FILHOS DE TIGRES SAEM PINTADOS
FILHOS DE TIGRES SAEM PINTADOS
CONJUNTO FARROUPILHA
O termo Raiz é a palavra da moda. Na verdade é uma gíria atual utilizada para criticar comportamentos de pessoas mais velhas. Tem o sentido de atitude ultrapassada sendo usada para determinar algo que faz os filhos sentirem vergonha dos pais ou de qualquer "tio" que esteja agindo de maneira antiquada (na visão dos jovens).
Nesta ótica me considero um Gaudério Raiz em quase tudo que faço, a começar pela escrita deste texto que, para alguma gurizada, tem cheiro de mofo.
Mas como seria um Gaudério Raiz? Seria assim:
- Usa chapéu surrado que é sacado dentro de qualquer rancho.
- Lenço puído que ainda representa alguma ideologia e, quando preto, o luto que carrega.
- Traz a melena, tal como a barba, longa e desalinhada e as mãos ásperas pela lida pesada.
- De sua boca ainda saem palavras em que se pode confiar.
- Seus olhos não se iludem com miragens e, mesmo fechados, bombeiam longe, por detrás dos montes.
- Seus gestos são serenos, pensados, respeitosos, principalmente com mulheres, velhos e crianças.
- Bombachas largas e rotas, botas suadas de potros. E a honra? Sem um retoque.
- Não tem muitas habilidades com eletrônicos. Ainda sabe do tempo pelo soprar dos ventos.
- Cumprimenta de mão pegada, firme, sem muitos abraços.
- Ao dançar, mais parece um balanço de lagoa. De maneira simples, sem floreios e nem buscando os quatro cantos da sala.
- Seu laço é de couro cru, com tranças de sete tentos, que "carece" de força no braço para ser "apinchado". Ah... e fala da mesma maneira que seus avós.
- Se tem posses, não ostenta. Se não tem, não inveja.
- Pita um cigarro de palha e saboreia a fumaça como um olor suave de flores do campo.
- Escuta mais do que proseia e, de sua história, não faz alarde.
- Ama o chão aonde nasceu mas não faz disto modismo. Terra e gente, planta e bicho, tudo tem o seu respeito.
Meu amigo velho. Se você enquadrou-se em algo neste sentido, és um Gaudério Raiz.
POEMAS SELECIONADOS
A Comissão Avaliadora selecionou e torna público os poemas que subirão ao palco do Rodeio de Poesias, evento promovido pela Câmara de Vereadores e que integra as celebrações do Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria tendo como objetivo valorizar a arte poética ligada à cultura gaúcha.
Os escolhidos foram os seguintes:
Três versões da minha querência: Felipe Barbosa Pereira e
Otávio Lisboa
O Inventor de memórias: Rafael Ferreira
O Verso: Jadir Oliveira
Bebedouro de cismas: Matheus Costa
Na linha das velhas carretas: Adriano Medeiros
Palanque: Luciano Rozalino, Gilson Parodes e Alex Brondani
De aporfia: Jaime Brum Carlos
Resero da Vacaria: Gederson Fernandes
Toda lágrima: Alberto Sales
No simples fato da cruz: Rafael Xavier
Suplentes:
Tropa do céu: Tatiane da Rosa Crestani
Nostalgia de noite de reis: Rafael Afonso Teixeira Netto
UM FESTIVAL DIFERENCIADO
COISAS QUE O TEMPO APAGOU
- Chapelaria em baile -
Se tem algo que ainda me incomoda é o tal do chapéu na cabeça em local impróprio. Sou das antigas e tenho isso como uma falta de educação. E não tem a ver com lugares fechados pois num galpão de estância não vejo problema algum, só que agora virou moda dançar em Centros de Tradições Gaúchas de chapéu.
E não é somente em CTG. Tem ambientes sociais que exigem discrição, respeito, disciplina. Hoje ainda vi no Congresso Nacional um deputado com um chapelão de vaqueiro. Dizem que é a sua característica. Pouco importa. É desrespeitoso da mesma forma.
Não estou me referindo, neste comentário, em relação aos artistas em suas apresentações mas sim ao uso indiscriminado do chapéu (ou boina) em locais inadequados.
