia 31 de outubro de 2026.  

Em breve tornaremos público o Regulamento desta grandiosa mostra de poesias regionais.  


quarta-feira, 15 de abril de 2026

 

ME ENXERGUEI NESTA GRAVURA



Quem dos leitores deste blog é deste tempo? Tempo em que a gente juntava uns troquinhos e corria para a banca de revistas para comprar um "gibi" ou algum álbum de figurinha. 

Eu colecionava a revista do Tarzan, justo a que o menino está comprando, mas tinha o Fantasma, Mandrake, Zorro, Tio Patinhas, Batman, Super Homem, Cavaleiro Negro, Roy Rogers, enfim, heróis que desapareceram ao longo dos anos. 

Até as canções infantis mudaram. Minha neta, por exemplo, não canta "atirei o pau no gato...". Nesse ponto as mudanças da infância foram para melhor. Cansei de bodoquear passarinhos mas nem toco nesta prosa com ela.  

Mas as lembranças de um tempo sem internet e com mais liberdade permanecem junto da gente.  


terça-feira, 14 de abril de 2026

 




Pessoal de Rio Grande e arredores se virando para revitalizar o mausoléu do grande líder da Revolução Farroupilha um tanto (bastante) abandonado. 

Penso que o MTG, Secretaria da Cultura, enfim, entidades privadas e públicas, poderiam engajar-se neste projeto e de tantos outros monumentos que retratam nossa história mas que encontram-se em completo esquecimento. 



segunda-feira, 13 de abril de 2026

 




Sonhava arrumar o mundo,
deste sonho ficou farto,
sonhador e vagabundo
não arruma o próprio quarto.


Uma boa semana a todos.



 


domingo, 12 de abril de 2026

 


UM VERDADEIRO ESPETÁCULO


Família Guedes 

Hoje a tarde (12) presenciamos um verdadeiro espetáculo que tapou o povo gaúcho de orgulho. Os missioneiros Hermanos Guedes, que já haviam se apresentado na estreia do programa Em Família, da Rede Globo, conduzido pela apresentadora Eliana, retornaram na forma de "repescagem" acrescidos do pai Jorge Guedes e de uma melhor escolha do repertório. 

Interpretaram Potro Sem Dono, um clássico gaúcho de autoria de Paulo Portela Fagundes que ficou amplamente conhecido na voz de José Claudio Machado e também Galopeira, uma guarânia paraguaia composta por Maurício Cardozo Ocampo com versão em português escrita por Pedro Bento, da dupla Pedro Bento e Zé da Estrada e que ficou popular nas vozes de Chitãozinho & Xororó.  

Com estas músicas puderam mostrar toda sua potencialidade vocal e instrumental e o resultado é que foram aplaudidos de pé, receberam mil elogios entusiásticos e passaram, sobrando cavalo, para a fase seguinte do programa. 

Parabéns a Família Guedes. 
  

 



A família Guedes, de São Luiz Gonzaga, volta a ganhar destaque na televisão nacional neste domingo (12), com mais uma participação no programa Em Família com Eliana, exibido pela TV Globo. O grupo missioneiro retorna à competição em busca de uma vaga na grande final do programa.

Em março, o trio conhecido como Hermanos Guedes, formado por Anahy, Andresito e Karaí, já havia participado da estreia do programa. Para esta nova etapa, a apresentação ganha um reforço especial: o pai, Jorge Guedes, que se junta aos filhos.

O programa vai ao ar a partir das 14h25.

Foto: divulgação/ Em Família com Eliana

Fonte: Rádio Missioneira





 


REPONTANDO DATAS - 12 DE ABRIL 



Num dia 12 de abril do ano de 1867 falecia em sua residência na Estância São Gregório, em Santana do Livramento, aos 71 anos de idade, o general David Canabarro, comandante das tropas farroupilhas que assinou o Tratado de Paz do Ponche Verde com os imperiais a mando do Barão de Caxias. Canabarro era o chefe republicano na famigerada Batalha do Ponche Verde aonde dezenas de negros, desarmados, foram mortos já no findar da guerra.   


 

 



sábado, 11 de abril de 2026

 


ELA CONTINUA LÁ


abril de 2025

No ano passado, mais ou menos por esta época, fui visitar minha filha, genro e neta que moram em São Paulo. 

