NECESSITAM DE UM REESTUDO POIS FEREM COSTUMES REGIONAIS

Segundo informações que obtive, o Presidente do MTG Erival Bertolini se mostra receptivo para com algumas mudanças na entidade que preside, a começar pelo regulamento campeiro.
No fim de semana do dia 08 de maio aconteceu, em Santa Maria, no CTG Estância do Minuano, a reunião de Coordenadores do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), com a finalidade de discutir tal regulamento. Durante a sexta e o sábado, foram colhidos opiniões e depoimentos de todos os participantes sobre o que deveria ser alterado na legislação. Segundo o presidente do MTG, o objetivo é justamente propor uma revisão do regulamento, a fim de simplificá-la. “Queremos eliminar algumas contradições ainda existentes”, afirmou.
Uma Comissão, constituída por representantes do Movimento, dará continuidade aos trabalhos. A estimativa é de que a finalização aconteça ainda na segunda quinzena de junho. Após, será realizada uma nova reunião com conselheiros e coordenadores para apresentação do resultado dos estudos.
Esperamos que esta receptividade estenda-se a um estudo mais profundo sobre a indumentária e nas intempéries do projeto abaixo, principalmente no que tange a largura das bombachas.
O Movimento Tradicionalista Gaúcho, reunido na 67ª Convenção Tradicionalista Gaúcha, realizada em 29 e 30 de julho de 2005, na cidade de Tramandaí, aprovou as presentes DIRETRIZES para a “Pilcha Gaúcha”, conforme determina o parágrafo único do Art. 1º da Lei n° 8.813 de 10 de janeiro de 1889, com alterações introduzidas pela 69ª Convenção Tradicionalista Extraordinária, realizada no dia 20 de maio de 2006, na cidade de Bento Gonçalves.
I - DA PILCHA PARA ATIVIDADES ARTÍSTICAS E SOCIAIS
Indumentária a ser utilizada nas atividades cotidianas, apresentações artísticas e participações sociais, tais como bailes, congressos, representações, etc.
1. PILCHA MASCULINA
- BOMBACHAS:
Tecidos: brim (não jeans), sarja, linho, algodão, oxford, microfibra
Cores: claras ou escuras, sóbrias ou neutras, tais como marrom, bege, cinza, azulmarinho, verde-escuro, branca, fugindo as cores agressivas, fosforescentes, fugindo das cores contrastantes e cítricas, como vermelho, amarelo, laranja, verde-limão, cor-de-rosa.
Padrão: liso, listradinho e xadrez discreto.
Modelo: cós largo sem alças, dois bolsos na lateral, com punho abotoado no tornozelo.
Favos: O uso de favos e enfeites de botões, depende da tradição regional. As bombachas podem ter, nos favos, letras, marcas e botões. Obs.: roupas de época não podem ter marcas.
Largura: com ou sem favos, coincidindo a largura da perna com a largura da cintura, ou seja, uma pessoa que use sua bombachas no tamanho 40, automaticamente deverá ter, aproximadamente, uma largura de cada perna de 40 cm.
Blog: Neste último item, a LARGURA DA BOMBACHA é que mora o meu protesto. Tenho a impressão que a pessoa que elaborou este projeto (e quem votou a favor) não pesquisou o suficiente sobre usos e costumes das vestes regionais.
Compreendo que tal projeto visa espantar a bombacha justa (calça-de-punho) muito usada no Uruguai e na Argentina mas, além de não conseguir seu intento, o projeto acabou coibindo o uso da bombacha serrana, que nunca foi larga a este ponto e que sempre existiu, antes mesmo de se pensar em diretrizes das pilchas. Houve, isto sim, falta de um trabalho mais específico e detalhado sobre o assunto, que teve voto favorável até de gente de São Francisco de Paula que, com certeza, desconhece a sua história.
Além de tudo, tal modelo é anti-estético. Imaginem eu, baixo e pançudo, com uma bombacha onde a largura de uma perna tem que regular com minha cintura. Já ouviram falar em toco de amarrar bode?
Então que se colocasse assim: a largura da perna da bombacha, na altura do joelho, não pode ter menos que tantos centímetros. Mas nunca vinculá-la a cintura.
De repente nosso Presidente Erival Bertonili possa convocar gente que realmente entenda do riscado para uma nova leitura deste projeto.
Tenho o maior carinho e respeito pelo Movimento, só não apoio os excessos.
Apenas como reforço que tal diretriz não vingou é que já vi diretores e conselheiros do MTG usando a bombacha em total desacordo com o que prega o projeto. Para ir mais longe, embora não seja o assunto do momento, já os vi usando a bombacha por cima das botas DENTRO DA SEDE DA ENTIDADE! Mas aí proíbem boina, alpargatas, etc. por não serem originários do Rio Grande do Sul. Mas que veste é originária daqui? A bombacha feminina? Bueno! Isto é tema para outra postagem....