A coisa tá tão esdrúxula que sentar a mesa de refeição de chapéu virou banalidade e, o pior, quando cantam um hino tu tem que ficar fazendo sinal para o vivente tirar a cobertura.
As coisas mudaram pois "no meu tempo", ao encontrar uma dama, a gente fazia um gesto como que retirar o chapéu da cabeça em reverência a senhorinha.
E não é só mania dos truculentos pois, com a moda do uso da pilcha masculina, muitas mulheres também agem da mesma maneira.
O 38º ENART encerrou na noite deste domingo com a consagração do DTG Poncho Verde, de Panambi, campeão da modalidade Danças Tradicionais – Força A, a mais disputada do festival.
DANÇAS
TRADICIONAIS - RESULTADO FINAL
Força A
1º
lugar – DTG Poncho Verde – Panambi – 9ª RT
2º
lugar – CTG Rancho da Saudade – Cachoeirinha – 1ª RT
3º
lugar – CTG Ronda Charrua – Farroupilha – 25ª RT
4º
lugar – CTG Aldeia dos Anjos – Gravataí – 1ª RT
5º
lugar – CTG Sentinelas do Pago – Marau – 7ª RT
Força B
1º
lugar – CTG Estância Velha da Tradição – Santana do Livramento – 18ª RT
2º
lugar – CTG Tropilha Crioula – Getúlio Vargas – 19ª RT
3º
lugar – CTG Coxilha de Ronda – Santiago – 10ª RT
4º
lugar – DTG Piazito da Tradição – Venâncio Aires – 24ª RT
5º
lugar – CTG Rodeio da Querência – Frederico Westphalen – 28ª RT
MELHOR COREOGRAFIA DE ENTRADA
FORÇA A
1º
lugar – CTG Aldeia dos Anjos – Gravataí – 1ª RT
2º
lugar – CTG Ronda Charrua – Farroupilha – 25ª RT
3º
lugar – CTG Giuseppe Garibaldi – Encantado – 24ª RT
MELHOR COREOGRAFIA DE SAÍDA
FORÇA A
1º
lugar – CTG Ronda Charrua – Farroupilha – 25ª RT
2º
lugar – CTG Giuseppe Garibaldi – Encantado – 24ª RT
3º
lugar – GN Ibirapuitã – Alegrete – 4ª RT
GRUPO
DE DANÇAS MAIS POPULAR
CTG
Ronda Charrua – Farroupilha – 25ª RT
ENTIDADE
DESTAQUE DO ENART 2025
DTG
Noel Guarany – Santa Maria – 13ª RT
TROFÉU MARCA GRANDE – CUIA DE OURO
18ª RT
QUE "COSA" LINDA, MEU IRMÃO !
Tenho acompanhado o Encontro de Artes e Tradição Gaúcha que acontece neste fim de semana em Santa Cruz do Sul. Que evento fantástico promovido pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho. A gente chama o ENART de festival "amador" mas os dois mil e quinhentos participantes que concorrem nas diversas categorias são verdadeiros profissionais naquilo que fazem.
Estive conversando, tempos atrás, com o um patrão de CTG que comentou o seguinte: - Não temos condições de levar nossa invernada em condições de concorrer. Precisaríamos de uns 130 mil reais para isso.
O acampamento está lindo com delegações de todo o Estado, os hotéis de Santa Cruz do Sul com 100% de lotação sendo que muitos estão indo e voltando para Venâncio Aires e Lageado, enfim, um envolvimento cultural artístico sem par no Rio Grande do Sul.
Se tivesse que fazer uma ressalva não seria quanto a organização. Estive acompanhando a declamação feminina e, apesar das excelentes interpretações, ainda acho que falta uma maior atenção por parte de algumas recitadoras na escolha do poema a ser apresentado. Me fere os ouvidos uma prenda declamar um poema que cairia melhor a um peão. São detalhes, mas num evento como este onde tudo beira a perfeição, se ganha (ou se perde) nos detalhes.
Hoje pela manhã começa a finalíssima das danças de invernada, o ponto forte do ENART. Então, vamos se grudar que nem barro em tamanco novamente.