Naquele emaranhado de arranha-céus, de fronte ao edifício em que reside minha gente, para provocar minha saudade vi estaqueada uma bandeira do Rio Grande. Cheguei postar uma matéria a respeito.

Pois retornando a capital bandeirante um ano depois ela está lá, firme, altiva, tremulante. Um pouco mais desbotada, é verdade, mas está lá.   

Gostaria de saber quem carrega tal orgulho gaúcho junto de sua morada.   
 

abril de 2026








sexta-feira, 10 de abril de 2026

 

ANTES TARDE DO QUE NUNCA


Por andarmos mais perdidos que cusco que caiu de mudança aqui pela maior metrópole da América do Sul, acabamos nos passando e não fizemos referência ao aniversário de morte (14 anos) do inesquecível Berega acontecido no dia 09 de abril de 2012.    


QUEM FOI BEREGA 




Luiz Alberto Pont Beheregaray, conhecido por Berega, nasceu em 26 de maio de 1934 em Uruguaiana, Rio Grande do Sul, Brasil, e faleceu em 09 de abril de 2012, na mesma cidade.

Desenvolveu seu gosto e talento pelo desenho ainda na infância mas somente passou a trabalhar profissionalmente como artista plástico no início da década de 70. Sua temática foi recorrente às impressões da cultura de sua terra, sua região e suas impressões de sua infância em meio ao pampa gaúcho: sua gente, sua cultura e suas coisas e o inseparável cavalo. Neste quesito, rompeu fronteiras e o retratou em inúmeras raças, nos infinitos movimentos, usos, culturas e esportes.

Uma das marcas registradas do Berega foi as suas "folhinhas", os disputados calendários da Ipiranga onde, a cada ano, ele expressava na forma de desenho o dia-a-dia do viver interiorano. 

Para minha imensa alegria, certa feita, meados da década passado, ao chegar de uma cavalgada na cidade de Tramandaí, um amigo que eu só conhecia via internet, meu querido Rui Gressler, me aguardava com toda a sua coleção e me brindou com essa verdadeira relíquia a qual estou emoldurando e quero colocar no meu galpão Aconchego dos Gaudérios, lá em São Chico de Paula. 


Adão Bueno, este blogueiro, Rui Gressler  
e sua coleção de "folhinhas" do Berega

Pois não é que mais recentemente outro amigo me presenteou com mais um lote destes preciosos documentários do filho de Uruguaiana!? Trata-se de meu conterrâneo Flavio Camilo. 

Quanta honra para mim ser merecedor de regalos tão importantes. Mil gracias, companheirada. 

Abaixo apenas alguns dos diversos flagrantes que o eterno Berega captou com sua sensibilidade inigualável e que agora chegam as minhas mãos. 









quinta-feira, 9 de abril de 2026

 

MAIS OU MENOS ASSIM



Desta frase sintomática dá para retirarmos diversas conclusões. Uma delas é que Juscelino Kubitschek não fazia valer o ditado "minha palavra é um documento" ou "não preciso de contrato pois sou do tempo do Fio do Bigode" - até por que este grande presidente que construiu Brasília não tinha bigode - ou, ainda, que "político não tem palavra". 

Eu prefiro concordar com o pensamento que "errar é humano mas permanecer no erro é burrice".  

Uma boa quinta-feira a todos os leitores deste mensageiro gaudério que, por vezes, se alastra um pouco em sua seara cultural Rio-grandense. 


   

 



REPONTANDO DATAS - 09 DE ABRIL 



No dia 09 de abril, recordamos os 231 anos da morte de Rafael Pinto Bandeira.

Líder militar, guerrilheiro e contrabandista, Pinto Bandeira foi o terceiro brasileiro a atingir a patente de general no Exército de Portugal e o primeiro gaúcho a alcançar essa distinção.

Durante 40 anos, serviu numa das mais longevas carreiras militares da história do Brasil, indo de Soldado a Brigadeiro, e se tornando o primeiro filho da província de Rio Grande, a comandar as forças militares do Continente de São Pedro.