No fim de semana do dia 08 de maio aconteceu, em Santa Maria, no CTG Estância do Minuano, a reunião de Coordenadores do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), com a finalidade de discutir tal regulamento. Durante a sexta e o sábado, foram colhidos opiniões e depoimentos de todos os participantes sobre o que deveria ser alterado na legislação. Segundo o presidente do MTG, o objetivo é justamente propor uma revisão do regulamento, a fim de simplificá-la. “Queremos eliminar algumas contradições ainda existentes”, afirmou.
Uma Comissão, constituída por representantes do Movimento, dará continuidade aos trabalhos. A estimativa é de que a finalização aconteça ainda na segunda quinzena de junho. Após, será realizada uma nova reunião com conselheiros e coordenadores para apresentação do resultado dos estudos.
Esperamos que esta receptividade estenda-se a um estudo mais profundo sobre a indumentária e nas intempéries do projeto abaixo, principalmente no que tange a largura das bombachas.
O Movimento Tradicionalista Gaúcho, reunido na 67ª Convenção Tradicionalista Gaúcha, realizada em 29 e 30 de julho de 2005, na cidade de Tramandaí, aprovou as presentes DIRETRIZES para a “Pilcha Gaúcha”, conforme determina o parágrafo único do Art. 1º da Lei n° 8.813 de 10 de janeiro de 1889, com alterações introduzidas pela 69ª Convenção Tradicionalista Extraordinária, realizada no dia 20 de maio de 2006, na cidade de Bento Gonçalves.
I - DA PILCHA PARA ATIVIDADES ARTÍSTICAS E SOCIAIS
Indumentária a ser utilizada nas atividades cotidianas, apresentações artísticas e participações sociais, tais como bailes, congressos, representações, etc.
1. PILCHA MASCULINA
- BOMBACHAS:
Tecidos: brim (não jeans), sarja, linho, algodão, oxford, microfibra
Cores: claras ou escuras, sóbrias ou neutras, tais como marrom, bege, cinza, azulmarinho, verde-escuro, branca, fugindo as cores agressivas, fosforescentes, fugindo das cores contrastantes e cítricas, como vermelho, amarelo, laranja, verde-limão, cor-de-rosa.
Padrão: liso, listradinho e xadrez discreto.
Modelo: cós largo sem alças, dois bolsos na lateral, com punho abotoado no tornozelo.
Favos: O uso de favos e enfeites de botões, depende da tradição regional. As bombachas podem ter, nos favos, letras, marcas e botões. Obs.: roupas de época não podem ter marcas.
Largura: com ou sem favos, coincidindo a largura da perna com a largura da cintura, ou seja, uma pessoa que use sua bombachas no tamanho 40, automaticamente deverá ter, aproximadamente, uma largura de cada perna de 40 cm.
Blog: Neste último item, a LARGURA DA BOMBACHA é que mora o meu protesto. Tenho a impressão que a pessoa que elaborou este projeto (e quem votou a favor) não pesquisou o suficiente sobre usos e costumes das vestes regionais.
Compreendo que tal projeto visa espantar a bombacha justa (calça-de-punho) muito usada no Uruguai e na Argentina mas, além de não conseguir seu intento, o projeto acabou coibindo o uso da bombacha serrana, que nunca foi larga a este ponto e que sempre existiu, antes mesmo de se pensar em diretrizes das pilchas. Houve, isto sim, falta de um trabalho mais específico e detalhado sobre o assunto, que teve voto favorável até de gente de São Francisco de Paula que, com certeza, desconhece a sua história.
Além de tudo, tal modelo é anti-estético. Imaginem eu, baixo e pançudo, com uma bombacha onde a largura de uma perna tem que regular com minha cintura. Já ouviram falar em toco de amarrar bode?
Então que se colocasse assim: a largura da perna da bombacha, na altura do joelho, não pode ter menos que tantos centímetros. Mas nunca vinculá-la a cintura.
De repente nosso Presidente Erival Bertonili possa convocar gente que realmente entenda do riscado para uma nova leitura deste projeto.
Tenho o maior carinho e respeito pelo Movimento, só não apoio os excessos.
Apenas como reforço que tal diretriz não vingou é que já vi diretores e conselheiros do MTG usando a bombacha em total desacordo com o que prega o projeto. Para ir mais longe, embora não seja o assunto do momento, já os vi usando a bombacha por cima das botas DENTRO DA SEDE DA ENTIDADE! Mas aí proíbem boina, alpargatas, etc. por não serem originários do Rio Grande do Sul. Mas que veste é originária daqui? A bombacha feminina? Bueno! Isto é tema para outra postagem....