Parabéns aos organizadores, ao poder executivo de Santa Cruz do Sul, aos patrocinadores e boa sorte a todos os competidores.
A
Assembleia Legislativa do RS aprovou, nesta terça-feira (18), o Projeto de Lei
50/2023, de autoria do deputado Luiz Marenco (PDT), que estabelece a inclusão
do Folclore Gaúcho nos currículos da educação infantil, ensino fundamental e
ensino médio das redes pública e privada do Rio Grande do Sul.
A
proposta permite que as escolas desenvolvam atividades pedagógicas relacionadas
ao folclore regional, incluindo lendas, danças, música, literatura oral,
costumes, indumentária e demais manifestações culturais, todas alinhadas à Base
Nacional Comum Curricular (BNCC) e ao Referencial Curricular Gaúcho.
UMA PROPOSTA DIFERENTE
Fomos convidados pelo produtor cultural Jeandro Garcia e a patronagem do CTG Aldeia dos Anjos, de Gravataí, para dar uma mão num festival com uma proposta um tanto diferente, ou seja, de música mais galponeira, com uma maior variação de ritmos.
É um espaço novo que se abre.
Estamos meio em riba do laço mas, mesmo assim, resolvemos topar a empreitada.
ATENÇÃO, ARTISTAS E COMPOSITORES!
O 6º Festival Aldeia da Canção Gaúcha – Edição Galponeira está recebendo inscrições de músicas inéditas!
Se você compõe nos ritmos de baile e quer ver sua obra no palco do CTG Aldeia dos Anjos, essa é a sua oportunidade!
Valorizamos a essência do galpão.
Buscamos composições autênticas, dançantes e cheias de identidade.
Participe e faça parte dessa celebração da música gaúcha! Prazo de inscrições até o dia 30 de novembro/2025.
O Festival será dias 19 e 20 de dezembro!
Acesse: http://festivalaldeiadacancao.com.br/ veja o regulamento e faça sua inscrição.
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O ENART SE RENOVA
O
ENART, Festival de Arte e Tradição, o maior festival folclórico amador da
América, que começa hoje, dia 21, em Santa Cruz do Sul, traz algumas
novidades. A nova geração de Campeões do ENART fará a abertura da grande
finalíssima do evento.
Após
um hiato de seis anos, o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) retomou, em
2025, a realização do ENART das categorias de base. O evento ocorreu em julho,
na cidade de Erechim, reunindo mais de 2 mil crianças e adolescentes.
Com
o objetivo de valorizar a cultura gaúcha entre as novas gerações e oferecer um
evento específico para essas faixas etárias, a retomada do festival foi um sucesso.
Nas palavras do Vice-Presidente Artístico do MTG, Luis Afonso Torres, “a
segunda edição do ENART Pré-Mirim, Mirim e Juvenil aconteceu de forma que
superou todas as expectativas.”
Além
da consagração em nível estadual, a nova geração viverá uma emoção inédita:
pisar no palco sagrado de Santa Cruz do Sul. Os premiados farão a abertura dos
palcos individuais na grande finalíssima do ENART 2025, no domingo, dia 23 de
novembro.
“Trazer
os jovens para o palco principal do ENART não é apenas uma homenagem — é um
compromisso com o futuro. Quando abrimos espaço para que eles vivam essa
experiência, reafirmamos que a tradição se renova através das novas gerações.
”, afirma o Presidente do MTG, Alessandro Gradaschi.
Além
das modalidades individuais, os campeões das Danças Tradicionais Mirim e
Juvenil – CTG’s Patrulha do Rio Grande e Sentinelas do Pago, respectivamente –
também subirão ao palco; destaque também para a participação dos finalistas do
Fegachula na categoria pré-mirim. É a nova geração demonstrando todo seu
talento e sua dedicação no palco sagrado.
O
ENART 2025 é organizado e promovido pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho, pela
Fundação Cultural Gaúcha, e conta com o apoio da Prefeitura de Santa Cruz do
Sul, 5ª Região Tradicionalista e KTO, o incentivo cultural da Amigo Internet e
Rio Grande Seguros e Previdência, o patrocínio da Secretaria De Turismo do Rio
Grande do Sul, Fruki Bebidas, Massas Italiany e Móveis Kappesberg,
financiamento Pró-Cultura RS, Governo do Estado do Rio Grande do Sul – o futuro
nos une.
