INJUSTIÇA OU INGRATIDÃO?
(OU AS DUAS COISAS?)
INJUSTIÇA OU INGRATIDÃO?
(OU AS DUAS COISAS?)
NAS COXAS
"Nas coxas" é uma terminologia popular brasileira que significa algo mal feito, sem capricho, sem esmero.
Tal dito tem origem do tempo da escravatura aonde os negros faziam telhas moldando o barro nas pernas. Como as coxas dos escravos eram diferentes umas das outras, maiores, mais magras, mais grossas... as telhas também não ficavam harmônicas.
Um exemplo de uma atividade feita nas coxas aconteceu no fim da tarde de ontem (31), antes da partida da seleção quando da interpretação do hino brasileiro pela cantora Alcione e pelo cantor Belo.
Faltou harmonia com a música (da metade em diante retiraram a música e ficou a capela), desencontro ente os cantores, e até a letra deste símbolo nacional conseguiram errar. Parecia algo sem ensaio, tudo no improviso. Um constrangimento ao vivo transmitido pela Globo.
DESTAQUES DO 39º CARIJO DA CANÇÃO GAÚCHA
Neste domingo meio carrancudo aqui pela capital vamos compartilhar a postagem do blog Ronda dos Festivais do meu amigo Jairo Reis, um abnegado em divulgar as atividades musicais do Estado e que hoje nos traz os destaques do 39º Carijo da Canção Gaúcha, de Palmeira das Missões, ocorrido neste final de semana, festividade que já tive a honra de ser avaliador em duas ocasiões.
Pessoalmente considero o Carijo o maior festival nativista do Rio Grande do Sul (e fora dele). É algo impressionante. A cidade abraça o evento como em nenhum outro lugar. Palmeira das Missões simplesmente se muda de mala e cuia para o Parque de Exposições aonde o festival acontece. É uma semana de pura cultura que andeja da poesia à musicalidade num manancial de puro nativismo.
O resultado foi o seguinte:
Primeiro Lugar: NA CASA DO MATE
Letra: Sabani Felipe de Souza
Melodia: Pedro Flores
Interpretação: Nilton Ferreira
Segundo Lugar: GOSTO DE FALAR DE CAMPO
Letra: Ramires Monteiro
Melodia: Ramires Monteiro
Interpretação: Igor Tadielo
Terceiro Lugar: A VOZ DA PALMEIRA
Ritmo: Milongão
Letra: Ramiro Grethe
Melodia: Marcelo Grethe
Interpretação: Cristiano Sonntag e Edu Dall'Osto
Recitado: Ramiro Grethe
Melhor Intérprete: TAINE SCHETTERT
Música: No Carijo da Alma
Melhor Instrumentista: RONISON BORBA
Música: A Casas do Mate
Instrumento: Acordeon
Melhor Arranjo Instrumental: NA CASA DO MATE
Letra: Sabani Felipe de Souza
Melodia: Pedro Flores
Interpretação: Nilton Ferreira
Arranjo: Ronison Borba
Melhor Arranjo Vocal: TEMPERANÇA
Ritmo: Vaneira
Letra: Alixandre Lima
Melodia: Gabriel Gariba
Interpretação: Gabriel Nascimento, Roberta Soarez e
Cristiano Sonntag
Melhor Melodia: HOJE
Autor: Felipe Goulart
Melhor Trabalho Poético: O CAMPO NÃO É UMA ESTRADA
Autor: Rômulo Chaves
Melhor Tema Ecológico: LIÇÕES DA TERRA E DO MATE
Letra: Luís Fernando Gastaldo
Melodia: Arison Martins
Interpretação: Maria Alice
Música Mais Popular:
VELHA PALMEIRA
Letra: José Ricardo Nerling/José Arthur Nerling
Melodia: José Ricardo Nerling
Interpretação: José Ricardo Nerling e João Quintana
Melhor Composição Sobre Erva-Mate: DOS MATES QUE A VIDA
SERVE
Ritmo: Milonga Canção
Letra: José Ricardo Nerling
Melodia: José Ricardo Nerling
Interpretação: José Ricardo Nerling
Melhor Trabalho Sobre Palmeira das Missões: A VOZ DA PALMEIR
Ritmo: Milongão
Letra: Ramiro Grethe
Melodia: Marcelo Grethe
Interpretação: Cristiano Sonntag e Edu Dall'Osto
Recitado: Ramiro Grethe
Destaque Feminino:
ANA CLÁUDIA RIZZATO
Música: Na Casas do Mate
Instrumento: Flauta
Melhor Trabalhos Sobre Os 400 Anos das Missões: PELA MÃO DO
JESUÍTA
Letra: José Augusto Fiorin
Melodia: José Augusto Fiorin
Interpretação: Vinícius Bala
Recitado: Jarbas Nadal
CHARQUEADAS
da opulência às revoluções
Viramos o século e aqui pelo Rio Grande do Sul se acredita em Lobisomem. Tal mito é basicamente a crença que determinados homens podem se transformar em um monstro meio lobo meio homem.