Por sua brilhante trajetória, é considerado o primeiro herói militar marcante da província meridional no decorrer do século XVIII, e sua carreira e forma de pelear, inspirou até mesmo o lendário Manoel Luiz Osório.



quarta-feira, 8 de abril de 2026

 


ESTÂNCIA DA POESIA CRIOULA 

ESCOLHE 

OS PARCEIROS DAS LETRAS GAÚCHAS



A Estância da Poesia Crioula, nossa Academia Chucra do Rio Grande, através dos votos de sua diretoria, apontou os melhores livros recentemente lançados além de diversos segmentos da arte literária em 2025 e seus maiores destaques a seguir nominados:      

                      

Ação e Atuação: Fundação Cultural Gaúcha

Biblioteca / Livraria: Biblioteca Pública do Estado do RS

Edição e Editoras: Bastos Produções

Projeto de Incentivo a Escrita e Leitura: Feira do Livro de Porto Alegre

Ilustração: Vasco Machado

Mídia: Blog Ronda dos Festivais

Personalidade: Eduardo Loureiro



terça-feira, 7 de abril de 2026

 


NOTA PÚBLICA DE PEDIDO DE APOIO 

E VALORIZAÇÃO DA 

MEMÓRIA RIO GRANDENSE

 


Pela Revitalização do Mausoléu do 
Gen. Bento Gonçalves da Silva.

O Museu do Combate de 16 de julho de 1840, de SJN, em conjunto com os descendentes da família Gonçalves, entidades da sociedade civil, tradicionalistas, pesquisadores e escritores vem a público manifestar sua profunda preocupação com o estado de degradação ao longo dos anos e os recorrentes atos de vandalismo que atingem o Mausoléu do Presidente da República Rio-Grandense, General Bento Gonçalves da Silva, localizado na praça Tamandaré no município de Rio Grande.

Desde o ano de 2017, por meio do nosso Museu Histórico de SJN (IHGSJN), onde realizamos um trabalho de valorização da memória da Guerra dos Farrapos e do Gen. Bento Gonçalves, a 25 anos, esta pauta vem sendo construída com responsabilidade e espírito de cooperação institucional, buscando atuar em parceria com o Poder Público na preservação de um dos mais relevantes símbolos da história do Rio Grande do Sul.

Entretanto, ao longo dos anos, o monumento tem sido alvo constante de depredações, furtos, incluindo a retirada de elementos estruturais em bronze e, mais recentemente, o furto contínuo das letras que compõem o Mausoléu, fato novamente constatado em vistoria realizada em 01 de abril de 2026 por mim.

Cabe destacar que, em gestão anterior, foi instituída uma Comissão de Revitalização por meio de decreto municipal, iniciativa que, infelizmente, não teve continuidade após o encerramento da gestão da época, mesmo diante de reiteradas solicitações por parte das entidades envolvidas.

Diante deste cenário, reiteramos publicamente:

   A urgente necessidade de reativação e oficialização da Comissão de Revitalização do Mausoléu;

   A ampliação dos trabalhos para contemplar também o reconhecimento histórico do Batalhão de Lanceiros Negros, de homens e mulheres que lutaram e ficaram anônimos pela história, cuja contribuição foi fundamental na construção da identidade gaúcha;

   O compromisso coletivo com a preservação da memória, da cultura e da história do povo rio-grandense.

Não se trata apenas da conservação de um monumento, mas da defesa da nossa identidade, da nossa história e do respeito àqueles que ajudaram a construir os alicerces da sociedade gaúcha.

O silêncio e a inércia diante da degradação do patrimônio histórico representam um risco à memória coletiva e à valorização das futuras gerações.

Por isso, conclamamos o Poder Público, a sociedade, e a classe política, independentemente de partido político, com respeito ao povo Riograndino e as suas autoridades, dentro de um caráter de cooperação a se unirem nesta causa, garantindo que este espaço de memória e educação seja resgatado, protegido e valorizado como merece.

São José do Norte, 02 de abril de 2026.

Fernando Costamilan

Coordenador do Museu do Combate Farroupilha de 16 de julho de 1840 em SJN - IHGSJN







segunda-feira, 6 de abril de 2026

 






Cumprimente com mão firme
e sem olhar de mormaço
e também nunca se anime
com muito beijo e abraço.

Uma boa semana a todos.