Serviço – ENART 2025
Santa
Cruz do Sul – RS
Quando:
21, 22 e 23 de novembro de 2025
Ingressos:
minhaentrada.com.br > ENART 2025
MAS QUE SALADA DE MONDONGO
RELAÇÃO
DOS PREMIADOS NO I FESTIVAL INTERNACIONAL VIRTUAL DE POESIA GAÚCHA REALIZADA
PELA CONFEDERAÇAO NORTE AMERICANA DE CTGs
CATEGORIA MELHOR POEMA
I
LUGAR – QUANDO A VIDA NOS TIRA COISAS BUENAS
AUTOR
– SEBASTIÃO TEIXEIRA CORREA – CAXIAS DO SUL - RS
II
LUGAR – MISTO DE ÍNDIO E TRONQUEIRA
AUTORA-
JOSETI GOMES – GRAVATAÍ - RS
III
LUGAR – O SONHO DE CADA UM
AUTOR-
RAFAEL FERREIRA – VACARIA – RS
CATEGORIA
INTÉRPRETE
I
LUGAR – LUIS EDUARDO LIMA – POEMA MISTO DE INDIO E TRONQUEIRA
II
LUGAR – NEITON PERUFO – POEMA O SONHO DE
CADA UM
III
LUGAR – EMANUEL PASCOALA MOREIRA POEMA – QUANDO A VIDA NOS TIRA COISAS BUENAS
CATEGORIA
AMADRINHADOR
I
LUGAR JEAN CARLO GODOY – POEMA A PAZ QUE PROCURO
II
LUGAR – KAYKE MELLO POEMA MISTO DE ÍNDIO E TRONQUEIRA
III
LUGAR – GUILHERME BRAGAGNOLO – POEMA QUANDO A VIDA NOS TIRA COISAS BUENAS.
REPONTANDO DATAS - 17 NOV
Num dia 17 de novembro, do ano de 1948, nascia em Tapes
um dos maiores intérpretes terrunhos do Estado.
JOSÉ CLAUDIO MACHADO.
OUTRA DO ARIANO
Para começar bem a semana
Como já comentei aqui neste espaço, algumas postagens abaixo, considero o poeta Ariano Suassuna um dos maiores frasistas deste país. É diferenciado e faz "tiradas" engraçadas de onde ninguém imagina.
Aqui vai mais uma dele.
- Acho uma falta de respeito muito grande as pessoas falarem das outras pela frente. É constrangedor para quem fala e para quem escuta. Não custa nada esperar a pessoa sair e, aí sim, falar dela.
ESPETACULAR!
EM DEFEZA DA HONRA
Nos tempos buenos de outrora as desavenças pessoais eram sanadas na base do duelo. Isto ficou bem caracterizado nos filmes do velho oeste americano.
Lembro bem que em nossas brigas de guri se fazia um risco no chão e dizia: - Apaga se tu é "bem homem"! Se o provocado apagasse os socos (e os choros) corriam soltos.
No Rio Grande do Sul o duelo mais famoso foi o de Bento Gonçalves com seu primo Onofre Pires, que acusou o general farrapo de ladrão. A contenda foi de espada e Onofre acabou morrendo de gangrena três dias depois de ser atingido no ombro.
Mas o duelo mais famoso, o que fez história aconteceu em Paris em 1808, literalmente alto do chão.
Dois cavalheiros franceses M. de Grandprée e M. Le Pique decidiram resolver sua disputa amorosa pelo coração da bailarina Mile Tirevit da forma mais insólita possível: Em balões de ar quente.
Após semanas de preparativos a multidão acreditava assistir apenas a uma demonstração de voo mas, a 800 metros de altura, cada um armado com seu mosquete dispararam O primeiro tiro falhou. O segundo foi certeiro e perfurou o balão rival que despencou sobre os telhados de Paris. Grandprée desceu junto com ele.