Já na Grécia clássica se conhecia o Licantropo, literalmente lobo-homem. Deve-se aos gregos a expressão licantropia, usada para designar o fenômeno. Na Roma dos Césares, era o Versipélio, o Lobisomem latino.
O mito no Rio Grande do Sul sustenta que o sétimo filho homem de uma família será fatalmente Lobisomem - a menos que seja batizado pelo irmão mais velho. Há, também, uma forma folclórica de se transmitir o fado: quando um velho que é Lobisomem sente que ai morrer, ele fica sofrendo muito a alguém mais moço. E não consegue morrer antes disso. Se tem algum guri ou moço por perto ele simplesmente pergunta: "Tu queres?". O ingênuo normalmente acredita tratar-se de algum presente e responde: "Sim". Aí o velho morre feliz porque transmitiu o fado.
O homem que tem o fado de Lobisomem é sempre de raça branca, pelo duro (ou seja, não há Lobisomem negro, alemão ou gringo), magro, de olhos no fundo, dentes salientes e cara de cor amarelada, muito pálido. Quase sempre mora sozinho. Mais raramente vive com a mãe, uma velha muito estranha. Mais raramente ainda é casado e a mulher ignora o fato.
Mora sempre em um rancho o mais isolado possível, obrigatoriamente com um galinheiro nos fundos.
O fado do Lobisomem é uma cruz que ele carrega. Não fazendo mal a ninguém, ele é mais uma vítima do que um carrasco. Se é atacado, reage. E morde cachorros e até pessoas, mas se puder evitar isso ele evita. O lobisomem tem que cumprir o seu fado , que é correr nas sextas-feiras de lua cheia, da meia noite ao clarear do dia.
À meia-noite ele se rebolca no sujo das galinhas, rolando no chão e se transforma. Quando vai amanhecer ele retorna ao galinheiro, se rebolca novamente e volta a ser gente.
Durante sua ronda fatídica, se ele é ferido por arma branca, transforma-se e aí, já como homem, mostra o mesmo ferimento no mesmo lugar em que, como monstro, foi ferido. Se alguém atira sal nele enquanto Lobisomem, no outro dia, como homem, ele virá a casa da pessoa que atirou o sal, devolvendo um punhado, como se tivesse recebido por empréstimo.
Em cada cidade gaúcha correm histórias envolvendo o velho mito do Lobisomem. Cuidem-se, portanto.
Do livro Mitos e Lendas do Sul - Antônio Augusto Fagundes
A ingratidão, meu rapaz,
mando pra longe e te digo:
- Se algo me tira a paz
não merece andar comigo!
Uma boa semana a todos.
REPONTANDO DATAS - 25 DE MAIO
TRADICIONALISMO TEM NOVO PRENDADO
Aconteceu neste final de semana no CTG Sentinela da Querência, em Erechim, a 55ª Ciranda Cultural de Prendas. Este grandioso evento é uma promoção do Movimento Tradicionalista Gaúcho e visa escolher as prendas que representarão a entidade em suas atividades no próximo ano.
Carregar esta faixa é uma responsabilidade enorme e as candidatas de cada Região Tradicionalista preparam-se para as provas durante longos anos.
Parabéns e sucesso a estas novas representantes:
CATEGORIA ADULTA
1ª Prenda - Luiza Berger Von Ende - DTG Noel Guarany, 13ª RT (Santa Maria)
2ª Prenda - Luiza Tormes - CTG Sangue Nativo, 22ª RT (Parobé)
3ª Prenda - Luisa Tormöhlen - CTG Sentinela do Rio Grande,
20ª RT (Independência)
CATEGORIA JUVENIL
1ª Prenda - Dara Montagna Neto - CTG Mata Nativa, 12ª RT (Canoas)
2ª Prenda - Yasmin Andrade Sauer - Centro Nativista Boitatá, 3ª RT (São Borja)
3ª Prenda - Izabelly Borges Albrecht - CCN Piazito
Carreteiro, 9ª RT (Ijuí)
CATEGORIA MIRIM
1ª Prenda - Julia Fritzen da Silva - CTG Rodeio da Querência, 28ª RT (Frederico Westphalen)
2ª Prenda - Ana Clara Kerber - CTG Cezimbra Jaques, 20ª RT (São Martinho)
3ª Prenda - Sophia Schleder Scapin - GTCN Velha Carreta, 25ª RT (Caxias do Sul)
Com o resultado, Santa Maria sediará a 56ª Ciranda Cultural de Prendas em 2027
31ª TAFONA DA CANÇÃO NATIVA
Com afluência de grande
público nos dias 21, 22 e 23 de maio aconteceu na cidade de Osório, a 31ª
edição da Tafona da Canção Nativa, tradicional festival litorâneo que dá vasa a
musicalidade afro-açoriana. Tradicionalmente
o evento ocorria junto ao Rodeio de Osório mas o novo local (no Largo dos
Estudantes) no centro da cidade mostrou que veio para ficar.
O resultado final
extraído do blog Ronda dos Festivais, de Jairo Reis, foi o seguinte:
Primeiro Lugar: SOU
PRETO, DE MAÇAMBIQUE E QUICUMBI
Gênero:
Batuque/Maçambique
Letra: Carlos Hanh
Melodia: Pedro Guerra
Pimentel
Interpretação: Cláudio
Amaro e Edson Vieira
Pedro Guerra Pimentel:
Violão e Vocal
Kako Xavier: Contrabaixo,
Tambor e Vocal
Marcelo Pimentel:
Percussão
Segundo Lugar: FILHAS DO
VENTO
Gênero: Milonga
Letra: Vaine Darde
Melodia: Charlise
Bandeira/Felipe Goulart
Interpretação: Shana
Muller e Laura Dalmás
Felipe Barreto: Violão
Cristian Sperandir:
Teclados
Charlise Bandeira: Flauta
Terceiro Lugar: AMÁLIA
QUE BENZE
Gênero: Polca
Letra: Su Paz
Melodia: Kauanny Klein
Interpretação: Su Paz e
Kauanny Klein
Carlos Moller: Violão
Joaquim Velho: Gaita
Botoneira
Bruno Coelho: Percussão
Marcello Caminha Filho:
Contrabaixo
Melhor Intérprete: SU PAZ e KAUANNY KLEIN
Música: Amália que Benze
Melhor
Instrumentista: MARCELO PIMENTEL
Música: Sou Preto, de
Maçabique e Quicumbi
Instrumento: Percussão
Melhor Letra: QUARTOS DE
LUA
Autor: Ivan Therra
Melhor Melodia: FILHAS DO
VENTO
Autores: Charlise
Bandeira e Felipe Goulart
Música Mais Popular: BAH 2 !!!
Gênero: Vaneira
Letra: Renato Junior
Melodia: Renato Júnior
Interpretação: Clóvis
"Coquinha" Fortes
Libório: Acordeon
Leandro Freitas:
Contrabaixo
Douglas dos Anjos: Violão
Da Costta: Pandeiro
Coquinha: Violão
ESTÂNCIA NAS MISSÕES
BANDEIRA GAÚCHA NO TOPO DO MUNDO
O alpinista gaúcho Roberto Lucchese, após 15 anos treinando e 40 dias de expedição, no dia 20 de maio realizou um sonho e ruflou o pavilhão rio-grandense nos píncaros do Monte Everest (8.848m) o ponto mais alto da terra.
Assim se manifestou o autor desta grande proeza: "SOMOS pessoas SIMPLES, GAÚCHOS, realizando feitos EXTRAORDINÁRIOS. E não falo só do EVEREST, estou falando do nosso povo, guerreiro, resiliente e batalhador, que faz surgir através dos seus sonhos esse orgulho quase religioso no nosso peito. Esse orgulho de ser gaúchos ninguém nos tira".