Hoje em dia se resolvem os problemas entre pessoas as escuras ou se lava a honra covardemente através do feminicídio.
PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA
O
que aconteceu
Golpe
militar: O movimento foi liderado por militares que se sentiam desprestigiados
e insatisfeitos com a monarquia, com destaque para o Marechal Deodoro da
Fonseca.
Destituição
do imperador: As tropas marcharam pelo Rio de Janeiro e cercaram o gabinete
ministerial, destituindo o chefe do governo, o Visconde de Ouro Preto.
Anúncio
da república: Posteriormente, José do Patrocínio anunciou oficialmente a
Proclamação da República na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
Exílio
da família real: A família imperial foi forçada a deixar o Brasil e foi exilada
na Europa.
Primeiro
presidente: Marechal Deodoro da Fonseca assumiu como o primeiro presidente do
Brasil.
Motivações
e contexto
Crise
do regime monárquico: A monarquia já estava em crise há algum tempo,
enfrentando descontentamentos em diversos setores da sociedade.
Insatisfação
militar: Após a Guerra do Paraguai, os militares se sentiram desvalorizados
pelo governo.
Questão
religiosa: Havia tensões entre a Igreja Católica e o governo.
Abolição
da escravatura: A abolição da escravidão em 1888 desagradou parte dos
fazendeiros, que retiraram seu apoio à monarquia.
Crescimento
do movimento republicano: Ideias republicanas ganharam força entre civis e
militares, que defendiam um governo com mais participação popular.
Nota do Blog
Em nossa opinião a Proclamação da República foi o primeiro grande erro da política brasileira pois, em nome de militares, da igreja e de fazendeiros contrários a abolição, foi destituído o maior governante que esta nação já teve, ou seja, Dom Pedro II.
PARA QUE FACILITAR
(SE PODE COMPLICAR)
A primeira Califórnia da Canção Nativa ocorreu em Uruguaiana no ano de 1971. O evento foi o precursor do movimento festivaleiro, ou movimento nativista, como queiram.
Dezenas e dezenas de festivais seguiram-se a "Califa" no Estado mas parece que muitos não aprenderam, ainda, como se organiza um festival. A desorganização e o protecionismo andam de vento em popa e, muitas vezes, na formação do júri a gente já percebe quem vai ganhar o certame musical.
Esse fator não é culpa somente dos jurados mas também de quem coordena o evento, total são estes que escolhem a comissão.
Num festival recente que aconteceu aqui pela fronteira uma música em que o cantor interpretou totalmente desafinado do começo ao fim recebeu o primeiro lugar. Todos, inclusive os integrantes do grupo vencedor, estranharam aquele prêmio. Sendo assim, defendendo a música de qualquer jeito, não precisa nem subir ao palco. É só entregar o prêmio já na triagem.
Agora a coisa estourou num festival tradicional, renomado, reconhecido no Rio Grande do Sul. A Tertúlia Musical de Santa Maria.
O que aconteceu: Fizeram a triagem das músicas concorrentes através de notas e não da opinião, da conversa, dos debates, das justificativas de cada avaliador.
Ocorre que neste modelo (por nota) se o jurado tiver segundas intenções ele classifica quem quiser. É só dar nota baixa para uns e alta para outros.
Não estamos afirmando que o ocorrido na Tertúlia foi proposital mas tudo ficou muito nebuloso pois a discrepância entre as notas foi absurda. É só olhar as planilhas que circulam por aí.
Dois jurados taparam de nota 1 para algumas concorrentes e 8 para outras enquanto os demais avaliadores mantiveram uma avaliação mais harmônica. Resultado: A "opinião" destes dois teve mais peso do que a dos outros três.
A triagem das músicas de um festival é simples. Tem que ser feita por escolha da maioria e não por nota e, se for por nota, tem que eliminar a mais baixa e a mais alta.
Outra coisa.
Tem que limitar o número de inscrições. Tem festival por aí, inclusive de poesia, que prima pela quantidade de concorrentes. Aí colocam nas redes sociais: O nosso festival teve tantos inscritos, daqui, dali, de acolá.... forma antiga de impressionar o prefeito. A qualidade que se dane.
Mas enfim. Se pode complicar....